{"id":68426,"date":"2017-10-08T01:25:32","date_gmt":"2017-10-08T04:25:32","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=68426"},"modified":"2017-10-10T00:44:18","modified_gmt":"2017-10-10T03:44:18","slug":"blade-runner-2049-e-a-busca-por-relacoes-e-momentos-reais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/blade-runner-2049-e-a-busca-por-relacoes-e-momentos-reais\/","title":{"rendered":"&#8220;Blade Runner 2049&#8221;: a busca por rela\u00e7\u00f5es e momentos reais em uma sociedade cada vez mais artificial"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>De todos os filmes que questionam a raz\u00e3o da humanidade e exist\u00eancia, <strong>\u201cBlade Runner\u201d (1982)<\/strong> \u00e9 um dos meus favoritos. De longe. Um dos maiores cl\u00e1ssicos da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no cinema, foi inspirado na obra <strong>\u201cAndroides Sonham com Ovelhas El\u00e9tricas?\u201d<\/strong>, de <strong>Philip K. Dick<\/strong>. A hist\u00f3ria se passava na escura e futur\u00edstica Los Angeles de 2019, onde um ex-policial \u00e9 recrutado para ca\u00e7ar replicantes (androides id\u00eanticos aos seres humanos). Os replicantes, por sua vez, tinham um prazo de vida se esgotando, e retornaram \u00e0 Terra para questionar seu criador. Na minha vis\u00e3o, tudo o que eles queriam &#8211; assim como todos n\u00f3s &#8211; era mais tempo de vida.<\/p>\n<p>35 anos ap\u00f3s o lan\u00e7amento do primeiro filme, enfim chega aos cinemas a sequ\u00eancia, intitulada <strong>\u201cBlade Runner 2049\u201d<\/strong>, obviamente indicando que a hist\u00f3ria se passa 30 anos ap\u00f3s os eventos do antecessor. A nova vers\u00e3o conta com o retorno do roteirista original para dar sequ\u00eancia \u00e0 trama, <strong>Hampton Fancher<\/strong>, al\u00e9m do diretor do primeiro filme <strong>Ridley Scott<\/strong>, envolvido na produ\u00e7\u00e3o. A dire\u00e7\u00e3o fica por conta da estrela em ascens\u00e3o <strong>Denis Villeneuve<\/strong>, que vem arrancando elogios a cada novo filme, incluindo o sucesso do ano passado <strong>\u201cA Chegada\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Nesta nova jornada, um jovem ca\u00e7ador de replicantes (conhecidos como <em>Blade Runner<\/em>) chamado K (<strong>Ryan Gosling<\/strong>), descobre um segredo que pode colocar em risco a paz e a ordem no Planeta Terra. Ordenado por sua chefe (<strong>Robin Wright<\/strong>), ele precisa dar um fim no problema, quando algumas pistas o colocam na dire\u00e7\u00e3o de Rick Deckard (<strong>Harrison Ford<\/strong>), o melhor <em>Blade Runner<\/em> da sua \u00e9poca, que desapareceu h\u00e1 exatos 30 anos.<\/p>\n<p>Algo que sempre admirei na fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 como ela nos permite imaginar nossos piores problemas, criando outra realidade na qual podemos discutir e resolver tudo o que nos incomoda na sociedade atual. Al\u00e9m de ser um poderoso e profundo instrumento de reflex\u00e3o filos\u00f3fica. O motivo de eu ter gostado tanto de \u201cBlade Runner 2049\u201d \u00e9 que ele cumpre muito bem esse papel, respeitando a ess\u00eancia do filme anterior, por\u00e9m incluindo uma discuss\u00e3o preocupante para o futuro da nossa humanidade: se todos buscamos por experi\u00eancias e sentimentos reais, por que nos contentamos com ilus\u00f5es e uma vida de apar\u00eancias?