{"id":29059,"date":"2017-02-23T20:59:54","date_gmt":"2017-02-23T23:59:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pipocadepimenta.com\/?p=29059"},"modified":"2017-05-09T19:32:37","modified_gmt":"2017-05-09T22:32:37","slug":"reconheca-importancia-diretor-fotografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/reconheca-importancia-diretor-fotografia\/","title":{"rendered":"Lente, c\u00e2mera e flash: Reconhe\u00e7a a import\u00e2ncia do diretor de fotografia"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>James Laxton<\/strong>, <strong>Rodrigo Prieto<\/strong>, <strong>Greig Fraser<\/strong>, <strong>Linus Sandgren<\/strong> e <strong>Bradford Young<\/strong>. Pode ser que voc\u00ea n\u00e3o reconhe\u00e7a esses nomes, mas s\u00e3o eles que est\u00e3o por tr\u00e1s dos filmes indicados ao Oscar desse ano. Agora voc\u00ea deve estar se perguntando porque menciono eles e n\u00e3o o <a href=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/cinemundo\/noticias\/oscar2017-vida-e-obra-de-mel-gibson\/\"><strong>Mel Gibson<\/strong><\/a> ou o <a href=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/cinemundo\/noticias\/oscar-2017-como-os-fracassos-do-diretor-de-la-la-land-renderam-14-indicacoes-ao-seu-filme\/\"><strong>Damien Chazelle<\/strong><\/a>. Pois saiba que quem transforma as imagens do roteiro em cenas s\u00e3o justamente\u00a0<strong>diretores de fotografia<\/strong>, como eles.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29065 size-full\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-1.jpg\" width=\"1334\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-1.jpg 1334w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-1-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1334px) 100vw, 1334px\" \/> Diretor de fotografia de &#8216;Lion&#8217;, Greig Fraser, \u00e9 um dos indicados \u00e0 categoria<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Muitos imaginam\u00a0que o diretor \u00e9 o cara que faz o filme e n\u00e3o est\u00e3o errados. <strong>Roland Joff\u00e9<\/strong>, o diretor de <strong>&#8220;Os Gritos do Sil\u00eancio&#8221;<\/strong> (1984) definiu seu trabalho como \u201cjogar em um tabuleiro de xadrez multidimensional com multicamadas, exceto pelas pe\u00e7as do jogo que decidem mexer sozinhas&#8221;. <strong>Fernando Meirelles<\/strong>, com tom de humor durante entrevista para o canal do Youtube <em>10e20filmes<\/em>, definiu que o diretor \u201c\u00e9 basicamente aquele cara que n\u00e3o sabe fazer nada, mas que junta uma equipe que sabe fazer e d\u00e1 uma dire\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Sendo assim, o diretor tem a fun\u00e7\u00e3o de trabalhar com o produtor de cinema para definir o elenco; organizar e selecionar as loca\u00e7\u00f5es de filmagem; interpretar o roteiro; aprovar cen\u00e1rios, figurino, coreografia e m\u00fasica; coordenar o trabalho da equipe durante as filmagens; trabalhar com os cineastas nas composi\u00e7\u00f5es de cena; trabalhar com os editores. Em outras palavras, <strong>o diretor \u00e9 aquele que d\u00e1 a vis\u00e3o geral do filme, mas muitas vezes nem chega a pegar em uma c\u00e2mera<\/strong>.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u00c9 o diretor de fotografia que cuida das cores, das luzes, do enquadramento, dos \u00e2ngulos, do foco, al\u00e9m de escolher, de forma criteriosa, os equipamentos que ser\u00e3o usados nas filmagens, como a c\u00e2mera mais adequada, as lentes, os negativos. <strong>\u00c9 o profissional que cuida de toda a parte\u00a0visual do filme<\/strong>. Do mesmo modo que o produtor sempre est\u00e1 ao lado do diretor, ele tamb\u00e9m n\u00e3o sai do p\u00e9 do diretor de fotografia, j\u00e1 que\u00a0segue, geralmente, as diretrizes t\u00e9cnicas tra\u00e7adas por esse especialista.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Como podemos ver, <strong>\u00e9 mais um trabalho em conjunto<\/strong> do que necessariamente fun\u00e7\u00f5es separadas. Mas, como o diretor \u00e9 a principal voz de um filme, ele \u00e9 o que junta todo mundo para que entendam o rumo da hist\u00f3ria\u00a0e garantir que n\u00e3o\u00a0ocorram diverg\u00eancias durante a produ\u00e7\u00e3o, entre o diretor de arte e o de fotografia, por exemplo.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29066 aligncenter\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"910\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-2.jpg 1280w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-2-1024x728.