{"id":68072,"date":"2017-09-28T01:25:59","date_gmt":"2017-09-28T04:25:59","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=68072"},"modified":"2017-09-28T08:51:15","modified_gmt":"2017-09-28T11:51:15","slug":"kingsman-o-circulo-dourado-e-maior-mais-ambicioso-e-barulhento-mas-sem-o-carisma-e-frescor-do-seu-antecessor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/kingsman-o-circulo-dourado-e-maior-mais-ambicioso-e-barulhento-mas-sem-o-carisma-e-frescor-do-seu-antecessor\/","title":{"rendered":"&#8220;Kingsman: O C\u00edrculo Dourado&#8221; \u00e9 maior, mais ambicioso e barulhento, mas sem o carisma e frescor do seu antecessor"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p><strong>\u201cKingsman: O C\u00edrculo Dourado\u201d<\/strong> marca a primeira sequ\u00eancia dirigida por <strong>Matthew Vaughn<\/strong> na carreira. Conhecido por sucessos de cr\u00edtica e p\u00fablico como <strong>\u201cKick-Ass\u201d<\/strong> e <strong>\u201cX-Men: Primeira Classe\u201d<\/strong>, coube ao diretor e produtor ingl\u00eas, que tem como caracter\u00edstica a viol\u00eancia estilizada e o humor sarc\u00e1stico de seus filmes, assumir o controle do ousado projeto que prometia \u201csuperar\u201d a insana divers\u00e3o que o primeiro filme (baseado na HQ de Mark Millar) proporcionou &#8211; uma das mais gratas surpresas do cinema de a\u00e7\u00e3o em 2015.<\/p>\n<p>Mas, como sabemos, sequ\u00eancias s\u00e3o sempre desafiadoras e na maioria das vezes os est\u00fadios erram a m\u00e3o, por uma s\u00e9rie de motivos. E, apesar de ter seus momentos, infelizmente acontece o mesmo com \u201cKingsman: O C\u00edrculo Dourado\u201d. Na nova trama, ap\u00f3s o quartel general da <em>Kingsman<\/em> ser destru\u00eddo na Inglaterra, o agente Eggsy (<strong>Taron Egerton<\/strong>) e o inteligente Merlin (<strong>Mark Strong<\/strong>) precisam ir aos EUA pedir aux\u00edlio a uma organiza\u00e7\u00e3o espi\u00e3 aliada, a <em>Statesman<\/em>, para descobrir quem est\u00e1 por tr\u00e1s dos ataques terroristas. At\u00e9 descobrirem uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa comandada por Poppy, uma s\u00e1dica mulher (<strong>Julianne Moore<\/strong>).<\/p>\n<p>\u201cKingsman 2\u201d \u00e9 um projeto bastante ambicioso, mas problem\u00e1tico na mesma propor\u00e7\u00e3o. Mesmo a marca \u201cincorreta\u201d de Matthew Vaughn &#8211; que est\u00e1 visivelmente presente &#8211; n\u00e3o \u00e9 suficiente para sustentar a trama em alto n\u00edvel at\u00e9 o fim. Geralmente em seus filmes, seus personagens podem at\u00e9 beirar o caricato e as tramas parecerem absurdas, mas acima de tudo elas respeitam um universo plaus\u00edvel dentro da sua pr\u00f3pria realidade, conquistando o espectador. Al\u00e9m disso, a maneira ousada como subverte algumas conven\u00e7\u00f5es do g\u00eanero, al\u00e9m de divertir, ainda passa uma sensa\u00e7\u00e3o de originalidade \u00e0s suas obras, as destacando dos <em>blockbusters<\/em> convencionais.<\/p>\n<p>Nesta sequ\u00eancia, no entanto, o filme ultrapassa bastante esse &#8220;limite&#8221; de plausibilidade e coer\u00eancia interna. A premissa era promissora: mesmo abusando do uso de efeitos visuais (CGI) logo de cara, o filme abre de maneira insana com uma persegui\u00e7\u00e3o de tirar o f\u00f4lego, mesclando muita correria com combate corpo a corpo. Um vil\u00e3o do filme anterior retorna para se vingar do nosso her\u00f3i \u2013 e ele n\u00e3o ser\u00e1 o \u00fanico a \u201creaparecer\u201d na hist\u00f3ria. Logo, a vil\u00e3 principal \u00e9 apresentada, caricata e violent\u00edssima, em uma cena de abertura tamb\u00e9m impressionante. Seu quartel general \u00e9 constru\u00eddo em uma \u00e1rea bastante ex\u00f3tica e o filme explora muito a alta tecnologia, o tornando visualmente um espet\u00e1culo. Mas, fica tamb\u00e9m muito claro que este seria um longa repleto de excessos, que acabaria se complicando em algum momento.