{"id":67635,"date":"2017-09-18T19:06:02","date_gmt":"2017-09-18T22:06:02","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=67635"},"modified":"2017-09-22T17:53:16","modified_gmt":"2017-09-22T20:53:16","slug":"em-mae-darren-aronofsky-explora-o-criador-a-natureza-e-o-caos-na-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/em-mae-darren-aronofsky-explora-o-criador-a-natureza-e-o-caos-na-humanidade\/","title":{"rendered":"Em &#8220;M\u00e3e!&#8221;, Darren Aronofsky explora o Criador, a Natureza e o caos na humanidade"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section transparent_background=&#8221;off&#8221; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; inner_shadow=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;off&#8221; custom_width_px=&#8221;1080px&#8221; custom_width_percent=&#8221;80%&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221; fullwidth=&#8221;off&#8221; specialty=&#8221;off&#8221; admin_label=&#8221;section&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;][et_pb_row make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;off&#8221; custom_width_px=&#8221;1080px&#8221; custom_width_percent=&#8221;80%&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; parallax_1=&#8221;off&#8221; parallax_method_1=&#8221;on&#8221; parallax_2=&#8221;off&#8221; parallax_method_2=&#8221;on&#8221; parallax_3=&#8221;off&#8221; parallax_method_3=&#8221;on&#8221; parallax_4=&#8221;off&#8221; parallax_method_4=&#8221;on&#8221; admin_label=&#8221;row&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; disabled=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221;][et_pb_text background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; admin_label=&#8221;Texto&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Subverter a natureza de hist\u00f3rias conhecidas n\u00e3o \u00e9 novidade na filmografia de <strong>Darren Aronosfky<\/strong>. Em <strong>\u201cNo\u00e9\u201d<\/strong> \u2013 seu \u00faltimo filme -, o diretor afirmou que faria uma interpreta\u00e7\u00e3o particular do Dil\u00favio, com foco na mensagem ecol\u00f3gica, n\u00e3o necessariamente fundamentado na B\u00edblia. Novamente, ele tra\u00e7a a mesma abordagem. Apesar de j\u00e1 ter declarado que Jennifer Lawrence \u00e9 de fato a representa\u00e7\u00e3o da M\u00e3e Natureza, seu novo lan\u00e7amento <strong>\u201cM\u00e3e!\u201d<\/strong> \u00e9 um filme repleto de alegorias, que permite v\u00e1rios tipos de interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Enxergando a superf\u00edcie, temos a hist\u00f3ria de um casal cujo relacionamento est\u00e1 se deteriorando, com o marido (<strong>Javier Bardem<\/strong>) em crise profissional e a esposa (<strong>Jennifer Lawrence<\/strong>) sendo negligenciada na rela\u00e7\u00e3o. Entretanto, alguns podem encontrar uma leitura mais pol\u00edtica e ecol\u00f3gica, temas que dialogam diretamente com nossa sociedade atual e talvez expressem a vis\u00e3o pessimista do diretor com o futuro do nosso planeta \u2013 se a ess\u00eancia do Criador \u00e9 criar, a natureza do homem \u00e9 destruir, mesmo que seja o seu pr\u00f3prio lar.<\/p>\n<p>Para mim, o filme permite todas essas leituras, mas sua ideia central &#8211; o conte\u00fado mais importante de uma obra, sem o qual ela n\u00e3o se entenderia ou perderia o valor \u2013 \u00e9 um coment\u00e1rio sobre a hist\u00f3ria da humanidade e a rela\u00e7\u00e3o do Criador para com sua obra. E como o filme explora isso? Atrav\u00e9s de uma clara alegoria sobre a cria\u00e7\u00e3o do homem, usando o Antigo e o Novo Testamento como pano de fundo \u2013 Ad\u00e3o e Eva, Caim e Abel, o dil\u00favio e at\u00e9 Jesus s\u00e3o representados.