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>AS DIVIS\u00d5ES DE TAREFAS INTERNAS DAS PRODU\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>O departamento de fotografia tem quatro divis\u00f5es. O primeiro \u00e9, obviamente, o diretor de fotografia, que tem um operador de c\u00e2mera &#8211; aquele que controla a c\u00e2mera e que faz os movimentos &#8211; como segunda divis\u00e3o. \u00c9 bom lembrar que, em muitos casos, o diretor de fotografia \u00e9 o mesmo que opera a c\u00e2mera, mas isso exige mais conhecimento e experi\u00eancia na \u00e1rea. O departamento segue com o primeiro assistente de c\u00e2mera ou foquista e \u00e9 fechado com o segundo assistente de c\u00e2mera. Normalmente, quem\u00a0sonha em trabalhar com cinema\u00a0\u00a0come\u00e7a como\u00a0todos os outros: \u00a0por baixo. Aos poucos, ap\u00f3s ganhar mais experi\u00eancia, vai subindo no departamento.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>E o diretor n\u00e3o fica tem a ajuda\u00a0apenas do diretor de fotografia. Para isso, temos tamb\u00e9m o produtor, o diretor assistente, o sonoplasta&#8230; Alguns diretores, inclusive, utilizam muito do diretor assistente para supervisionar loca\u00e7\u00f5es, gravar uma cena menor ou, at\u00e9 mesmo, descrever uma cena para sua equipe e a deixar trabalhar.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Mas enquanto temos aqueles que dividem as tarefas, tamb\u00e9m temos aqueles que fazem tudo. <strong>Woody Allen<\/strong> \u00e9 um bom exemplo disso, j\u00e1 que ele, al\u00e9m de atuar, escreveu e dirigiu seus filmes. De acordo com\u00a0o <strong>Internet Movie Database<\/strong>, do <em>The New York Times,<\/em>\u00a0<strong>Mel Brooks<\/strong>, de <strong>&#8220;O Jovem Frankenstein&#8221;<\/strong> (1974) \u00e9 outro que tamb\u00e9m j\u00e1 escreveu muitos roteiros dos filmes que dirigiu e produziu.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29067\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-3.jpg 1280w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-3-1024x682.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/> Rodrigo Prieto, diretor de fotografia e indicado ao Oscar 2017, ao lado de Martin Scorsese nos bastidores de &#8216;Silence&#8217;<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>O diretor tem a palavra final para deixar o filme com a cara que ele quer. Com o diretor de fotografia tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 diferente: \u00a0<strong>ele pode colocar muito de sua pr\u00f3pria vis\u00e3o ou de suas pr\u00f3prias ideologias naquelas imagens<\/strong>, utilizando certa luz ou determinada colora\u00e7\u00e3o. Em <strong>&#8220;Laranja Mec\u00e2nica&#8221;<\/strong> (1971), por exemplo, <strong>John Alcott<\/strong>\u00a0determinou qual seria a Londres mais adequada para a hist\u00f3ria de Alex e seus drugues. \u201cLaranja Mec\u00e2nica empregava um tipo de fotografia mais escura, mais obviamente dram\u00e1tica (&#8230;) Foi uma hist\u00f3ria moderna que ocorreu em um per\u00edodo avan\u00e7ado da d\u00e9cada de 1980. Chamava por uma coisa mais fria\u201d, disse Alcott, parceiro de <strong>Stanley Kubrick<\/strong>.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29068\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-4.jpg\" alt=\"\" width=\"1194\" height=\"728\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-4.jpg 1194w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-4-1024x624.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1194px) 100vw, 1194px\" \/> &#8220;Laranja Mec\u00e2nica chamava por uma coisa mais fria&#8221;, disse o diretor de fotografia John Alcott<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Caso voc\u00ea, mesmo depois de ler as defini\u00e7\u00f5es, esteja\u00a0achando que o diretor de fotografia tamb\u00e9m \u00e9 o profissional que tira as fotos para os p\u00f4steres ou para divulga\u00e7\u00f5es, saiba que esse \u00e9 o<strong> fot\u00f3grafo de <em>still<\/em><\/strong>, ou seja, aquele que registra fotos paradas, que podem ser usadas para p\u00f4steres, jornais e revistas, al\u00e9m de tamb\u00e9m poder ajudar o trabalho do diretor, fotografando o set.