{"id":23710,"date":"2016-08-24T14:03:39","date_gmt":"2016-08-24T17:03:39","guid":{"rendered":"http:\/\/pipocadepimenta.com\/?p=23710"},"modified":"2016-08-24T14:07:28","modified_gmt":"2016-08-24T17:07:28","slug":"um-curta-por-semana-9-fantasmas-e-uma-breve-reflexao-sobre-alfabetizacao-audiovisual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/um-curta-por-semana-9-fantasmas-e-uma-breve-reflexao-sobre-alfabetizacao-audiovisual\/","title":{"rendered":"Um Curta Por Semana #9: &#8216;Fantasmas&#8217; e uma breve reflex\u00e3o sobre alfabetiza\u00e7\u00e3o audiovisual"},"content":{"rendered":"<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Uma breve reflex\u00e3o:<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Enquanto somos formalmente alfabetizados em nossas escolas, em paralelo, somos tamb\u00e9m alfabetizados &#8220;audiovisualmente&#8221; dentro de nossas casa. Se a televis\u00e3o e, mais recentemente, o Youtube ocuparam horas de seus dias de inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, voc\u00ea passou por esse processo (ainda que de forma inconsciente).<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Enquanto assist\u00edamos aos desenhos matutinos e as reprises de filmes durante as tardes, est\u00e1vamos nos acostumando com uma forma de se contar hist\u00f3rias e est\u00f3rias. Com muito pouca varia\u00e7\u00e3o, tudo que consumimos em mat\u00e9ria de audiovisual descende de uma linguagem cinematogr\u00e1fica cl\u00e1ssica, did\u00e1tica e americana. Criamos uma expectativa inerente em rela\u00e7\u00e3o as est\u00f3rias que consumimos, ao menos no que diz respeito a forma em que nos s\u00e3o exibidas.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Por estarmos habituados com certas especificidades dessa linguagem narrativa, a percep\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a audiovisual torna-se autom\u00e1tica e praticamente acr\u00edtica. Um exerc\u00edcio simples e que ilustra bem essa situa\u00e7\u00e3o pode ser realizada da seguinte maneira: selecione uma cena espec\u00edfica de um filme e tente contar o n\u00famero de cortes do come\u00e7o ao fim. Os resultados s\u00e3o previs\u00edveis: a surpresa com o n\u00famero de cortes dentro de uma cena t\u00e3o curta e\/ou a facilidade de desviar a aten\u00e7\u00e3o da atividade proposta. Tudo bem, n\u00e3o \u00e9 sua culpa.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Sabendo disso, \u00e9 de se considerar a possibilidade (bem real) de termos uma predisposi\u00e7\u00e3o a rejeitar qualquer coisa que fuja a essa estrutura. Talvez seja por isso que voc\u00ea n\u00e3o consegue aderir as antitramas de Godard. Talvez seja por isso que alguns filmes nacionais como &#8216;Branco Sai, Preto Fica&#8217; n\u00e3o conseguem perdurar nas salas de cinema.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>O cinema, elegido por n\u00f3s como protagonista dentro da cultura de massa, ainda \u00e9 uma arte. A criatividade e a emo\u00e7\u00e3o devem vir antes do dispositivo da t\u00e9cnica.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>O curta-metragem mineiro &#8216;Fantasmas&#8217;, dirigido por Andr\u00e9 Novais de Oliveira, se apresenta quase como um desafio a essa nossa percep\u00e7\u00e3o inconsciente e ao mesmo tempo ansiosa pelo corte, pelo movimento de c\u00e2mera ou o contra-plano \u00f3bvio.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Z8x4JQB32xU\" width=\"100%\" height=\"512\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta semana o nosso colunista John Macedo tr\u00e1s o curta-metragem brasileiro &#8216;Fantasmas&#8217;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":23770,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5230,4361],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23710"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23710"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23710\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}