{"id":61771,"date":"2017-05-18T14:00:48","date_gmt":"2017-05-18T17:00:48","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=61771"},"modified":"2017-06-09T13:01:27","modified_gmt":"2017-06-09T16:01:27","slug":"rei-arthur-a-lenda-da-espada-comprova-que-estilo-nao-e-nada-sem-conteudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/rei-arthur-a-lenda-da-espada-comprova-que-estilo-nao-e-nada-sem-conteudo\/","title":{"rendered":"\u201cRei Arthur: A Lenda da Espada\u201d comprova que estilo n\u00e3o \u00e9 nada sem conte\u00fado"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221; background_image=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/rei-arthur-a-lenda-da-espada-super-cinema-up-critica-7.jpg&#8221; transparent_background=&#8221;off&#8221; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; inner_shadow=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;on&#8221; parallax_method=&#8221;off&#8221; make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;on&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Rei Arthur<\/strong> j\u00e1 foi contada no cinema v\u00e1rias vezes. A maioria delas focava no tri\u00e2ngulo amoroso entre o Rei, sua amada <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Guinevere<\/strong> e <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Sir Lancelot<\/strong>\u200a\u2014\u200acomo <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cOs Cavaleiros da T\u00e1vola Redonda\u201d<\/strong> (1953) e <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cLancelot\u200a\u2014\u200aO Primeiro Cavaleiro\u201d<\/strong> (1995). Mas, arrisco dizer, que as que mais se destacaram foram aquelas que fugiram do \u00f3bvio e decidiram ir muito al\u00e9m dessa proposta, investindo em outros elementos importantes, como a jornada do her\u00f3i e a magia por tr\u00e1s do mito.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/rei-arthur-a-lenda-da-espada-super-cinema-up-critica-.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>Assim, surgiram cl\u00e1ssicos como a anima\u00e7\u00e3o da Disney <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cA Espada Era a Lei\u201d<\/strong> (1963) e <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cExcalibur\u201d<\/strong> (1981), verdadeiros \u00e9picos da aventura e fantasia. At\u00e9 mesmo <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cCamelot\u201d<\/strong> (1967)\u200a\u2014\u200aque ainda foca no tri\u00e2ngulo entre os personagens principais\u200a\u2014\u200aconseguiu se destacar caprichando na escala da produ\u00e7\u00e3o e transformando a hist\u00f3ria em um musical, o que acabou rendendo 3 Oscars ao filme. Ou seja, <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u00e9 natural que novas produ\u00e7\u00f5es tentem se reinventar para continuar tornando a hist\u00f3ria atrativa para o p\u00fablico<\/strong>, al\u00e9m de atrair espectadores mais jovens que n\u00e3o gostam muito de filmes antigos.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode estar se perguntando, qual o motivo para que existam tantos filmes sobre a lenda de Arthur? Simples, \u00e9 uma hist\u00f3ria extremamente rica sobre um pr\u00edncipe que precisou fugir para sobreviver, pois seu pai teve o trono usurpado por um traidor. Assim, Arthur teve uma inf\u00e2ncia pobre na Inglaterra, vivendo como plebeu, at\u00e9 o dia em que conseguir tirar a espada Excalibur presa a uma rocha e descobriu que era o Rei por direito, o escolhido. O famoso \u201ccara comum que descobre que \u00e9 muito mais do que imaginava\u201d.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>N\u00e3o faz tanto tempo assim, mas o \u00faltimo grande filme que contou essa hist\u00f3ria foi <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cRei Arthur\u201d<\/strong> (2004), de <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Anthony Fuqua<\/strong>. Repleto de estrelas do calibre de <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Clive Owen, Keira Knightley e Mads Mikkelsen<\/strong>, o filme fugiu do tri\u00e2ngulo que mencionei no in\u00edcio do texto, mas apesar de um ou outro bom momento de a\u00e7\u00e3o, sua tentativa de abordagem menos fant\u00e1stica e mais \u201crealista\u201d da lenda n\u00e3o convenceu a cr\u00edtica e foi um fracasso dentro dos EUA.