<\/p>\n<p>No filme de 1982, uma das quest\u00f5es mais comentadas era saber se Deckard tamb\u00e9m era (ou n\u00e3o) um replicante. Esse tema \u00e9 recorrente na hist\u00f3ria do protagonista K. Mas, para mim, ser humano ou replicante \u00e9 irrelevante. N\u00e3o importa se uma vida \u00e9 recriada ou natural se de qualquer forma iremos perde-la no final das contas. Como aprendemos no cl\u00edmax do primeiro filme, os momentos reais que vivemos e o medo da perda \u00e9 o que nos torna vivos e \u201chumanos\u201d. E devemos respeitar e aprender a coexistir com outras formas de vida. Como diz Pris (Daryl Hannah) no primeiro filme: <em><strong>\u201cpenso, logo existo\u201d<\/strong><\/em>. O\u00a0erro do homem est\u00e1 em n\u00e3o saber explorar o conhecimento e a tecnologia que tem em m\u00e3os.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 fiz anteriormente, antes de analisar alguns temas importantes que o filme explora, comentarei como ele funciona enquanto obra cinematogr\u00e1fica. Primeiramente, por mais que os trailers tentem vender a imagem de um filme din\u00e2mico e explosivo, este n\u00e3o \u00e9 um filme de a\u00e7\u00e3o. Ele tem um tom muito mais reflexivo, acima de tudo, e a dire\u00e7\u00e3o de Villeneuve n\u00e3o tem pressa ao construir cada momento do filme. Some isto ao fato de ser um longa com quase 3 horas de dura\u00e7\u00e3o. Portanto, cuidado para n\u00e3o se decepcionar, esperando um filme diferente do que \u00e9.<\/p>\n<p>Para os f\u00e3s do original, vale ressaltar que apesar de ser um <em>blockbuster<\/em> com conte\u00fado intelectual bem acima da m\u00e9dia para o padr\u00e3o atual \u2013 como explicarei mais abaixo &#8211; n\u00e3o h\u00e1 tanta sofistica\u00e7\u00e3o e assertividade nos di\u00e1logos e constru\u00e7\u00e3o dos personagens como anteriormente, especialmente em algu\u00e9m que fa\u00e7a o papel de antagonista no filme. Como <strong>\u201cBlade Runner 2049\u201d<\/strong> \u00e9 principalmente um filme sobre autodescoberta, Villeneuve dedica grande parte da obra construindo o mist\u00e9rio que envolve seu protagonista.<\/p>\n<p>Assim, outros personagens s\u00e3o pouco aprofundados, como o &#8220;vil\u00e3o&#8221; Niander Wallace (<strong>Jared Leto<\/strong>), fazendo a sua motiva\u00e7\u00e3o parecer insuficiente (embora compreens\u00edvel). O filme menciona a exist\u00eancia de outros planetas onde a presen\u00e7a de Wallace certamente \u00e9 muito impactante, mas nesta hist\u00f3ria sua import\u00e2ncia \u00e9 drasticamente reduzida, podendo decepcionar quem esperava um vil\u00e3o mais influente. Ainda assim, reflexivo e indiferente, Leto passa credibilidade a um personagem que se v\u00ea praticamente como uma figura divina \u2013 e, de certo modo, n\u00e3o deixa de ser.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o haver nada de espetacular nas cenas de a\u00e7\u00e3o \u2013 muito pelo fato da paci\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o dos momentos &#8211; senti que sempre que o filme vai cair na monotonia, Villeneuve consegue mudar o foco da narrativa, dando outra perspectiva ao espectador. A apar\u00eancia &#8220;suja&#8221; e decadente da obra anterior d\u00e1 lugar a um visual menos colorido e mais padronizado, onde com exce\u00e7\u00e3o do centro da cidade, o monocromatismo domina &#8211; resultado da era sint\u00e9tica que as empresas Wallace estabeleceram, como mostrado no pr\u00f3logo. N\u00e3o \u00e9 uma realidade t\u00e3o distante da nossa, j\u00e1 olhou para as cores dos carros passando na sua rua?\u00a0<strong>Roger Deakins<\/strong> certamente fez mais um grande trabalho, o que era de se esperar \u2013 ainda que n\u00e3o seja meu favorito dele e, talvez, nem meu favorito do ano.