{"id":72475,"date":"2018-04-06T23:49:04","date_gmt":"2018-04-07T02:49:04","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=72475"},"modified":"2018-04-09T14:29:04","modified_gmt":"2018-04-09T17:29:04","slug":"um-lugar-silencioso-capricha-na-tensao-e-leva-o-espectador-ao-limite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/um-lugar-silencioso-capricha-na-tensao-e-leva-o-espectador-ao-limite\/","title":{"rendered":"\u201cUm Lugar Silencioso\u201d capricha na tens\u00e3o e leva o espectador ao limite"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>Em um mundo invadido por seres hostis, uma fam\u00edlia \u00e9 for\u00e7ada a viver em sil\u00eancio se escondendo dessas criaturas assassinas que s\u00e3o atra\u00eddas por qualquer tipo de barulho. Tudo muda quando uma trag\u00e9dia abala seu conv\u00edvio e a chegada de um futuro integrante poder\u00e1 colocar em risco a seguran\u00e7a de todos. <strong>\u201cUm Lugar Silencioso\u201d<\/strong> estreou esse ano no <em>SXSW Film Festival<\/em>, arrancando aplausos da cr\u00edtica local. Assim como eu, muitos se surpreenderam quando souberam que <strong>John Krasinski<\/strong> \u2013 mais conhecido pelo seu papel de <em>Jim Halpert<\/em> na sitcom <strong>\u201cThe Office\u201d<\/strong> \u2013 estaria no comando do projeto. E que grata surpresa n\u00f3s tivemos.<\/p>\n<p>No entanto, esta n\u00e3o \u00e9 a estreia de Krasinski na dire\u00e7\u00e3o. Em 2016, ele dirigiu a com\u00e9dia rom\u00e2ntica <strong>\u201cFam\u00edlia Hollar\u201d<\/strong>, com pouqu\u00edssimo alarde e que (quase) ningu\u00e9m acabou assistindo. \u201cUm Lugar Silencioso\u201d foi escrito pela dupla de roteiristas <strong>Bryan Woods<\/strong> e <strong>Scott Beck<\/strong>, adaptado juntamente com o diretor para uma vers\u00e3o visualmente assustadora, com uma atmosfera angustiante e tensa. A t\u00edtulo de curiosidade, vale mencionar que a trama se assemelha muito ao best-seller de <strong>Tim Lebbon<\/strong> <em>\u201cThe SIlence\u201d (2015)<\/em>, onde uma protagonista surda (assim como a filha do casal no filme) precisa sobreviver com sua fam\u00edlia de criaturas de ca\u00e7am atrav\u00e9s do som.<\/p>\n<p>\u201cThe Silence\u201d tamb\u00e9m ganhar\u00e1 uma vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica e ser\u00e1 dirigida por <strong>John R. Leonetti<\/strong>, respons\u00e1vel por algumas \u201cp\u00e9rolas\u201d como <em>\u201cMortal Kombat: A Aniquila\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cEfeito Borboleta 2\u201d e \u201cAnnabelle\u201d<\/em>. \u00c9 esperar para ver&#8230; Mas enfim, vamos falar do filme. Voc\u00eas sabem que cada um tem seus crit\u00e9rios que julga importante na hora de apreciar e analisar uma obra. Quem me acompanha h\u00e1 um tempo sabe que, de maneira bem pessoal, gosto de tentar explorar duas vertentes presentes em cada filme: a\u00a0<em>&#8220;ideia&#8221;<\/em> (o significado, os temas que o filme toca) e a <em>&#8220;realiza\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em> (a maneira como a dire\u00e7\u00e3o explora e executa suas ferramentas). Vamos come\u00e7ar pelas ideias.<\/p>\n<p><strong>O lugar silencioso em que vivemos (e tamb\u00e9m na nossa mente)<\/strong><\/p>\n<p>Provavelmente voc\u00ea vai ler muito por a\u00ed que o filme \u00e9 angustiante e assustador, com bons sustos e muita tens\u00e3o, mas eu queria fugir um pouco do \u00f3bvio. Assim como o Jap\u00e3o usava filmes de invas\u00e3o de monstros gigantes &#8211; como <em>\u201cGodzilla\u201d<\/em> &#8211; como uma met\u00e1fora para o medo da amea\u00e7a nuclear que destru\u00eda cidades inteiras nos anos 50 (devido ao trauma das bombas de <em>Hiroshima<\/em> e <em>Nagazaki<\/em>), para mim, <strong>\u201cUm Lugar Silencioso\u201d<\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 um filme de \u201cmonstro\u201d, mas que conta hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia que com o tempo perdeu a habilidade de se comunicar &#8211; e se escondeu no sil\u00eancio da pr\u00f3pria mente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma perda pessoal e a invas\u00e3o das criaturas, sentimentos como culpa e processos de dor e luto tiveram que ser abafados, alimentando internamente os personagens com ressentimentos e sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia, especialmente entre pai e filha (<strong>Millicent Simmonds<\/strong>), uma pr\u00e9-adolescente incompreendida e deficiente auditiva. Sem perceber, a fam\u00edlia se distanciava cada vez mais \u2013 talvez por isso, um dos momentos mais singelos entre o casal Lee (o pr\u00f3prio Krasinski) e Evelyn (<strong>Emily Blunt<\/strong>) seja uma dan\u00e7a ao som de <strong><em>\u201ccome a little bit closer\u201d<\/em><\/strong> (&#8220;chegue um pouco mais perto&#8221;, de <strong>Harvest Moon<\/strong>, m\u00fasica de Neil Young), uma cena que destoa totalmente da constante sensa\u00e7\u00e3o de medo que os personagens est\u00e3o habituados.