<\/p>\n<p>Essa semana estreia <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cRei Arthur: A Lenda da Espada\u201d<\/strong>, mais uma releitura do cl\u00e1ssico. O filme tem sido vendido pelo marketing como \u201cuma vers\u00e3o da hist\u00f3ria que voc\u00ea nunca viu\u201d. <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Mas, ser\u00e1 que ele cumpre bem essa promessa?<\/strong> No sentido de novidade, podemos dizer que sim. A aposta da Warner para a dire\u00e7\u00e3o foi o ingl\u00eas <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Guy Ritchie<\/strong>, tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela nova vers\u00e3o de Sherlock Holmes para os cinemas. Al\u00e9m de Arthur ser uma lenda brit\u00e2nica, a ideia de ter um protagonista que conhece bem os sub\u00farbios e tem aquele jeito malandro, mas de bom cora\u00e7\u00e3o, combina perfeitamente com o estilo do diretor.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, vamos falar do filme. De cara, come\u00e7amos em uma batalha que visualmente remete a jogos medievais de invas\u00e3o \u00e0 fortaleza, como os cl\u00e1ssicos <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Age of Empires<\/strong> e <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Stronghold<\/strong>. H\u00e1 um feiticeiro que quer tomar o poder, apoiado por criaturas como elefantes gigantes e tamb\u00e9m magias, como bolas de fogo. Quem estiver mais familiarizado com os jogos de videogame atuais, dificilmente n\u00e3o ir\u00e1 fazer uma compara\u00e7\u00e3o mental. A est\u00e9tica faz uma alus\u00e3o direta \u00e0s cutscenes (anima\u00e7\u00f5es) e a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o desses jogos.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>Este setup serve para conhecermos alguns personagens importantes para o filme, como o <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Rei Uther (Eric Bana)<\/strong> e seu irm\u00e3o <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Vortigern (Jude Law)<\/strong>, que juntos lutam contra o vil\u00e3o Mordred. Para tentar ilustrar melhor as cenas de a\u00e7\u00e3o na sua mente, elas remetem bastante ao que chamamos hoje de estilo \u201cZack Snyder\u201d de dire\u00e7\u00e3o. <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Paleta escura, slow motions e zoom ins repentinos s\u00e3o usados com frequ\u00eancia<\/strong>. O in\u00edcio \u00e9 sombrio, tr\u00e1gico e bem s\u00e9rio, mas as motiva\u00e7\u00f5es n\u00e3o ficam muito claras, nos fazendo esperar por uma explica\u00e7\u00e3o no desenrolar da trama.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/rei-arthur-a-lenda-da-espada-super-cinema-up-critica-1.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>Com a fuga do jovem Arthur, a jornada do protagonista inicia e o estilo de Guy Ritchie come\u00e7a a aparecer. Ao inv\u00e9s da tradicional passagem de tempo, o diretor investe em uma montagem inventiva embalada por uma trilha sonora bem en\u00e9rgica que sintetiza muito bem como o jovem Arthur foi criado na pobreza, precisando praticar pequenos delitos, ganhando algumas brigas, apanhando em outras, at\u00e9 atingir a maturidade (agora como <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Charlie Hunnam<\/strong>) e um certo renome entre a popula\u00e7\u00e3o. Alguns podem argumentar que desta forma os fatos podem soar muito apressados e eu at\u00e9 concordaria com isso. No entanto, o que senti foi Ritchie <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">tentando evitar cair na mesmice e ainda referenciando seus primeiros filmes<\/strong>, que eram cheios de cortes \u00e1geis assim.<\/p>\n<p>O que vemos a partir da\u00ed \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de Arthur com os personagens que o acercam, amigos, aliados, potenciais desafetos e etc. Cheio do caracter\u00edstico humor ingl\u00eas, Hunnam encarna bem o arqu\u00e9tipo do anti-her\u00f3i, aquele cara que n\u00e3o pensa apenas em si mesmo, tem lealdade com aqueles que o ajudaram, mas que para sobreviver aprendeu a viver \u00e0 margem da lei. N\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade para o ator, que tem como papel mais ic\u00f4nico o motoqueiro <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Jax Teller<\/strong>, da s\u00e9rie popular <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cFilhos da Anarquia\u201d<\/strong>. E o carisma de Hunnam certamente \u00e9 uma das melhores coisas do filme.