{"id":69627,"date":"2017-11-16T07:57:08","date_gmt":"2017-11-16T10:57:08","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=69627"},"modified":"2021-08-05T18:59:06","modified_gmt":"2021-08-05T21:59:06","slug":"uma-razao-para-viver-traz-herois-de-verdade-para-o-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/uma-razao-para-viver-traz-herois-de-verdade-para-o-cinema\/","title":{"rendered":"\u201cUma Raz\u00e3o para Viver\u201d traz her\u00f3is de verdade para o cinema"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221; background_image=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/uma-raz\u00e3o-para-viver-breathe-cr\u00edtica-super-cinema-up-1.jpg&#8221; transparent_background=&#8221;off&#8221; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; inner_shadow=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;on&#8221; parallax_method=&#8221;off&#8221; make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;on&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>O acelerado avan\u00e7o da medicina no s\u00e9culo XX possibilitou \u00e0 gera\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XXI uma consider\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o do estado de aten\u00e7\u00e3o com alguns aspectos de sa\u00fade p\u00fablica. Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 somente uma menor preocupa\u00e7\u00e3o com a <em>AIDS<\/em>, por exemplo, mas tamb\u00e9m o total desconhecimento sobre a hist\u00f3ria de doen\u00e7as que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o habituais, como a poliomielite. Esta, em especial, \u00e9 abordada em <strong>\u201cUma Raz\u00e3o para Viver\u201d<\/strong>, primeiro longa dirigido por <strong>Andy Serkis<\/strong>. Apesar do cunho dram\u00e1tico do tema, e o t\u00edtulo traduzido ser pouco animador (o original \u00e9 <em>\u201cBreathe\u201d<\/em>, \u201cRespirar\u201d em tradu\u00e7\u00e3o livre), o filme surpreende n\u00e3o s\u00f3 por abordar a hist\u00f3ria com uma vis\u00e3o otimista, sem espa\u00e7o para explorar a tristeza, como tamb\u00e9m por apresentar com muita efici\u00eancia um dos cap\u00edtulos da hist\u00f3ria da sa\u00fade mundial, mostrando, sem apela\u00e7\u00f5es, o qu\u00e3o desumana a medicina pode ser.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Breathe-andrew-garfield-claire-foy-super-cinema-up-p\u00f4ster.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_margin=&#8221;20px|10px||&#8221; \/][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_margin=&#8221;|||10px&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>O filme conta a hist\u00f3ria real da vida de <strong>Robin Cavendish<\/strong>, um brit\u00e2nico que ainda jovem foi acometido pela poliomielite. Paralisado do pesco\u00e7o pra baixo e com a respira\u00e7\u00e3o dependente de um aparelho, Robin come\u00e7a uma verdadeira \u201cjornada do her\u00f3i\u201d em busca da melhoria de sua qualidade de vida. Essas premissas certamente afastar\u00e3o muitos espectadores que imaginam tratar-se de um filme dram\u00e1tico e tenso, por\u00e9m a incr\u00edvel produ\u00e7\u00e3o \u00e9 leve e consegue agradar at\u00e9 mesmo aqueles que passam longe dos filmes que levam as pessoas as l\u00e1grimas, e inclusive este pode at\u00e9 tirar algumas leves risadas do p\u00fablico.<\/p>\n<p>Certamente a escala\u00e7\u00e3o de <strong>Andrew Garfield<\/strong> foi uma das respons\u00e1veis por dar este agrad\u00e1vel tom a obra. Com o seu sorriso simp\u00e1tico e esp\u00edrito jovial, o ator se destaca por flutuar entre as cenas c\u00f4micas e dram\u00e1ticas, sustentando a sua atua\u00e7\u00e3o somente com as express\u00f5es faciais, j\u00e1 que o personagem \u00e9 tetrapl\u00e9gico. Ele j\u00e1 tinha mostrado todo o seu potencial nos recentes <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/andrew-garfield-tem-entrega-fenomenal-em-silencio-novo-filme-de-scorsese\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201c<strong>Sil\u00eancio<\/strong>\u201d<\/a> e <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/ate-o-ultimo-homem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201c<strong>At\u00e9 o \u00daltimo Homem<\/strong>\u201d<\/a>, e conseguimos enxergar e acreditar em toda a determina\u00e7\u00e3o e fortes convic\u00e7\u00f5es que s\u00e3o comuns entre os personagens interpretados por Garfield. Distanciando-se dos blockbusters, o ator encontrou o seu lugar no cinema.<\/p>\n<p>No longa tamb\u00e9m temos <strong>Claire Foy<\/strong>, atriz conhecida pela s\u00e9rie de TV \u201c<strong>The Crown<\/strong>\u201d, que interpreta a esposa de Robin, <strong>Diana Cavendish<\/strong>. A personagem \u00e9 o ponto chave da trama, uma vez que a sua persist\u00eancia e paix\u00e3o \u00e9 o move a hist\u00f3ria. H\u00e1 qu\u00edmica na rela\u00e7\u00e3o da atriz com Andrew, e a forma que os fatos s\u00e3o apresentados tamb\u00e9m encaixam o filme na categoria romance, sem exageros e altas declara\u00e7\u00f5es o que vemos na tela \u00e9 uma sincera hist\u00f3ria amor.