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que a trilha composta por <strong>Hans Zimmer<\/strong> e <strong>Benjamin Wallfisch<\/strong> n\u00e3o \u00e9 onipresente, e sem excessos, respeita os momentos de sil\u00eancio quando deve. Mas isso n\u00e3o impede que a grandiosidade de alguns temas da composi\u00e7\u00e3o se sobressaiam, real\u00e7ando v\u00e1rios momentos \u2013 como o violino angustiante na fornalha no orfanato &#8211; e injetando boa dose de energia em outros. O ritmo \u00e9 lento, mas o roteiro \u00e9 bem amarrado e o elenco entrega o que se espera. Sempre vale lembrar, \u00e9 um filme feito para cada quadro ser contemplado.<\/p>\n<p>Dedico esta \u00faltima parte do texto para analisar como <strong>\u201cBlade Runner 2049\u201d<\/strong> utiliza alguns elementos que dialogam com a obra anterior e ainda desenvolvem seus temas principais de maneira bastante inteligente e eficaz:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/and-heres-2049s-take-on-the-extreme-close-up-of-the-eye-whic_zkk4.640-1.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;off&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] [\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os olhos<\/strong><\/p>\n<p>A primeira imagem de \u201cBlade Runner 2049\u201d \u00e9 o close de um olho. Essa tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de homenagear a obra original. Os olhos sempre foram importantes naquele universo. O teste <em>Voight-Kampff<\/em> era aplicado com uma lente de aumento no olho do suspeito; antes de encontrarem seu criador, os replicantes descobrem o projetor dos seus olhos; e a forma como Roy (Rutger Hauer) \u2013 o l\u00edder dos replicantes \u2013 se despede de Tyrell (o criador) \u00e9 memor\u00e1vel. Na nova vers\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rias refer\u00eancias aos olhos, incluindo Niander Wallace, que curiosamente, \u00e9 cego. Simbolicamente, \u00e9 como se os olhos fossem a \u00fanica coisa que impede que humanos e replicantes sejam \u201ciguais\u201d, como uma cor de pele ou orienta\u00e7\u00e3o sexual \u2013 basta ver o lugar decr\u00e9pito que K vive mesmo sendo policial, pelo fato de ser um replicante.<\/p>\n<p><strong>As mem\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p>Leon, um dos replicantes do filme anterior, amava suas queridas fotos. Para ele, elas eram uma forma instant\u00e2nea de reviver suas mem\u00f3rias. Mesmo sendo um replicante &#8211; e terem sido mem\u00f3rias implantadas \u2013 eram a prova de que um dia ele existiu. A princ\u00edpio, Deckard achava que os replicantes eram apenas ferramentas, mas com o tempo, percebeu que a origem das mem\u00f3rias n\u00e3o \u00e9 importante, e sim a profundidade dos sentimentos que elas provocam. Esse tamb\u00e9m \u00e9 um tema explorado na sequ\u00eancia. Todos buscamos por algo real, ainda mais em tempos onde o sint\u00e9tico predomina, como no filme.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/BR-TRL-111.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;off&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] [\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A \u00e1gua<\/strong><\/p>\n<p>Visualmente, o filme explora a \u00e1gua em abund\u00e2ncia. S\u00e3o v\u00e1rias cenas onde os personagens tomam banho, somadas ao fato de chover quase constantemente no lugar. O cl\u00edmax do filme ocorre em meio a uma inunda\u00e7\u00e3o e, como se n\u00e3o bastasse, a mans\u00e3o\/fortaleza de Niander Wallace &#8211; que tamb\u00e9m \u00e9 o local onde ele d\u00e1 a vida a seus replicantes &#8211; \u00e9 cercada de \u00e1gua por todas as partes, inclusive refletindo como sombras nas paredes do local. Lembram quando eu disse que a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica permite algumas reflex\u00f5es filos\u00f3ficas?