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; admin_label=&#8221;Texto&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Antes de me aprofundar nessa interpreta\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante entender que era desejo do diretor transformar a hist\u00f3ria em um filme de g\u00eanero, um filme de terror para ser mais exato. E n\u00e3o seria a primeira vez que ele se aventura por esses caminhos. Dois dos seus maiores sucessos de cr\u00edtica e p\u00fablico &#8211; <strong>\u201cRequiem Para um Sonho\u201d<\/strong> e <strong>\u201cCisne Negro\u201d<\/strong> \u2013 flertam bastante com esse g\u00eanero, apesar de achar que se encaixam melhor no subg\u00eanero do suspense psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Falando em psicol\u00f3gico, o diretor sabe como poucos atualmente exaurir seus personagens at\u00e9 o limite, levando o espectador a um verdadeiro <em>tour-de-force<\/em> emocional. E o mesmo acontece aqui em \u201cM\u00e3e!\u201d. Portanto, quem estiver indo assistir esperando um filme de terror convencional, muito cuidado para n\u00e3o se decepcionar.<\/p>\n<p>Acredito que uma das principais qualidades do filme \u2013 se tivesse que recomenda-lo para algu\u00e9m \u2013 seria destacar a experi\u00eancia sensorial que ele proporciona. N\u00e3o importa se voc\u00ea j\u00e1 tenha visto trailers ou materiais promocionais do filme, o fato \u00e9 que ningu\u00e9m est\u00e1 preparado para aquilo que est\u00e1 por vir. Isso \u00e9 um ponto positivo, porque possibilita (como mencionei anteriormente), uma interpreta\u00e7\u00e3o pessoal de cada um, e desperta o desejo pelo debate posteriormente. Quantos filmes voc\u00ea assistiu no cinema e poucas horas depois j\u00e1 nem se lembrava mais? Em \u201cM\u00e3e!\u201d, muito pelo contr\u00e1rio, as imagens v\u00e3o te assombrar por um bom tempo.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;off&#8221; custom_width_px=&#8221;1080px&#8221; custom_width_percent=&#8221;80%&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; parallax_1=&#8221;off&#8221; parallax_method_1=&#8221;on&#8221; parallax_2=&#8221;off&#8221; parallax_method_2=&#8221;on&#8221; parallax_3=&#8221;off&#8221; parallax_method_3=&#8221;on&#8221; parallax_4=&#8221;off&#8221; parallax_method_4=&#8221;on&#8221; admin_label=&#8221;row&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; disabled=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221;][et_pb_text background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; admin_label=&#8221;Texto&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Enquanto suspense psicol\u00f3gico, Aronofsky escolhe desenrolar todo o filme em um \u00fanico ambiente: a casa onde vivem <strong>\u201co Poeta\u201d<\/strong> (Bardem) e a <strong>M\u00e3e<\/strong> (Lawrence). Juntos, eles convivem em harmonia at\u00e9 abrirem as portas para um convidado no meio da noite. Por\u00e9m, gradativamente, mais e mais convidados indigestos come\u00e7am a surgir, arruinando o lugar e incomodando principalmente a M\u00e3e, que estava reconstruindo a casa a partir do zero, com sensibilidade, carinho e as pr\u00f3prias m\u00e3os.<\/p>\n<p>A abordagem funciona e gera empatia por dois motivos: primeiramente, pensamos no local como nossa pr\u00f3pria casa. Quando vemos algu\u00e9m deliberadamente jogando lixo na rua, por exemplo, podemos at\u00e9 ficar incomodados, mas nada se compara a indigna\u00e7\u00e3o que sentimos quando um estranho invade nossa casa e joga lixo na nossa propriedade. E em segundo, a maneira como Aronofsky registra o desenrolar da hist\u00f3ria, tamb\u00e9m auxilia nessa empatia.