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>O elenco do filme ainda guarda algumas surpresas, uma delas \u00e9 <strong>Tom Hollander<\/strong> (e n\u00e3o Holland). O ator \u00e9 provavelmente mais conhecido por seu papel na franquia <strong>&#8220;<\/strong><strong>Piratas do Caribe&#8221;<\/strong>, onde interpreta Lorde Becket, um personagem sem o menor carisma. Mas neste filme, interpretando os dois irm\u00e3os g\u00eameos de Diana, o ator incorpora os verdadeiros cunhados, que conseguem chamar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico com uma atua\u00e7\u00e3o levemente c\u00f4mica que nos lembra a rela\u00e7\u00e3o entre os irm\u00e3os Tweedledee e Tweedledum, do cl\u00e1ssico livro de Lewis Carroll. Tamb\u00e9m contamos com a presen\u00e7a do irreverente e elegante <strong>Hugh Boneville<\/strong>, conhecido por <strong>&#8220;Downton Abbey&#8221;<\/strong>, respons\u00e1vel por caracterizar ainda mais o filme como uma obra de origem inglesa.<\/p>\n<p>Ao final da pel\u00edcula, fica muito claro que Andy Serkis ter\u00e1 uma longa e brilhante carreira como diretor, j\u00e1 que em seu primeiro trabalho ele consegue transformar um filme que teria tudo para ser apenas mais um filme dram\u00e1tico, em um filme motivador, bonito e ao mesmo tempo questionador. \u00c9 no m\u00ednimo curioso que o seu primeiro trabalho como diretor envolva o destaque para uma atua\u00e7\u00e3o puramente facial, uma vez que sua carreira foi alavancada por sua maestria na captura de performance (&#8220;Senhor dos An\u00e9is&#8221;, &#8220;Star Wars&#8221;, &#8220;Planeta dos Macacos&#8221;).<\/p>\n<p>Andy ainda consegue trazer a sutil indaga\u00e7\u00e3o acerca das solu\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas para alguns problemas. Por exemplo, hoje, podemos nos chocar com a total falta de habilidade dos m\u00e9dicos e profissionais da sa\u00fade para lidar com um simples problema de calcifica\u00e7\u00e3o na ves\u00edcula, j\u00e1 que a solu\u00e7\u00e3o encontrada por eles na maioria das vezes \u00e9 a retirada da total ves\u00edcula, causando uma s\u00e9rie de desconfortos e inconvenientes para o indiv\u00edduo. Quando projetamos essa caracter\u00edstica para problemas maiores, como a poliomielite no filme, vemos solu\u00e7\u00f5es completamente absurdas, como o \u201cPulm\u00e3o de Ferro\u201d, que confina o indiv\u00edduo acometido pela doen\u00e7a num caix\u00e3o que exerce press\u00e3o negativa sobre o t\u00f3rax, possibilitando a respira\u00e7\u00e3o, e assim que o indiv\u00edduo consiga viver. Por\u00e9m \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o paradoxal, afinal ficar deitado e preso dentro de um caix\u00e3o para que sobreviver, n\u00e3o \u00e9 propriamente ter uma vida. Assim, a hist\u00f3ria de Robin nos mostra que nem sempre a opini\u00e3o dos m\u00e9dicos ser\u00e1 a melhor, e quem se quisermos fazer algo, temos total liberdade e capacidade de ir atr\u00e1s e conseguir.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/uma-raz\u00e3o-para-viver-breathe-cr\u00edtica-super-cinema-up-2.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_margin=&#8221;|10px||&#8221; \/][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_margin=&#8221;10px|||10px&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>J\u00e1 nos cr\u00e9ditos finais do filme, descobrimos que o produtor do filme, <strong>Jonathan Cavendish<\/strong>, \u00e9 o filho de Robin e Diana, que produziu a obra em homenagem aos pais. A revela\u00e7\u00e3o nos aproxima ainda mais da hist\u00f3ria, j\u00e1 que Jonathan representa a liga\u00e7\u00e3o que manteve unido o casal e possibilitou tamanho desenvolvimento no tratamento da poliomielite. Na carreira do produtor temos filmes conhecidos, como <strong>&#8220;Bridget Jones&#8221;<\/strong> e <strong>&#8220;Elizabeth: A Era de Ouro&#8221;<\/strong>, e o vindouro <strong>&#8220;Jungle Book&#8221;<\/strong>, adapta\u00e7\u00e3o que contar\u00e1 tamb\u00e9m com a dire\u00e7\u00e3o de Andy Serkis.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;Linha&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; background_color=&#8221;rgba(234,234,234,0.6)&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_padding=&#8221;10px|10px|10px|10px&#8221;]<\/p>\n<p>Com estreia marcada para 16 de novembro, <strong>&#8220;Uma Raz\u00e3o para Viver&#8221;\u00a0<\/strong>\u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o para aqueles que n\u00e3o curtem os super-her\u00f3is nos cinemas, e tamb\u00e9m uma boa pedida para os f\u00e3s da <em>justi\u00e7a<\/em> conhecerem a hist\u00f3ria de um her\u00f3i de verdade, e refletirem sobre os problemas do mundo real com um filme que n\u00e3o peca nos excessos.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dirigido por Andy Serkis, o longa surpreende pela abordagem otimista.<\/p>","protected":false},"author":65,"featured_media":69631,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2415,2423],"tags":[709,8344,8348,8343,12813,2200,318,12812,12810,2281,12811,12814,12809],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69627"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/65"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69627"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69627\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":69633,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69627\/revisions\/69633"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69627"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69627"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}