<\/p>\n<p>Esses excessos ditam o \u201critmo\u201d do filme. A princ\u00edpio, o humor est\u00e1 ainda mais afiado do que no antecessor e constantemente a trama parece mudar de dire\u00e7\u00e3o buscando n\u00e3o cair em clich\u00eas \u2013 assim, personagens queridos morrem, outros deixam a trama de repente, tudo na tentativa de surpreender o espectador. No entanto, com o passar do tempo algumas piadas v\u00e3o se tornando repetitivas (como Elton John) e em meio a tantas idas e vindas e novos e velhos personagens sendo apresentados, onde as motiva\u00e7\u00f5es n\u00e3o ficam suficientemente claras, deixando a ideia central que o filme quer passar bastante confusa.<\/p>\n<p>E que ideia seria essa? Primeiramente, parece haver uma inconsist\u00eancia de roteiro muito forte, pois o objetivo do protagonista n\u00e3o tem muito a ver com o da vil\u00e3, sendo assim, n\u00e3o h\u00e1 motiva\u00e7\u00e3o suficiente para um confronto antag\u00f4nico entre os dois. Eggsy est\u00e1 em um relacionamento com a princesa sueca desde o final do filme anterior, e seu dilema aqui parece ser o cl\u00e1ssico \u201cassumir o compromisso\u201d com ela, mesmo sabendo dos riscos, por ser um espi\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 Poppy Adams, a CEO do <strong>C\u00edrculo Dourado<\/strong>, representa uma s\u00e1tira bem exagerada aos l\u00edderes das grandes corpora\u00e7\u00f5es. Seu universo \u00e9 decorado com a fachada dos restaurantes cl\u00e1ssicos americanos dos anos 50 e 60, e v\u00e1rias vezes ela faz apologia a libera\u00e7\u00e3o das drogas &#8211; aparentemente, seu objetivo &#8211; usando como argumento para o seu discurso a legalidade de outras subst\u00e2ncias l\u00edcitas, como a\u00e7\u00facar (encontrado em donuts, algod\u00e3o doce, refrigerantes e etc), colesterol (fast food) e at\u00e9 rem\u00e9dios. Por\u00e9m, mesmo com Juliane Moore c\u00ednica e convincente, n\u00e3o chega nem perto do carisma de <strong>Samuel L. Jackson<\/strong> no primeiro filme.<\/p>\n<p><em><strong>\u201cN\u00f3s nos envolvemos em uma estrat\u00e9gia de neg\u00f3cios agressiva, investimos nas tecnologias mais modernas e tomamos medidas rigorosas e disciplinares&#8221;<\/strong><\/em>, ela explica. Para ela, os governos abandonaram a popula\u00e7\u00e3o, possibilitando as corpora\u00e7\u00f5es &#8220;sa\u00edrem das sombras&#8221; e assumirem o controle da situa\u00e7\u00e3o. Se o governo n\u00e3o d\u00e1 a m\u00ednima, eles podem fazer o que bem entendem. Quem sofre com isso \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o, que se vicia e depois n\u00e3o \u00e9 amparada pelas autoridades \u2013 o presidente norte-americano (<strong>Bruce Greenwood<\/strong>) \u00e9 caricat\u00edssimo e ego\u00edsta.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/kgc-043-gallery-image.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;off&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como podem perceber, de um lado temos um discurso sobre direitos humanos e legaliza\u00e7\u00e3o de drogas, e do outro, v\u00e1rias subtramas que n\u00e3o t\u00eam liga\u00e7\u00e3o direta com o assunto principal, tornando a trama bastante desconexa. Dentre elas, <strong>Colin Firth<\/strong> revive o papel do filme anterior, mas tem que refazer sua pr\u00f3pria \u201cjornada de her\u00f3i\u201d; h\u00e1 o sequestro de uma celebridade com o objetivo n\u00e3o muito bem explicado; al\u00e9m da introdu\u00e7\u00e3o de uma nova ag\u00eancia de espi\u00f5es com v\u00e1rios personagens (<strong>Jeff Bridges, Channing Tatum, Pedro Pascal e Halle Berry<\/strong>). Ou seja, a pr\u00f3pria ambi\u00e7\u00e3o do projeto foi sua maior ru\u00edna, pois mesmo com 2h21min de dura\u00e7\u00e3o, n\u00e3o houve subst\u00e2ncia suficiente para ligar todos esses pontos.