{"id":70535,"date":"2017-12-26T14:10:53","date_gmt":"2017-12-26T17:10:53","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=70535"},"modified":"2017-12-27T11:28:49","modified_gmt":"2017-12-27T14:28:49","slug":"o-rei-do-show-e-um-musical-moderno-e-contagiante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/o-rei-do-show-e-um-musical-moderno-e-contagiante\/","title":{"rendered":"&#8220;O Rei do Show&#8221; \u00e9 um musical moderno e contagiante"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>O <strong>Natal<\/strong> chegou e com ele aquela tradicional estreia para reunir toda a fam\u00edlia e correr para o cinema mais pr\u00f3ximo! A bola da vez \u00e9 o musical <strong>\u201cO Rei do Show\u201d<\/strong>, filme estrelado por <strong>Hugh Jackman<\/strong> que conta a trajet\u00f3ria de <strong>P. T. Barnum<\/strong>, artista considerado o \u201cpai do circo\u201d nos EUA no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Recomendado para quem gosta de musicais, o longa pega carona no sucesso de <strong>\u201cLa La Land\u201d<\/strong>, trazendo can\u00e7\u00f5es originais escritas por <strong>Benj Pasek e Justin Paul<\/strong> \u2013 vencedores do Oscar pela can\u00e7\u00e3o <strong>\u201cCity of Stars\u201d<\/strong>, que com certeza voc\u00ea ouviu muito no in\u00edcio do ano. Por\u00e9m, \u00e9 claro que sempre fica aquele questionamento: mas e quem n\u00e3o \u00e9 f\u00e3 de musicais, ser\u00e1 que vai gostar?<\/p>\n<p><strong>Um controverso homem \u00e0 frente do seu tempo<\/strong><\/p>\n<p>Assim como seu vision\u00e1rio protagonista, o filme propositalmente conta com um estilo de can\u00e7\u00f5es moderno e \u00e1gil, que n\u00e3o pertence \u00e0 \u00e9poca onde a hist\u00f3ria se passa. <strong>Phineas Taylor Barnum<\/strong> ficou conhecido por fazer algo que mais ningu\u00e9m fazia na \u00e9poca, procurava pessoas \u201cex\u00f3ticas\u201d (an\u00f5es, gigantes, obesos, mulheres barbadas, etc) e exagerava na caracteriza\u00e7\u00e3o para vender ao p\u00fablico \u201calgo nunca visto antes\u201d. Dessa forma, logo ganhou muito dinheiro, ao passo em que era chamado de fraude e acusado de explorar a defici\u00eancia dos seus funcion\u00e1rios para enriquecer.<\/p>\n<p>No entanto, <strong>\u201cO Rei do Show\u201d<\/strong> ameniza muito esse lado pol\u00eamico do protagonista. O filme \u00e9 mais uma homenagem ao espet\u00e1culo de entretenimento, mostrando como um sonhador conseguiu ir do nada ao \u201ctopo do mundo\u201d acreditando em si mesmo e n\u00e3o dando ouvido \u00e0s dificuldades da vida. Marcando a estreia de <strong>Michael Gracey<\/strong> na dire\u00e7\u00e3o \u2013 um experiente animador e supervisor de efeitos visuais -, o longa se encaixa na tradicional categoria de musicais americanos que servem como uma \u201cfuga da realidade\u201d para o p\u00fablico, buscando inspirar e contagiar por meio de n\u00fameros musicais coloridos e empolgantes.<\/p>\n<p><strong>A alegria de viver e a esperan\u00e7a de dias melhores<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 claro que em tempos dif\u00edceis \u00e9 natural as pessoas buscarem o cinema como uma forma de escapismo, receberem alguma mensagem positiva em meio a tantos problemas que passamos todos os dias. Para musicais que buscam essa abordagem, h\u00e1 sempre uma linha muito t\u00eanue entre a mensagem de esperan\u00e7a e o cinismo descarado. <strong>\u201cO Rei do Show\u201d<\/strong> beira muito esse limite, pois busca passar a import\u00e2ncia da inclus\u00e3o e diversidade aproveitando a alegria da vida, embora todos saibam que o mundo real n\u00e3o \u00e9 nem de longe esse arco-\u00edris. Portanto, \u00e9 preciso entender a proposta e embarcar nessa fantasia para desfrutar de toda a magia que o filme tem a oferecer.<\/p>\n<p>Dessa forma, conhecemos a jornada de Barnum (Jackman), um jovem e sonhador ajudante de alfaiate que tamb\u00e9m sofre por amor, proibido pela diferen\u00e7a social por ser pobre. O longa explora bem o g\u00eanero, contando seu duro crescimento atrav\u00e9s de can\u00e7\u00f5es, onde vemos os bons e maus momentos passarem de maneira fascinante diante dos nossos olhos.