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>GRANDES NOMES DA FOTOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nE na dire\u00e7\u00e3o de fotografia temos nomes t\u00e3o poderosos quanto na dire\u00e7\u00e3o, por exemplo, <strong>Emmanuel Lubezki<\/strong>, que ganhou tr\u00eas Oscars seguidos trabalhando com <strong>Alfonso Cuar\u00f3n<\/strong> em &#8220;Gravidade&#8221; (2013) e com <strong>Alejandro I\u00f1\u00e1rritu<\/strong> em &#8220;Birdman&#8221; (2014) e &#8220;O Regresso&#8221; (2015). Temos tamb\u00e9m <strong>Robert Richardson<\/strong>, que fez produ\u00e7\u00f5es\u00a0excepcionais com <strong>Quentin Tarantino<\/strong>, (&#8220;Django Livre&#8221;, 2012) \u00a0<strong>Martin Scorsese<\/strong>\u00a0(&#8220;Ilha do Medo&#8221;, 2010) e <strong>Oliver Stone<\/strong>\u00a0(&#8220;Nascido em Quatro de Julho&#8221;, 1989). <strong>Gregg Toland<\/strong> e <strong>Vittorio Storaro<\/strong> s\u00e3o outros grandes nomes da dire\u00e7\u00e3o de fotografia, que\u00a0trabalharam em <strong>&#8220;Cidad\u00e3o Kane&#8221;<\/strong> (1941) e <strong>&#8220;Apocalypse Now&#8221;<\/strong> (1979), respectivamente.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>No Brasil, temos grandes representantes, alguns at\u00e9 no mesmo n\u00edvel que outros citados aqui, como <strong>Edgar Brasil<\/strong>,\u00a0do longa <strong>&#8220;Limite&#8221;<\/strong> (1931), considerado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cr\u00edticos de Cinema (<strong>Abraccine<\/strong>) o melhor filme brasileiro de todos os tempos.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Walter Carvalho<\/strong> e <strong>Murilo Salles<\/strong> tamb\u00e9m ganham destaque no cinema brasileiro e ainda conseguiram ir da dire\u00e7\u00e3o de fotografia para a dire\u00e7\u00e3o, algo n\u00e3o muito raro no cinema, mas que muitas vezes n\u00e3o d\u00e1 certo. Os dois fizeram filmes como <strong>&#8220;Budapeste&#8221;<\/strong> (2009) e <strong>&#8220;Nome Pr\u00f3prio&#8221;<\/strong> (2007). <strong>Nicolas Roeg<\/strong>, como os brasileiros, tamb\u00e9m migrou da fotografia para a dire\u00e7\u00e3o e se deu bem, realizando trabalhos como <strong>&#8220;O Homem que Caiu na Terra&#8221;<\/strong> (1976) e <strong>&#8220;Inverno de Sangue em Veneza&#8221;<\/strong> (1973).<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29069\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-5.jpg\" alt=\"\" width=\"1936\" height=\"1296\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-5.jpg 1936w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-5-1024x685.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1936px) 100vw, 1936px\" \/> Walter Carvalho passeou pelas duas dire\u00e7\u00f5es, come\u00e7ando com a de fotografia<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Apesar de mostrar muitas das diferen\u00e7as e das divis\u00f5es de trabalho entre o diretor e o diretor de fotografia, o cinema gera suas surpresas e traz parcerias maravilhosas. Queridinho e companheiro de <strong>Scorsese<\/strong>, <strong>Michael Chapman<\/strong> \u00e9 o cara por tr\u00e1s da fotografia urbana e da sincronia entre ambiente e personagem presente em filmes como <strong>&#8220;Taxi Driver&#8221;<\/strong> (1976) e <strong>&#8220;Touro Indom\u00e1vel&#8221;<\/strong> (1980), filme esse que rendeu uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Al\u00e9m de Scorsese, <strong>Spielberg<\/strong> tamb\u00e9m tem seu parceiro de longa data, <strong>Janusz Kami\u0144ski<\/strong>, presente em <strong>&#8220;A Lista de Schindler&#8221;<\/strong> (1993), <strong>&#8220;O Resgate do Soldado Ryan&#8221;<\/strong> (1998), <strong>&#8220;Lincoln&#8221;<\/strong> (2012), <strong>&#8220;Prenda-me Se For Capaz&#8221;<\/strong> (2002), <strong>&#8220;Munique&#8221;<\/strong> (2005), <strong>&#8220;O Terminal&#8221;<\/strong> (2004), <strong>&#8220;A.I. &#8211; Intelig\u00eancia Artificial&#8221;<\/strong> (2001) e por a\u00ed vai. Kami\u0144ski j\u00e1 levou dois Oscars, um por &#8220;A Lista de Schindler&#8221; e outro por &#8220;O Resgate do Soldado Ryan&#8221;.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Walter \u201cWally\u201d Pfister<\/strong>, mais conhecido como os olhos de <strong>Christopher Nolan<\/strong>, \u00e9 outro diretor de fotografia que se deu muito bem com sua parceria. Ou seria o contr\u00e1rio? Os dois trabalharam em <strong>&#8220;Amn\u00e9sia&#8221;<\/strong> (2000), ap\u00f3s Nolan encontra-lo em <strong>&#8220;The Hi-Line&#8221;<\/strong> (1999) e, a partir da\u00ed, foi s\u00f3 sucesso: \u00a0<strong>&#8220;Ins\u00f4nia&#8221;<\/strong> (2002), <strong>&#8220;Batman Begins&#8221;<\/strong> (2005), <strong>&#8220;O Grande Truque&#8221;<\/strong> (2006), <strong>&#8220;Batman \u2013 O Cavaleiro das Trevas&#8221;<\/strong> (2008), <strong>&#8220;A Origem&#8221;<\/strong> (2010), que rendeu a Pfister o Oscar.