<\/p>\n<p>Isso me fez lembrar o conceito da <strong>modernidade l\u00edquida<\/strong>, de <strong>Zygmunt Bauman<\/strong>. Para ele, na sociedade contempor\u00e2nea prioriza-se a individualidade e a efemeridade das rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas. Ele escolheu chamar assim porque um l\u00edquido sofre constantes mudan\u00e7as e n\u00e3o conserva sua forma por muito tempo. E com a tecnologia, o tempo se sobrep\u00f5e ao espa\u00e7o, ou seja, podemos nos movimentar sem sair do lugar. Tudo \u00e9 mais instant\u00e2neo e tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os v\u00ednculos humanos s\u00e3o encerrados a qualquer momento, causando uma disposi\u00e7\u00e3o ao isolamento social. Vivemos cercados de pessoas todos os dias, mas ainda assim nos sentimos sozinhos. Cada vez mais, passamos a nos importar apenas com n\u00f3s mesmos, ficando mais frios e indiferentes aos problemas do pr\u00f3ximo, aumentando a desigualdade e crimes desumanos. Os relacionamentos podem ser feitos e desfeitos a um <em>unfollow<\/em> de dist\u00e2ncia \u2013 o que faz com que tenhamos dificuldade em manter la\u00e7os a longo prazo.<\/p>\n<p>Desta forma, \u00e9 muito mais f\u00e1cil nos isolarmos ou vivermos em \u201cbolhas\u201d, com pessoas que pensam exatamente como a gente, diminuindo as diverg\u00eancias e assim, a evolu\u00e7\u00e3o pessoal. O que dizer da intelig\u00eancia artificial Joi (<strong>Ana De Armas<\/strong>) no filme? Todos desejamos algu\u00e9m que nos diga exatamente aquilo que queremos ouvir, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Na minha vis\u00e3o, isso define perfeitamente aquela sociedade e K come\u00e7a sua jornada de autodescoberta ao perceber esses mesmos problemas.<\/p>\n<p>Nessa jornada, K \u00e9 um replicante cada vez mais questionando sua exist\u00eancia. O cheiro do alho cozinhando, a fascina\u00e7\u00e3o digna de <em>Wall-E<\/em> ao estar diante de uma planta, a sensa\u00e7\u00e3o de tocar em uma madeira real, sua rela\u00e7\u00e3o com Joi, tudo serve para mostrar como ele deseja viver muito mais do que uma ilus\u00e3o. E a neve que cai no final simboliza uma reden\u00e7\u00e3o. Para mim, \u00e9 muito claro. Afinal, o que \u00e9 a neve se n\u00e3o a \u00e1gua em um estado mais s\u00f3lido, tang\u00edvel, \u201creal\u201d, sem escapar pelos nossos dedos? Filmes como <strong>\u201cBlade Runner 2049\u201d<\/strong> s\u00e3o extremamente valorosos e importantes por isso, nos lembram que a humanidade estar\u00e1 extinta muito em breve, se n\u00e3o mudarmos nossa maneira de pensar e agir.<\/p>\n<p><strong>E voc\u00ea, j\u00e1 assistiu ou est\u00e1 ansioso para ver? Concorda ou discorda da an\u00e1lise? Deixe seu coment\u00e1rio ou cr\u00edtica (educadamente) e at\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para mais coment\u00e1rios sobre filmes, sigam-me nas redes sociais:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilo_calazans\/\"><strong>https:\/\/www.instagram.com\/danilo_calazans\/<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/calazansdanilo\"><strong>https:\/\/www.facebook.com\/calazansdanilo<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descubra por que voc\u00ea n\u00e3o pode perder um dos filmes mais espetaculares do ano! <\/p>","protected":false},"author":22,"featured_media":68433,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1,2415,2423],"tags":[5646,3091,6399,12339,2359,2545],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68426"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68426"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68426\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68493,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68426\/revisions\/68493"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}