<\/p>\n<p>O que impede \u201cKingsman 2\u201d de ser um desperd\u00edcio total \u00e9 que as sequ\u00eancias de a\u00e7\u00e3o ainda s\u00e3o bem empolgantes &#8211; apesar de menos inspiradas do que a cena do pub ou da igreja no filme anterior. E h\u00e1 v\u00e1rias delas, como a abertura (j\u00e1 mencionada), um confronto na neve e outra ao som de Elton John, mais pr\u00f3ximo do fim. A maneira ousada como lida com sexo e o papel da mulher (a passividade da princesa chega a constranger) merece nota, mas deve incomodar muita gente. O fato de introduzir personagens americanos ao universo tradicionalmente brit\u00e2nico tamb\u00e9m pouco agrega, rendendo algumas piadas e s\u00f3. Parece que o filme tentou fazer uma s\u00e1tira politicamente incorreta ao estilo <strong>\u201cTrov\u00e3o Tropical\u201d<\/strong>, por\u00e9m algo saiu seriamente do controle. Faltou foco para mirar em apenas um alvo e acerta-lo em cheio.<\/p>\n<p>Em entrevista, Vaughn declarou que o primeiro corte do filme tinha 3h40min de dura\u00e7\u00e3o, e que ele queria colocar todas as suas ideias nessa sequ\u00eancia (apesar de haver rumores sobre um terceiro filme). Ele confessou estar muito chateado por ter cortado v\u00e1rias sequ\u00eancias e n\u00e3o queria ter deixado nada de fora, tanto que o est\u00fadio chegou a cogitar dividir o filme em duas partes. Realmente parece que o filme subiu \u00e0 cabe\u00e7a dos realizadores, que sentiram que precisavam se superar a todo custo. Ou talvez, uma vers\u00e3o mais coesa e melhor do filme tenha ficado na sala de edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sendo assim, acredito que <strong>\u201cKingsman: o C\u00edrculo Dourado\u201d<\/strong> ainda consegue funcionar como filme de a\u00e7\u00e3o por manter o estilo visual e narrativo do antecessor, com uma trilha sonora bastante en\u00e9rgica e por trazer os mesmos elementos que conquistaram os f\u00e3s anteriormente. Entretanto, em determinado momento os excessos incomodam, o protagonista pouco evolui &#8211; o tornando bem menos interessante &#8211; e o discurso \u00e9 megaloman\u00edaco e farsesco demais para ser levado a s\u00e9rio. Como acontece em muitas sequ\u00eancias de Hollywood, de fato \u00e9 maior, mais ambicioso e barulhento, mas sem o mesmo carisma e frescor de outrora, infelizmente est\u00e1 fadado a ser esquecido muito antes do que deveria.<\/p>\n<p><strong>E voc\u00ea, j\u00e1 assistiu ou est\u00e1 ansioso para ver? Concorda ou discorda da an\u00e1lise? Deixe seu coment\u00e1rio ou cr\u00edtica (educadamente) e at\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para mais coment\u00e1rios sobre filmes, sigam-me nas redes sociais:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilo_calazans\/\"><strong>https:\/\/www.instagram.com\/danilo_calazans\/<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/calazansdanilo\"><strong>https:\/\/www.facebook.com\/calazansdanilo<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sequ\u00eancia do sucesso de 2015 trope\u00e7a nas suas pr\u00f3prias ambi\u00e7\u00f5es, mas tem seus momentos.<\/p>","protected":false},"author":22,"featured_media":68074,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2415,2423],"tags":[2225,92,8326,87,8676,8675,9180,3333],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68072"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68072"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68072\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68078,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68072\/revisions\/68078"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68074"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}