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u201cNossa colabora\u00e7\u00e3o e nosso relacionamento evolu\u00edram de uma forma fenomenal [&#8230;] N\u00f3s desfrutamos do estilo de cinema verit\u00e9. Chris ama a liberdade que isso d\u00e1 a ele e aos atores, e eu amo o aspecto visual do estilo\u201d, disse Pfister ao site <em>Diretores de Arte<\/em>. Durante as filmagens de &#8220;Ins\u00f4nia&#8221;, ele\u00a0conta que chegou a dirigir <strong>Al Pacino<\/strong>: \u201cEu n\u00e3o ia dizer a Al Pacino como fazer o seu trabalho, mas eu estava esperando que ele pudesse abra\u00e7ar a luz do ambiente em sua atua\u00e7\u00e3o [&#8230;] \u2018Quando voc\u00ea estiver nas sombras, vai interagir com o clima do ambiente. Se voc\u00ea der um passo \u00e0 frente, vai entrar em uma fus\u00e3o de luz nuclear brilhante\u2019. Ele soube exatamente como tirar proveito disso\u201d, contou.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29070\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-6.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"818\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-6.jpg 1200w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-6-1024x698.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/> Steven Spielberg ao lado de seu parceiro Janusz Kami\u0144ski<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>E se mesmo com tudo isso voc\u00ea, caro leitor, ainda acredita que o trabalho do diretor de fotografia n\u00e3o \u00e9 grande coisa, vamos a alguns exemplos.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Em <strong>&#8220;O Poderoso Chef\u00e3o&#8221;<\/strong> (1972), temos uma ambienta\u00e7\u00e3o escura, que d\u00e1 um tom todo pesado, quase claustrof\u00f3bico. Por isso, tem-se uma sensa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, muito do que \u00e9 o filme. Toda essa ilumina\u00e7\u00e3o escura e soturna faz voc\u00ea entrar no clima daquela hist\u00f3ria, assim como todo o jogo de luzes em Michael e Vito Corleone traz muito da personalidade deles. Isso \u00e9 percept\u00edvel nas cenas em que se mostra apenas metade do rosto dos personagens, deixando a outra encoberta pela sombra, ou seja, h\u00e1 um lado bom,\u00a0que far\u00e1 tudo pela fam\u00edlia, mas para isso, possa ser preciso matar. E isso n\u00e3o se deve a <strong>Coppola,<\/strong> mas sim ao brilhante diretor de fotografia <strong>Gordon Willis<\/strong>.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29071 aligncenter\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-7.png\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-7.png 1920w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-7-1024x576.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>&#8220;Medo e Del\u00edrio em Las Vegas&#8221;<\/strong> (1998) \u00e9 outro caso interessante. O\u00a0diretor de fotografia <strong>Nicola Pecorini<\/strong> decidiu utilizar grandes angulares para closes fechados, justamente para passar uma sensa\u00e7\u00e3o de algo distorcido e psicod\u00e9lico e dar uma sensa\u00e7\u00e3o de liquidez.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>No Brasil, isso tamb\u00e9m n\u00e3o foi diferente. <strong>Walter Carvalho<\/strong>, em <strong>&#8220;Abril Despeda\u00e7ado&#8221;<\/strong> (2001) conseguiu transmitir melancolia &#8211; que geralmente funciona melhor com cores frias &#8211; com tons quentes, j\u00e1 que a hist\u00f3ria se passava no sert\u00e3o nordestino.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29072 aligncenter\" src=\"http:\/\/pipocadepimenta.com\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-8.jpg\" alt=\"\" width=\"1181\" height=\"786\" srcset=\"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-8.jpg 1181w, https:\/\/www.cinemaup.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/DxDF-8-1024x682.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1181px) 100vw, 1181px\" \/><\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ainda sem muita valoriza\u00e7\u00e3o pelo grande p\u00fablico, \u00e9 o trabalho do diretor de fotografia que transmite as emo\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da cena. Entre James Laxton, Rodrigo Prieto, Greig Fraser, Linus Sandgren e Bradford Young, que ven\u00e7a a melhor c\u00e2mera, o melhor foco e a melhor lente.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda o trabalho das duas dire\u00e7\u00f5es, que se complementam diante suas diferen\u00e7as<\/p>","protected":false},"author":33,"featured_media":29065,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[7116,7265,7111,2622,7267,7114,2565,6527,6521,7112,7115,7266,149,5242,7113],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29059"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29059"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29059\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}