{"id":72451,"date":"2018-04-02T18:48:56","date_gmt":"2018-04-02T21:48:56","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=72451"},"modified":"2018-04-02T19:06:22","modified_gmt":"2018-04-02T22:06:22","slug":"o-fofissimo-com-amor-simon-e-uma-verdadeira-licao-de-respeito-adolescente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/o-fofissimo-com-amor-simon-e-uma-verdadeira-licao-de-respeito-adolescente\/","title":{"rendered":"O fof\u00edssimo &#8220;Com Amor, Simon&#8221; \u00e9 uma verdadeira li\u00e7\u00e3o de respeito adolescente"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>Caro leitor,<\/p>\n<p>N\u00e3o nasci nos anos 80, ali\u00e1s, s\u00f3 uma d\u00e9cada depois. Mas como um bom f\u00e3 de cinema que sou, minhas maiores influ\u00eancias s\u00e3o desses anos n\u00e3o vividos. Pode parecer meio estranho, mas esse sou eu. Enquanto minha adolesc\u00eancia foi marcada pela m\u00fasica de Renato Russo, na parte do cinema, <strong>John Hughes<\/strong> era um nome que adorava ouvir. Acredito que por novelas adolescentes como \u2018Malha\u00e7\u00e3o\u2019 ou \u2018Rebeldes\u2019 nunca combinarem comigo, &#8211; e na minha vis\u00e3o, nunca entenderem o adolescente &#8211; j\u00e1, filmes como &#8220;<strong>Curtindo a Vida Adoidado&#8221; (1986)<\/strong> e &#8220;<strong>Clube dos Cinco&#8221; (1985)<\/strong> tinham muito do que eu era e queria ser. Quando crescemos e deixamos a fase adolescente de lado &#8211; ou parte dela &#8211; nos perguntamos o que nos inspira e o que marca, como eu fui marcado por Hughes.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, o nome de Hughes era o s\u00edmbolo adolescente quando o assunto \u00e9 cinema. Com o tempo, o universo cinematogr\u00e1fico passou a entender mais o jovem, e criou obras como &#8220;<strong>As Vantagens de Ser Invis\u00edvel&#8221; (2012)<\/strong> e &#8220;<strong>Lady Bird&#8221; (2015)<\/strong>, este no qual <strong>Greta Gerwig<\/strong> conseguiu trazer a ess\u00eancia do adolescente revoltado dentro de uma narrativa deliciosa. E entre essa nova gera\u00e7\u00e3o de entendedores de jovens, encontramos <strong>Greg Berlanti<\/strong>.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s de quase todas as produ\u00e7\u00f5es da CW, Berlanti demonstrou compreender, pelo menos a linguagem. Apesar dessas produ\u00e7\u00f5es s\u00e3o serem l\u00e1 grandes coisas, o p\u00fablico foi conquistado, e aqui em &#8220;<strong>Com Amor, Simon&#8221;<\/strong>, o diretor explora esse entendimento ao extremo. Em tela, voc\u00ea percebe as grandes influ\u00eancias de Berlanti, que traz muito do esp\u00edrito de Hughes em tela, com o humor, os trejeitos, os personagens, que v\u00e3o desde o valent\u00e3o idiota ao adulto que n\u00e3o entende os jovens e faz qualquer coisa para se enturmar, inclusive passar vergonha.<\/p>\n<p>Como um recente adulto, estou h\u00e1 poucos anos de dist\u00e2ncia da adolesc\u00eancia e me enxerguei muito durante o filme. Sim, h\u00e1 muito dos clich\u00eas cinematogr\u00e1ficos em \u2018Com Amor, Simon\u2019, mas essa caracter\u00edstica traz Hughes de volta, e pensando bem, por que clich\u00ea? Os jovens s\u00e3o realmente daquele jeito, n\u00e3o todos, mas s\u00e3o.<\/p>\n<p>Berlanti, junto com a dupla de roteiristas, <strong>Elizabeth Berger<\/strong> e <strong>Isaac Aptaker<\/strong> fizeram um bel\u00edssimo trabalho em adaptar do livro de <strong>Becky Albertalli<\/strong>, trazendo toda a leveza e a din\u00e2mica que a narrativa pedia. Todas as discuss\u00f5es que o texto traz s\u00e3o essenciais, desde o <em>bullying<\/em> no col\u00e9gio a dificuldade de se assumir sexualmente para os pais, trazendo nesse ponto, uma invers\u00e3o de pap\u00e9is, extremamente bem montada e que acende uma luzinha da consci\u00eancia. A bonita hist\u00f3ria de Simon \u00e9 animadora e, principalmente, inspiradora &#8211; a prova est\u00e1 em diversas not\u00edcias de jovens se revelando durante e ap\u00f3s a sess\u00e3o do filme. A beleza vista em tela \u00e9 que os tr\u00eas conseguiram fazer quem n\u00e3o viveu aquelas situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, compreender tudo, desde o pensamento pessimista do personagem a atitude n\u00e3o pensada do mesmo. E sim, algumas podem parecer for\u00e7adas e exageradas, mas s\u00f3 quem viveu aquilo ou algo parecido, consegue aceitar mais f\u00e1cil. O per\u00edodo adolescente \u00e9 confuso, muitas coisas acontecem e junto, vem julgamentos, e isso, cada um, de forma individual, lida de uma forma diferente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Love-Simon-Movie.