{"id":2180,"date":"2014-04-07T18:15:25","date_gmt":"2014-04-07T18:15:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pipocadepimenta.com\/?p=2180"},"modified":"2016-01-01T21:21:42","modified_gmt":"2016-01-01T21:21:42","slug":"luzes-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/luzes-da-cidade\/","title":{"rendered":"Luzes da Cidade"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/36-copy.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4687\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/36-copy.jpg\" alt=\"36 copy\" width=\"800\" height=\"1814\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/36-copy.jpg 800w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/36-copy-452x1024.jpg 452w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>Charles Chaplin grava &#8220;Luzes da Cidade&#8221; (City Lights) em 1931, quando o Cinema j\u00e1 tinha uma certa maturidade tanto intelectual quanto est\u00e9tica. Filmes como &#8220;O Mart\u00edrio de Joana D\u2019arc&#8221; (Carl T. Dreyer, Dinamarca, 1928) e M. O Vampiro de Dusseldorf (Fritz Lang, Alemanha, 1931) j\u00e1 haviam sido feitos, abrindo uma nova possibilidade ao Cinema da \u00e9poca. N\u00e3o mais os filmes tinham um car\u00e1ter meramente de entretenimento como o era nos idos de 1900 com os filmes de M\u00e9li\u00e8s, agora come\u00e7avam a desenvolver uma profundidade que da\u00ed para frente s\u00f3 tenderia a se intensificar.<!--more--><br \/>\nEmbora no caso desse &#8220;Luzes da Cidade&#8221; esta profundidade n\u00e3o fosse total, devido \u00e0 abordagem utilizada de Chaplin, preferindo a com\u00e9dia, \u00e9 not\u00e1vel como o Cinema da \u00e9poca o inspirou, trazendo cenas de um rigor incr\u00edvel, t\u00e3o memor\u00e1veis que hoje \u00e9 imposs\u00edvel, mesmo para quem n\u00e3o viu o filme, n\u00e3o reconhecer a cl\u00e1ssica cena da Florista olhando para o Vagabundo pela primeira vez.<br \/>\nO enredo \u00e9 muito b\u00e1sico, quase nulo, de certa forma \u00e9 apenas um plano de fundo a partir do qual Chaplin se utiliza para desenvolver suas scketchs. Um Vagabundo perambula pelas ruas, at\u00e9 que um dia se encontra com uma Florista que rouba seu cora\u00e7\u00e3o. Ele percebe que ela \u00e9 cega, ent\u00e3o ele parte em busca de meios de faz\u00ea-la recuperar a vis\u00e3o. Uma hist\u00f3ria de amor simples e sucinta. A forma hil\u00e1ria como Chaplin vai contar a forma como o Vagabundo vai conseguir recuperar a vis\u00e3o da amada \u00e9 o grande m\u00e9rito do filme.<br \/>\nEmbora como mencionado o filme n\u00e3o possua a mesma profundidade de seus contempor\u00e2neos, \u00e9 ineg\u00e1vel que tem qualidades t\u00e3o grandes quanto \u00e0s daqueles. A dire\u00e7\u00e3o de atores \u00e9 formid\u00e1vel, tudo parece um ballet extremamente bem coreografado e sincronizado, sendo que as cenas ocorrem com uma harmonia deliciosa, talvez o auge da carreira de Chaplin, o que garante sequ\u00eancias ontol\u00f3gicas que at\u00e9 hoje remontam no imagin\u00e1rio do cin\u00e9filo, mesmo ap\u00f3s seus mais de 80 anos.<br \/>\nO Cinema muitas vezes \u00e9 encarado como uma forma de entretenimento apenas, para outros, como uma forma de exprimir as sensa\u00e7\u00f5es e desejos do homem, seus anseios e ang\u00fastias, amores e medos, e tudo aquilo que \u00e9 do esp\u00edrito humano, mas n\u00e3o \u00e9 sempre que o Cinema consegue ser as duas coisas, mas aqui, Chaplin faz o casamento perfeito entre ambas.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>Por Gabriel Dominato.\n<\/p><\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/luz.png\"><\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":14875,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2415,2423],"tags":[463,462,461,460],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2180"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2180\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}