<\/p>\n<p>Entretanto, \u201cRei Arthur: A Lenda da Espada\u201d tem proporcionalmente a mesma quantidade de erros e acertos. <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">E infelizmente, os problemas acabam tendo um peso maior no final das contas.<\/strong> Basicamente existem dois n\u00facleos: o de Jude Law sendo um rei ileg\u00edtimo e pouco respeitado e a \u00f3bvia jornada de Hunnan at\u00e9 retirar a Excalibur da pedra, o momento mais emblem\u00e1tico da hist\u00f3ria, pois \u00e9 quando ele descobre que \u00e9 o verdadeiro rei. <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Nenhum dos dois n\u00facleos \u00e9 bem explorado, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 motiva\u00e7\u00f5es convincentes<\/strong> para os dois principais personagens do filme.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/rei-arthur-a-lenda-da-espada-super-cinema-up-critica-2.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os elementos fant\u00e1sticos anunciados no pr\u00f3logo s\u00e3o pouqu\u00edssimos explorados. Novamente citando Snyder, na sua busca por poder, Vortigern se comunica com uma esp\u00e9cie de or\u00e1culo que lembra bastante o filme <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201c300\u201d<\/strong>; h\u00e1 dois ou tr\u00eas animais que surgem em tamanho ampliado, mas servem oportunamente em alguma cena por pura conven\u00e7\u00e3o de roteiro.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>Durante pelo menos uma hora de desenvolvimento do segundo ato, a dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue criar um universo plaus\u00edvel para aqueles personagens e eventos, as coisas simplesmente ocorrem. Alguns espectadores menos exigentes\u200a\u2014\u200aque talvez sejam o p\u00fablico-alvo do filme\u200a\u2014\u200apodem n\u00e3o se apegar a esses detalhes e relevar, mas desta vez n\u00e3o funcionou comigo (diferentemente de <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cWarcraft\u201d<\/strong> que me pegou pelo visual).<\/p>\n<p>Os elogios feitos aos esfor\u00e7os de Ritchie, com seus \u00e2ngulos diferentes e cortes \u00e1geis, lamentavelmente n\u00e3o s\u00e3o suficientes para sustentar o interesse durante todo o filme e <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">v\u00e3o perdendo o impacto a cada repeti\u00e7\u00e3o<\/strong>. A boa inten\u00e7\u00e3o que ele teve em n\u00e3o entediar o espectador trazendo algo diferente, com o tempo parece um desespero do tipo \u201cn\u00e3o temos nenhuma grande cena, vamos encher de m\u00fasica animada e montagens r\u00e1pidas para ningu\u00e9m pegar no sono\u201d. E, para isso, usa os personagens frequentemente narrando (de maneira engra\u00e7ada) o que aconteceu ou o que vai acontecer.<\/p>\n<p>Para voc\u00ea que est\u00e1 achando que \u00e9 um exagero, analise separadamente as trajet\u00f3rias de Vortigern e Arthur no filme. Como eles come\u00e7am e como terminam a hist\u00f3ria. Obviamente, eles n\u00e3o ser\u00e3o mais a mesma pessoa do in\u00edcio ao fim, mas reflitam se tudo o que aconteceu com eles foi realmente convincente. Apesar de Ritchie saber como poucos extrair humor e boas atua\u00e7\u00f5es mesmo com um elenco numeroso, aqui em \u201cRei Arthur\u201d ele se preocupa mais com os coadjuvantes e em <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">ficar contando como o protagonista \u00e9 incr\u00edvel, esquecendo do mais importante que era mostrar.<\/strong><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>Outro ponto que prejudica \u201cRei Arthur: A Lenda da Espada\u201d \u00e9 a censura. Por fazerem um filme extremamente caro (em torno de $175 milh\u00f5es de d\u00f3lares), obviamente houve uma preocupa\u00e7\u00e3o em n\u00e3o ultrapassar a classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria \u201clivre\u201d (PG-13), para conseguir uma bilheteria maior. No que isso influencia o filme? <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Apesar de v\u00e1rias batalhas e confrontos, n\u00e3o h\u00e1 viol\u00eancia alguma, tirando todo o impacto das cenas.