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;off&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] [\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trazendo mais de mim ao texto. Durante uma \u00e9poca tive uma jovem <em>crush<\/em> no col\u00e9gio, que n\u00e3o correspondia o mesmo sentimento. Aquilo era o fim do mundo, e cheguei a criar pensamentos pessimistas com s\u00e9rias reflex\u00f5es sobre acabar com a vida. Hoje, enxergo meu exagero, mas s\u00f3 eu mesmo me entendia na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Berlanti se aproveita da sequ\u00eancia de produ\u00e7\u00f5es juvenis e incrementa em sua hist\u00f3ria, tanto que a fotografia tem seus momentos &#8220;<strong>13 Reasons Why&#8221;<\/strong>\u00a0(2017-), na qual o tempo presente traz um filtro e o passado ou a imagina\u00e7\u00e3o do personagem muda a fotografia completamente. Nada que atrapalhe a narrativa do filme, \u00e9 s\u00f3 mais um detalhe trazido pela produ\u00e7\u00e3o. Ao vermos, especificamente, o ponto de vista de Simon, caminhamos com ele em sua descoberta, procurando tentar descobrir seu amor misterioso, com uma montagem muito bem feita que gera o mist\u00e9rio, apesar de n\u00e3o surpreender tanto na grande revela\u00e7\u00e3o. Mesmo previs\u00edvel, a constru\u00e7\u00e3o da cena \u00e9 boa e apaixona ainda mais quem j\u00e1 est\u00e1 imerso na hist\u00f3ria do personagem.<\/p>\n<p>A compreens\u00e3o de Berlanti com o adolescente \u00e9 t\u00e3o grande que atinge na dura\u00e7\u00e3o do filme. Com quase duas horas, o longa aparenta ter um pouco mais. Cinematograficamente falando, isso n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o positivo para a produ\u00e7\u00e3o, mas nada mais \u00e9 do que a representa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do per\u00edodo adolescente, que parece ser muito longo, mas ao acabar, aparenta ter passado r\u00e1pido demais.<\/p>\n<p>Como andamos praticamente de m\u00e3os dadas com <strong>Nick Robinson<\/strong>, era de se esperar um trabalho um pouco melhor. N\u00e3o que ele seja um desastre, calma, mas ainda n\u00e3o conseguiu mostrar para o que veio em Hollywood. Aqui, mesmo mal, ele segura em alguns momentos. O resto do elenco caminha na mesma, mas nada que estrague sua experi\u00eancia no cinema. No entanto, <strong>Ansel Elgort<\/strong> &#8211; mesmo aparentando ser mais velho &#8211; sustentaria bem mais o papel, artisticamente falando, mas com certeza, perderia a ess\u00eancia adolescente boba e inocente que o personagem precisa ter.<\/p>\n<p>Longe da perfei\u00e7\u00e3o \u2018Com Amor, Simon\u2019 tem a fun\u00e7\u00e3o de ensinar. Nada sexual ou escolar, mas sim, social. Social no sentido de respeito, de olhar o pr\u00f3ximo e n\u00e3o enxergar as diferen\u00e7as, e mesmo quando h\u00e1 essas diferen\u00e7as, n\u00e3o desrespeitar ou humilhar por ser algo que VOC\u00ca, na maior ignor\u00e2ncia, n\u00e3o aceita. \u00c9 dif\u00edcil, mas entendemos como o mundo \u00e9 hoje, nada \u00e9 f\u00e1cil e muitos acabam tendo que enfrentar dificuldades maiores que um simples tr\u00e2nsito na volta do trabalho ou uma nota baixa em matem\u00e1tica. S\u00e3o humilha\u00e7\u00f5es, viol\u00eancias e mortes, devido a uma est\u00fapida ignor\u00e2ncia. Aqui, ele traz essas discuss\u00f5es indiretamente, e tem a fun\u00e7\u00e3o de mostrar que todos n\u00f3s merecemos e viveremos o amor que precisamos. Meu eu de anos atr\u00e1s n\u00e3o acreditava em um dia viver isso. Bem, hoje, j\u00e1 imagina como eu estou. Clich\u00ea? Talvez, mas essa \u00e9 a vida como ela \u00e9. (Hmmm, clich\u00ea de novo, eu sei, vou parar).<\/p>\n<p>Que a simplicidade de <strong>\u2018Com Amor, Simon\u2019<\/strong> te conquiste do mesmo modo que me conquistou e fa\u00e7a o maior n\u00famero de pessoas assisti-lo, e de todas as sexualidades, para assim, existir, realmente, o respeito. Longe do filme ser a mudan\u00e7a para o mundo, mas j\u00e1 \u00e9 um primeiro passo.<\/p>\n<p>Com amor, Guilherme.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Guilherme Pin. Tocante hist\u00f3ria de aceita\u00e7\u00e3o adolescente chega aos nossos cinemas essa semana. 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