<\/p>\n<p>Quando chega a fase adulta, o colorido dos sonhos d\u00e1 lugar a um escrit\u00f3rio mon\u00f3tono e sem cor, onde Barnum se v\u00ea infeliz e sem oportunidade de crescimento. Assim, ele arrisca tudo para abrir um museu, para mostrar as pessoas que em dias de crise elas precisam de um escapismo ao seu alcance para manter a esperan\u00e7a de dias melhores \u2013 uma pr\u00f3pria met\u00e1fora para os espectadores, como mencionei anteriormente.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros musicais s\u00e3o realmente contagiantes. As m\u00fasicas s\u00e3o modernas, com uma mistura pop com hip-hop, e o mais curioso \u00e9 que, por toda aura de fantasia que envolve a trama, isso n\u00e3o chega a incomodar em momento algum. \u00c9 um musical contempor\u00e2neo, um <em>faz-de-conta<\/em> sobre sonhos e como se tornar uma pessoa melhor, que lembra bastante as anima\u00e7\u00f5es da\u00a0 Disney, sendo que <strong>\u201cThe Greatest Show\u201d<\/strong> e a poss\u00edvel indicada ao Oscar <strong>\u201cThis is Me\u201d<\/strong> s\u00e3o os maiores destaques. As coreografias s\u00e3o decentes, mas em contrapartida, h\u00e1 excesso de CGI que acaba atrapalhando um pouco a imers\u00e3o naquele universo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/o-rei-do-show-hugh-jackman-zac-efron-zendaya-michelle-williams-1.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;off&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] [\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O pre\u00e7o do orgulho e o risco da ambi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No entanto, como o conflito \u00e9 necess\u00e1rio em toda boa hist\u00f3ria, h\u00e1 certa dose de ambiguidade no protagonista. Embora Barnum seja um exemplo de perseveran\u00e7a perante a crise, pois \u00e9 acusado de vender \u201cfalsidade\u201d e seu espet\u00e1culo \u00e9 chamado de maneira pejorativa de \u201ccirco\u201d por um cr\u00edtico de um jornal &#8211; dividindo as pessoas entre fascina\u00e7\u00e3o e rep\u00fadio -, ele encara de frente todas as dificuldades e cria oportunidades de crescimento a partir delas. Por\u00e9m, sua ambi\u00e7\u00e3o em superar os traumas que lhe perseguiram desde a inf\u00e2ncia podem lhe fazer pagar o pre\u00e7o do seu orgulho.<\/p>\n<p>Considerado insignificante pela origem humilde, n\u00e3o queria que as filhas e esposa (<strong>Michelle Williams<\/strong>) fossem tratadas da mesma forma, entretanto, ele mesmo n\u00e3o enxergou o sucesso que j\u00e1 atingira, o que conseguiu fazer pela sua fam\u00edlia, arriscando perde-la. E mais, a hist\u00f3ria carrega uma sombra oculta do chamado <em>self made man<\/em> americano (mais explica\u00e7\u00f5es ao final do texto), o questionamento se \u00e9 poss\u00edvel prosperar e ser feliz de verdade, construindo seu imp\u00e9rio fundamentado em uma mentira?<\/p>\n<p>Mesmo com consider\u00e1vel sucesso entre a massa popular, Barnum era obstinado em alcan\u00e7ar o prest\u00edgio das classes mais altas. Sua esposa veio de fam\u00edlia rica, mas naquela \u00e9poca n\u00e3o era o dinheiro apenas ou o tamanho da sua casa que importavam, mas de onde voc\u00ea veio. Por isso ele contrata Philip Carlyle (<strong>Zac Efron<\/strong>), um homem abastado que arrisca a heran\u00e7a para fazer algo em que acredita, ap\u00f3s ser convencido por Barnum a conhecer <strong>\u201co outro lado\u201d<\/strong> &#8211;\u00a0 em mais um belo n\u00famero musical, diga-se. Com a parceria, est\u00e3o prontos para expandirem seus horizontes e conhecem uma cantora de \u201c\u00f3pera\u201d famosa, Jenny Lind (<strong>Rebecca Ferguson<\/strong>). H\u00e1 tamb\u00e9m uma subtrama entre Zac e <strong>Zendaya<\/strong>, de relacionamento interracial mal visto na \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Nada inovador, mas ainda assim, cativante<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cO Rei do Show\u201d<\/strong> s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 um dos melhores filmes do ano porque infelizmente seu roteiro recorre frequentemente \u00e0 viradas e situa\u00e7\u00f5es previs\u00edveis. Al\u00e9m de toda a mensagem de diversidade poder soar um tanto \u201cc\u00ednica\u201d, como mencionei &#8211; j\u00e1 que os coadjuvantes s\u00e3o deixados de lado boa parte do filme, por mais contradit\u00f3rio que isso possa parecer -, o terceiro ato se rende a v\u00e1rios clich\u00eas que se somam a di\u00e1logos expl\u00edcitos demais, subestimando o espectador sem necessidade.