<\/strong> Pensem em <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cKick-Ass\u201d<\/strong>, <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cKingsman\u201d<\/strong> e outros filmes de a\u00e7\u00e3o que dialogam com este e comparem a vibra\u00e7\u00e3o das cenas. Absolutamente frustrante.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/rei-arthur-a-lenda-da-espada-super-cinema-up-critica-3.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>Tecnicamente, o longa tem boas inten\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m mal-empregadas em fun\u00e7\u00e3o do filme. Visualmente, h\u00e1 uma inconsist\u00eancia de tom aqui. Apesar de contar com o diretor de fotografia <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">John Mathison<\/strong>\u200a\u2014\u200ado espetacular \u201cGladiador\u201d\u200a\u2014\u200aaqui ele n\u00e3o faz o seu melhor trabalho. O filme \u00e9 muito escuro e o 3D piora ainda mais. Lembrando que n\u00e3o estamos falando do Rei Arthur de Fuqua, que tinha uma proposta mais realista. Aqui, <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">a fantasia poderia ter sido muito mais explorada<\/strong>, como \u00e9 subentendida no pr\u00f3logo inicial. Ali\u00e1s, n\u00e3o temos Merlin e ainda h\u00e1 uma feiticeira extremamente esnobada pelo roteiro.<\/p>\n<p>Considerando todas essas informa\u00e7\u00f5es, <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">a n\u00e3o ser que voc\u00ea seja mais f\u00e3 de videogame do que de cinema<\/strong>, podemos dizer que <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">\u201cRei Arthur: A Lenda da Espada\u201d \u00e9 um filme bem-intencionado, mas mal executado.<\/strong> Pontos importantes s\u00e3o problem\u00e1ticos, como um vil\u00e3o bastante caricato, um her\u00f3i carism\u00e1tico, por\u00e9m mal escrito, e principalmente um fluxo narrativo bem irregular. A trilha-sonora \u00e9 muito boa, mas n\u00e3o parece funcionar t\u00e3o bem em conjunto com a hist\u00f3ria, pois \u00e9 usada em excesso para injetar uma dose energia que as cenas n\u00e3o conseguiriam por si s\u00f3.<\/p>\n<p>Apesar de ser um grande f\u00e3 de Guy Ritchie, especialmente dos seus dois primeiros filmes\u200a\u2014\u200a\u201cJogos, Trapa\u00e7as e Dois Canos Fumegantes\u201d (1998) e \u201cSnatch: Porcos e Diamantes\u201d (2000)\u200a\u2014\u200apercebo um decl\u00ednio vertiginoso nos trabalhos que t\u00eam feito. A cada novo projeto ele parece mais engessado e com menos liberdade criativa, justamente o oposto do que era antes. Em \u201cRei Arthur\u201d, inclusive, at\u00e9 a T\u00e1vola Redonda \u00e9 mencionada sem necessidade. <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Ser\u00e1 que o filme j\u00e1 foi feito pensando em uma poss\u00edvel continua\u00e7\u00e3o?<\/strong> Sabemos que esse o primeiro passo para dar tudo errado. Fa\u00e7a o seu filme bem feito, conte sua hist\u00f3ria e o p\u00fablico retribuir\u00e1.<\/p>\n<p>E voc\u00ea, j\u00e1 assistiu ou est\u00e1 ansioso para ver? Concorda ou discorda da an\u00e1lise? Deixe seu coment\u00e1rio ou cr\u00edtica (educadamente) e at\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem saber quem realmente \u00e9, Arthur \u00e9 for\u00e7ado a reconhecer o seu verdadeiro legado ap\u00f3s puxar a espada Excalibur da pedra.<\/p>","protected":false},"author":22,"featured_media":28912,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2415,2423],"tags":[2197,384,9883,8959,1978,2661,9288,6991,9884,8963],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61771"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61771"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61771\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61789,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61771\/revisions\/61789"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28912"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}