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Super Mario Galaxy: O Filme

Diretor

Aaron Horvath e Michael Jelenic

Gênero

Animação

Elenco

Roteirista

Matthew Fogel

Estúdio

Universal Pictures

Duração

96 minutos

Data de lançamento

01 de abril de 2026

Depois de derrotar Bowser e salvar o Brooklyn, Mario e seus amigos enfrentam uma nova ameaça: Wario, com Bowser Jr., conspiram para dominar o mundo. Eles devem se unir a Yoshi para deter essa dupla maligna.

Quando Super Mario Bros. O Filme foi lançado em 2023, se tornou a animação de maior bilheteria naquele ano, superando a marca impressionante de 1,3 bilhão de dólares. Dizer que é um dos melhores filmes de 2023 talvez seja um exagero, mas certamente é uma animação divertida o suficiente para ser marcante. Até para quem não estava tão familiarizado com o universo da Nintendo, a história dos dois irmãos encanadores que devem provar seu valor com aventuras, um vilão do tipo que a gente ama odiar (tem muito mais amor do que ódio envolvido, na verdade) e uma princesa nada indefesa, é relativamente simples, mas reconfortante e capaz de agradar a família toda, do mais novo ao mais velho. Até mesmo o objetivo era mais palpável: eles só tinham que salvar o Brooklyn, a cidade onde moravam. Não é fácil adaptar um jogo para os cinemas, temos muitos filmes por aí que atestam esse fato, mas Super Mario Bros. O Filme conseguiu.

Diante de tamanho sucesso, não restava dúvida a respeito de uma sequência, como indicavam as cenas pós-créditos. E seguiu a regra clássica das continuações: sempre ser maior. Agora, esquece o Brooklyn, o Universo inteiro está em jogo. E o Universo vem com novos mundos, novos personagens e novas tramas – muitas, muitas tramas. O filme já começa introduzindo Rosalina, e também mostrando que ela está em perigo. Ao mesmo tempo, o Bowser Jr., filho de Bowser, tem seus planos para resgatar o pai, que está preso, em miniatura, sob os cuidados de Mario e Luigi e também conhecemos Yoshi, que automaticamente se apega aos dois. Ainda poderia haver alguma direção mais certeira se parasse por aí, mas, na verdade, esse é apenas o começo. Na ânsia de criar algo novo (e é louvável que não tenham optado por apenas reprisar o primeiro filme), pecam pelo excesso. Dois dos pontos altos de Super Mario Bros. O Filme eram justamente os irmãos e a estrela depressiva que dizia frases que talvez fossem brutais demais para um filme infantil, mas que com certeza servia como atrativo para os mais velhos. Aqui, até mesmo essa estrela ficou genérica; em vez dela, aparecem suas “irmãs”, que apenas são versões fracas e repetitivas e que, sem qualquer explicação, se dizem filhas de Rosalina. A pior parte, no entanto, está no quanto o Mario e o Luigi ficam em segundo plano. Tem sempre tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que os dois acabam virando um detalhe para a trama, em vez de serem o ponto central. 

Para trazer pontos positivos, podemos mencionar a qualidade visual do filme. Há cor, textura e movimento sem transformar na alegoria de hiperatividade visual a que recorrem muitos filmes com temática infantil. Esteticamente falando, supera até mesmo o predecessor e utiliza todos os recursos de forma quase perfeita. Podemos mencionar também a infinidade de easter eggs para os amantes não só do Mario, mas também de todo o universo da Nintendo; diversos personagens fazem uma participação, umas maiores, outras menores, mas todas com potencial de aquecer o coração dos fãs. Sem dúvidas, os envolvidos conhecem e entendem o material-fonte e isso, por si só, já é meio caminho andado. O problema, no entanto, é que o restante do caminho é simplesmente esquecido. Sobre o que é Super Mario Galaxy: O Filme? Sobre muitas coisas e nada ao mesmo tempo. O que poderia ser uma grande sequência, apostando no coração e na alma desenvolvidos no primeiro filme, dá espaço a um filme com mais cara de produto comercial do que precisava ter. 

 

Por Júlia Rezende

6.5

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