<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o de Gracey n\u00e3o traz necessariamente nada inovador ou que chame a aten\u00e7\u00e3o \u2013 inclusive, o diretor de \u201cLogan\u201d <strong>James Mangold<\/strong> foi chamado para ajudar em algumas cenas, pois o diretor n\u00e3o estava dando conta \u2013 e na hora em que o longa precisa de entregas mais dram\u00e1ticas, Jackman e Williams \u2013 um tanto apagada durante o filme \u2013 conseguem entregar, mas nada que justifique poss\u00edveis indica\u00e7\u00f5es ao Oscar.<\/p>\n<p>No fim das contas, embora esteja longe de ser perfeito, <strong>\u201cO Rei do Show\u201d<\/strong> \u00e9 eficiente e encantador dentro daquilo que prop\u00f5e e, assim como as pr\u00f3prias palavras de Barnum: &#8220;<em><strong>trouxe alegria para a minha vida&#8221;<\/strong><\/em>, mesmo que tenha sido por apenas algumas horas.<\/p>\n<p><strong>Self Made Man: \u00c9 poss\u00edvel verdadeiramente prosperar apoiado em uma mentira?<\/strong><\/p>\n<p>Por fim, uma pequena reflex\u00e3o. A busca pelo <em>self made man<\/em> corresponde ao homem que conseguiu alcan\u00e7ar o sucesso \u201cpor si mesmo\u201d, seus pr\u00f3prios esfor\u00e7os e dedica\u00e7\u00e3o. Essa defini\u00e7\u00e3o compreende que, para que um homem ven\u00e7a na vida, ele deve enriquecer saindo de uma posi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica inferior e alcan\u00e7ando um patamar superior na sociedade. A trajet\u00f3ria de Barnum \u00e9 um grande exemplo disso \u2013 inclusive, o termo foi criado na mesma \u00e9poca em que o <em>showman<\/em> trilhava seu caminho para o sucesso.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 certa controv\u00e9rsia nisso tudo. Ser\u00e1 que compensa ser bem-sucedido a qualquer pre\u00e7o? O filme talvez reforce uma verdade inconveniente oculta no conceito do <em>self made man<\/em>. Quem n\u00e3o nasceu com privil\u00e9gios, para chegar ao status desejado, muitas vezes precisa mentir, trapacear ou entender como o sistema funciona e se render a ele. Outros grandes protagonistas do audiovisual tamb\u00e9m passaram por isso, como <strong>Don Draper<\/strong> (\u201cMad Men\u201d) e <strong>Jordan Belfort<\/strong> (\u201cO Lobo de Wall Street\u201d).<\/p>\n<p>Barnum, por sua vez, pode muito bem representar essa fachada do <em>self made man<\/em> americano. Muitas das grandes conquistas de pessoas poderosas ou famosas surgiram \u201cvarrendo a sujeira\u201d para debaixo do tapete (no caso do filme, usando e abusando de pessoas que precisavam do dinheiro e de aceita\u00e7\u00e3o, por isso se sujeitaram \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o). Por\u00e9m, como eu disse, isso \u00e9 amb\u00edguo. O discurso de Barnum sempre foi sincero, como quando recrutou o an\u00e3o para participar do show e ele hesitou: &#8220;<strong>mas as pessoas v\u00e3o rir de mim&#8221;<\/strong>. Barnum imediatamente respondeu: &#8220;<strong>j\u00e1 riem de qualquer forma, por que n\u00e3o ser pago por isso&#8221;?<\/strong>\u00a0Dito tudo isso, pe\u00e7o a cada um que tire suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es e tenham todos um bom filme.<\/p>\n<p><strong>E voc\u00ea, j\u00e1 assistiu ou est\u00e1 ansioso para ver? Concorda ou discorda da an\u00e1lise? Deixe seu coment\u00e1rio ou cr\u00edtica (educadamente) e at\u00e9 a pr\u00f3xima! <\/strong><\/p>\n<p><strong>Para mais coment\u00e1rios sobre filmes, sigam-me nas redes sociais:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilo_calazans\/\"><strong>https:\/\/www.instagram.com\/danilo_calazans\/<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/calazansdanilo\"><strong>https:\/\/www.facebook.com\/calazansdanilo<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/danilo2calazans\"><strong>https:\/\/twitter.com\/danilo2calazans<\/strong><\/a><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Musical com o astro Hugh Jackman chega aos cinemas por aqui. 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