<\/p>\n<p>A c\u00e2mera passa grande parte do filme \u201ccolada\u201d no rosto de Jennifer Lawrence, s\u00f3 se distanciando quando observamos outros personagens. Desta forma, naturalmente ficamos condicionados a \u201cver o filme\u201d do ponto de vista dela, e ao observarmos suas rea\u00e7\u00f5es aos eventos, somos capazes de sentir o que ela sente. J\u00e1 em termos narrativos, o filme \u00e9 irregular. Os dois primeiros atos s\u00e3o constru\u00eddos com muita paci\u00eancia, e o diretor entrega pouco para o espectador realmente entender o que est\u00e1 acontecendo. No entanto, o terceiro ato \u00e9 um caos total, como se o filme fosse de zero a cem num piscar de olhos.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; admin_label=&#8221;Texto&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ressaltando que essa sequ\u00eancia ca\u00f3tica \u00e9 uma das maiores realiza\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de Aronofsky como diretor em toda sua carreira. No entanto, essa \u201cerup\u00e7\u00e3o\u201d abrupta da hist\u00f3ria pode incomodar alguns. Para mim, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que era a verdadeira inten\u00e7\u00e3o de Aronofsky, incomodar o espectador, provocar e dar a sua interpreta\u00e7\u00e3o sobre um tema pol\u00eamico. Eu ia mencionar que ele tamb\u00e9m busca fazer o espectador refletir, mas \u00e9 justamente a\u00ed onde o filme \u00e9 mais falho, na minha opini\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 muita subst\u00e2ncia para que haja uma verdadeira reflex\u00e3o. Talvez a ideia principal esteja muito nublada em meio a tantas alegorias e ao \u201capocalipse\u201d na meia hora final do filme, que n\u00e3o h\u00e1 abertura para o espectador. N\u00e3o \u00e9 um di\u00e1logo com o p\u00fablico, mas um mon\u00f3logo do diretor. Pode ser que muitas pessoas se incomodem com a prepot\u00eancia e ambi\u00e7\u00e3o do projeto. \u00c9 muito claro que ele mira em v\u00e1rios alvos, mas n\u00e3o necessariamente quer dizer que acerta em todos.<\/p>\n<p>Vale mencionar que algumas pessoas podem enxergar a hist\u00f3ria mais como um coment\u00e1rio para o papel secund\u00e1rio da mulher na sociedade, v\u00edtima de um sistema patriarcal, onde \u00e9 rebaixada ao posto de m\u00e3e, empregada, ou musa inspiradora para o artista, que \u00e9 exclu\u00edda das principais decis\u00f5es mesmo sendo a for\u00e7a motriz que move o ambiente. Ela \u00e9 a menos culpada de tudo o que acontece, mas est\u00e1 sempre se desculpando, como se fosse levada a acreditar que esse \u00e9 o seu \u201cpapel\u201d estabelecido.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;off&#8221; custom_width_px=&#8221;1080px&#8221; custom_width_percent=&#8221;80%&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; parallax_1=&#8221;off&#8221; parallax_method_1=&#8221;on&#8221; parallax_2=&#8221;off&#8221; parallax_method_2=&#8221;on&#8221; parallax_3=&#8221;off&#8221; parallax_method_3=&#8221;on&#8221; parallax_4=&#8221;off&#8221; parallax_method_4=&#8221;on&#8221; admin_label=&#8221;row&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; disabled=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221;][et_pb_text background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; admin_label=&#8221;Texto&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Apesar de achar que essa n\u00e3o \u00e9 a mensagem mais explorada (e sim a rela\u00e7\u00e3o de Deus com o homem), acredito que cabe essa leitura e o filme d\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para sustentar essa vis\u00e3o. O pr\u00f3prio p\u00f4ster com a imagem de Jennifer Lawrence foi inspirado na obra <strong>\u201cKaren\u201d<\/strong>, da artista <strong>Jessica Harrison<\/strong>. Apesar de <strong>\u201cBroken\u201d (2013)<\/strong> ser um trabalho bem obscuro, nota-se a inten\u00e7\u00e3o da artista ao retratar bonecas de porcelana &#8211; geralmente representa\u00e7\u00f5es da &#8220;delicadeza feminina&#8221; &#8211; \u00a0sacrificando literalmente as tripas e os \u00f3rg\u00e3os, para manter a apar\u00eancia feliz de que est\u00e1 tudo bem.