{"id":2357,"date":"2014-04-23T05:42:51","date_gmt":"2014-04-23T05:42:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pipocadepimenta.com\/?p=2357"},"modified":"2015-12-29T17:51:27","modified_gmt":"2015-12-29T17:51:27","slug":"o-som-ao-redor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/o-som-ao-redor\/","title":{"rendered":"O Som ao Redor"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/SINOPSE-PEQUENA.png\" alt=\"SINOPSE PEQUENA\" width=\"800\" height=\"1814\" class=\"alignleft size-full wp-image-7207\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/SINOPSE-PEQUENA.png 800w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/SINOPSE-PEQUENA-452x1024.png 452w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>Que o Cinema brasileiro tem se destacado, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. Filmes rodados na regi\u00e3o do Nordeste t\u00eam arrastado multid\u00f5es aos cinemas do mundo todo nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 exagero. Exemplo disso s\u00e3o filmes como &#8220;Central do Brasil&#8221;, &#8220;O Auto da Compadecida&#8221;, &#8220;Abril Despeda\u00e7ado&#8221;, &#8220;Eu, Tu, Eles&#8221;, &#8220;Cinema, Aspirinas e Urubus&#8221;, &#8220;Febre do Rato&#8221;, &#8220;Cine Holli\u00fady&#8221;, &#8220;Tatuagem&#8221; dentre muitos outros. Mas, ultimamente, muitos dos filmes gravados no Nordeste, que t\u00eam se destacado, s\u00e3o os pernambucanos. Eis o caso do aclamado mundo afora, &#8220;O Som ao Redor&#8221;.<br \/>\nO filme mostra o desconforto da classe m\u00e9dia alta num bairro de Recife. N\u00e3o s\u00f3 do Recife, mas qualquer outra cidade de qualquer lugar do planeta, com personagens reais (que podemos dar de cara em qualquer esquina). Pode ser considerada uma obra simples, madura, impressionante, mas acima de tudo, humana. De t\u00e3o humana, que o espectador se pega entrando na intimidade dos personagens.<br \/>\nO estreante Kleber Mendon\u00e7a Filho dirigiu uma obra contempor\u00e2nea que faz o espectador se colocar na pele dos moradores, por conhecer o cotidiano de cada um e por vezes faz lembrar do \u00f3timo filme argentino &#8220;O Homem ao Lado&#8221; (embora sejam hist\u00f3rias distintas, mas que abordam temas como o inc\u00f4modo da vizinhan\u00e7a e do barulho urbano). &#8220;O Som ao Redor&#8221; entrou na lista dos dez melhores do ano (ficou em nona posi\u00e7\u00e3o) no respeitado jornal The New York Times e recebendo elogios por diversos cr\u00edticos de Cinema, sendo laureado com pr\u00eamios importantes (principalmente nas categorias de melhor filme e pr\u00eamios de cr\u00edticas internacionais).<br \/>\nO longa conta com tr\u00eas nomes de peso no elenco, Irandhir Santos (do excelente &#8220;Tatuagem&#8221;), Maeve Jinkings (que estreou nos cinemas em &#8220;Falsa Loura&#8221;) e o ator, escritor e cordelista Waldemar Jos\u00e9 Solha (que atuou em &#8220;Bezerra de Menezes&#8221;) mas consegue destacar tamb\u00e9m atores secund\u00e1rios (e desconhecidos). Embora tenha sido cotado para ser indicado na categoria de filme estrangeiro no Oscar (o mesmo aconteceu com o filme &#8220;O Palha\u00e7o&#8221;, de Selton Mello em 2012), n\u00e3o chegou a ser indicado, como j\u00e1 se esperava.<br \/>\nMas, quem disse que pra ser um bom filme, precisa ser indicado em alguma categoria do Oscar ou custar caro? O or\u00e7amento de &#8220;O Som ao Redor&#8221; foi de apenas R$ 1.860.000 e conseguiu ir al\u00e9m de suas pretens\u00f5es, al\u00e9m de conseguir envolver e prender o espectador.\n<\/p><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que o Cinema brasileiro tem se destacado, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. Filmes rodados na regi\u00e3o do Nordeste t\u00eam arrastado multid\u00f5es aos cinemas do mundo todo nos \u00faltimos anos. N\u00e3o \u00e9 exagero. 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