<\/p>\n<p>Outra inspira\u00e7\u00e3o observada \u00e9 o livro <strong>\u201cWomen and Nature\u201d (1978)<\/strong>, de <strong>Susan Griffin<\/strong>, uma obra bem conhecida da literatura feminista. No livro, a autora faz compara\u00e7\u00f5es entre a domestica\u00e7\u00e3o da natureza e o papel da mulher na sociedade. <strong><em>&#8220;Ela l\u00ea hist\u00f3rias que nunca foram escritas, v\u00ea cidades inteiras crescerem e o novo crescimento de florestas que foram destru\u00eddas h\u00e1 muito tempo. Ela v\u00ea todo tipo de maravilhas muito al\u00e9m do que pedimos para ela ver, coisas, ela diz, que n\u00e3o poder\u00edamos nem sonhar. N\u00f3s pensamos que ela est\u00e1 delirante, mas ela nos fala t\u00e3o docemente que n\u00f3s tamb\u00e9m come\u00e7amos a ver essas coisas&#8221;<\/em><\/strong>. Essa descri\u00e7\u00e3o &#8211; tirada do livro \u2013 bate perfeitamente com a presen\u00e7a da M\u00e3e no filme, embora todos os outros personagens sejam t\u00e3o desprez\u00edveis que n\u00e3o enxergam nada al\u00e9m do seu pr\u00f3prio umbigo.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;off&#8221; custom_width_px=&#8221;1080px&#8221; custom_width_percent=&#8221;80%&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; parallax_1=&#8221;off&#8221; parallax_method_1=&#8221;on&#8221; parallax_2=&#8221;off&#8221; parallax_method_2=&#8221;on&#8221; parallax_3=&#8221;off&#8221; parallax_method_3=&#8221;on&#8221; parallax_4=&#8221;off&#8221; parallax_method_4=&#8221;on&#8221; admin_label=&#8221;row&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; disabled=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/jharrisonart6.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;off&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; admin_label=&#8221;Imagem&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_width=&#8221;1px&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_margin=&#8221;50px|10px||&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>[\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; disabled=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/jennifer-lawrence-mother.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;off&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; admin_label=&#8221;Imagem&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_width=&#8221;1px&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>[\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;off&#8221; custom_width_px=&#8221;1080px&#8221; custom_width_percent=&#8221;80%&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; parallax_1=&#8221;off&#8221; parallax_method_1=&#8221;on&#8221; parallax_2=&#8221;off&#8221; parallax_method_2=&#8221;on&#8221; parallax_3=&#8221;off&#8221; parallax_method_3=&#8221;on&#8221; parallax_4=&#8221;off&#8221; parallax_method_4=&#8221;on&#8221; admin_label=&#8221;row&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; disabled=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221;][et_pb_text background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; admin_label=&#8221;Texto&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p><em>\u00c0 esquerda, &#8220;Karen&#8221;, de Jessica Harrison e \u00e0 direita o p\u00f4ster do filme &#8220;M\u00e3e!&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Falando em atua\u00e7\u00f5es, o elenco tem grande entrega e \u00e9 fundamental para sustentar o interesse at\u00e9 o fim, pois \u00e9 uma hist\u00f3ria muito herm\u00e9tica, onde os cen\u00e1rios s\u00e3o pouco explorados e a c\u00e2mera acompanha quase integralmente os personagens, que movem a trama adiante. Jennifer Lawrence est\u00e1 perfeita, uma vez que, se considerarmos que ela interpreta a M\u00e3e Natureza e o lado amoroso do Criador, consegue expressar a inoc\u00eancia, abnega\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o que deveria, sem perder a natural e ing\u00eanua sensualidade. Javier Bardem tamb\u00e9m est\u00e1 adequado dentro da proposta do personagem, e <strong>Ed Harris e Michelle Pfeiffer<\/strong> tamb\u00e9m impressionam, mesmo com menos tempo de tela.<\/p>\n<p>Sendo assim, a experi\u00eancia que tiro do filme \u00e9 a de que se Aronofsky tentou fazer refletir sobre nossa exist\u00eancia ou se acusa Deus de ser um criador indiferente para com a sua cria\u00e7\u00e3o, ele se equivoca no discurso, faltando sustenta\u00e7\u00e3o nesse argumento. O Criador apresentado por ele no filme \u00e9 completamente desprovido de amor, pois esse lado \u00e9 representado inteiramente pela figura da M\u00e3e Natureza \u2013 a qual ele n\u00e3o ama de verdade, apenas \u00e9 condescendente quando lhe conv\u00e9m, sempre em prol do seu egocentrismo.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; admin_label=&#8221;Texto&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de ter sido criado na religi&atilde;o judaica, v&aacute;rias vezes Aronofsky declarou que n&atilde;o &eacute; religioso. O que me leva a perguntar, ent&atilde;o por que vira e mexe ele recorre ao mundo da espiritualidade e f&eacute;, como em <strong>&ldquo;A Fonte da Vida&rdquo;<\/strong> e <strong>&ldquo;No&eacute;&rdquo;<\/strong>? Ap&oacute;s o filme <strong>&ldquo;M&atilde;e!&rdquo;<\/strong>, que claramente faz uma analogia de G&ecirc;nesis a Apocalipse, ele deixa mais uma vez a entender que algo no Cristianismo o incomoda, mas n&atilde;o quer ou n&atilde;o tem coragem de assumir publicamente. Seu argumento mais &ldquo;claro&rdquo; no filme, o qual eu at&eacute; consigo compreender &eacute; que a ess&ecirc;ncia do criador &eacute; criar, e quando o ciclo se encerra, tudo &eacute; destru&iacute;do e se reinicia novamente. Ainda assim, &eacute; uma vis&atilde;o muito simplista do assunto.<\/p>\n<p>Enquanto obra cinematogr&aacute;fica, considero que seja uma experi&ecirc;ncia necess&aacute;ria a qualquer cin&eacute;filo, pois mesmo que possa ser inc&ocirc;modo ou incompreens&iacute;vel &agrave; primeira vista, certamente &eacute; uma obra cheia de simbolismos, que at&eacute; funciona como suspense psicol&oacute;gico, ainda que seja muito mais abstrata do que literal, o que pode espantar a grande audi&ecirc;ncia. Uma coisa que pe&ccedil;o a voc&ecirc;, querido leitor, &eacute; que observe essas met&aacute;foras aqui mencionadas, e tire suas pr&oacute;prias conclus&otilde;es. No saldo geral, uma coisa &eacute; certa: &eacute; imposs&iacute;vel ficar indiferente diante de &ldquo;M&atilde;e!&rdquo;, e mesmo considerando as respostas insuficientes, reconhe&ccedil;o a habilidade do diretor em levar o espectador ao limite.<\/p>\n<p><strong>E voc&ecirc;, j&aacute; assistiu ou est&aacute; ansioso para ver? Concorda ou discorda da an&aacute;lise? Deixe seu coment&aacute;rio ou cr&iacute;tica (educadamente) e at&eacute; a pr&oacute;xima!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para mais coment&aacute;rios sobre filmes, sigam-me nas redes sociais:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilo_calazans\">Instagram<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/calazansdanilo\">Facebook<\/a>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; admin_label=&#8221;Texto&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; disabled=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Assista abaixo a entrevista completa que fizemos com o diretor de &#8220;M\u00e3e!&#8221;, Darren Aronofsky:<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=p6bblgCBR4I<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O filme mais ambicioso do ano vem dividindo opini\u00f5es por onde passa. 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