<\/p>\n<p>O filme tamb\u00e9m parece preocupado em mostrar a import\u00e2ncia de proteger e cuidar dos filhos mesmo vivendo em um universo completamente destru\u00eddo e sem esperan\u00e7a. <strong><em>\u201cQuem somos n\u00f3s se n\u00e3o pudermos protege-los\u201d?<\/em><\/strong> \u2013 pergunta Evelyn a Lee, referindo-se aos filhos. Semelhante, por\u00e9m menos clich\u00ea que o drama familiar vivido em <strong><em>\u201c<\/em>Guerra dos Mundos\u201d (2005)<\/strong>, isso o faz questionar se consegue ser um bom provedor, se mesmo entre tantas dificuldades \u00e9 capaz de ensinar que n\u00e3o importa o que aconte\u00e7a, a uni\u00e3o da fam\u00edlia \u00e9 sempre o mais importante. E gra\u00e7as aos obst\u00e1culos do roteiro bastante perspicaz, aprender\u00e3o isso das maneiras mais desafiadoras poss\u00edveis. Krasinski acerta ao se dedicar a uma proposta bem mais &#8220;intimista&#8221; e n\u00e3o no apocalipse global como um todo.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que filmes de g\u00eanero que divertem\/entret\u00e9m s\u00e3o muito bons, mas quando conseguem atingir essa sensa\u00e7\u00e3o e ainda passar uma mensagem mais profunda, s\u00e3o muito melhores &#8211; caso de &#8220;Corra!&#8221; no ano passado. Em <strong>\u201cUm Lugar Silencioso\u201d<\/strong>, Krasinski consegue aliar propostas diferentes do g\u00eanero com certa habilidade, a combina\u00e7\u00e3o de um termo que muita gente detesta, o &#8220;p\u00f3s-horror&#8221; (com poucas explica\u00e7\u00f5es e muito investimento na atmosfera, como <strong>\u201cAo Cair da Noite\u201d<\/strong>), com cinema comercial extremamente envolvente (tipo <strong>\u201cCloverfield\u201d<\/strong> ou <strong>\u201cO Homem nas Trevas\u201d<\/strong>). E isso n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, especialmente para um diretor iniciante que abra\u00e7ou um projeto t\u00e3o pessoal quanto este \u2013 explicarei um pouco mais \u00e0 frente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/a-quiet-place-1.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;off&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] [\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p><em>Na imagem vemos uma representa\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia do pai (vestindo preto pelo luto ainda n\u00e3o superado)<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se eles te ouvirem, eles te ca\u00e7am<\/strong><\/p>\n<p>Falando agora sobre a maneira extremamente eficiente como Krasinski faz para atingir sua proposta de imers\u00e3o do espectador naquele universo de conflito, primeiramente ele entende que o medo em um filme de terror \u00e9 muito mais impactante quando vem do envolvimento com os personagens do que com sustos for\u00e7ados e aleat\u00f3rios \u2013 como a maioria dos filmes do g\u00eanero fizeram nos \u00faltimos anos, embora felizmente este panorama pare\u00e7a estar mudando recentemente.<\/p>\n<p>N\u00e3o que os sustos n\u00e3o existam, mas funcionam porque nos importamos com a seguran\u00e7a daquela fam\u00edlia. Como j\u00e1 nos havia ensinado <strong>Arist\u00f3teles<\/strong> na sua famosa <em>\u201cPo\u00e9tica\u201d<\/em>, uma das melhores formas de construir o medo tr\u00e1gico no cinema \u00e9 fazer o espectador se identificar com o sofredor e Krasinski acerta em cheio ao criar uma atmosfera de total tens\u00e3o e envolvimento. A dedica\u00e7\u00e3o com cada ru\u00eddo, desde objetos at\u00e9 pegadas no ch\u00e3o, aqui s\u00e3o usados como ferramentas que v\u00e3o condicionando o espectador a se acostumar cada vez mais com a aus\u00eancia de som, devido \u00e0 grande amea\u00e7a que est\u00e1 sempre \u00e0 espreita.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de di\u00e1logos, que obriga os atores a se comunicarem por meio de sinais e olhares, refor\u00e7a ainda mais essa condi\u00e7\u00e3o angustiante, revelando um grande trabalho por parte do elenco. As descobertas acontecem de forma org\u00e2nica dentro da trama, e considerando uma ou outra ressalva\u00a0 (que entrariam na quest\u00e3o da suspens\u00e3o da descren\u00e7a), conflito ap\u00f3s conflito apresentam um roteiro muito bem estruturado, desafiando os personagens. Apenas para n\u00e3o deixar passar em branco, a trilha sonora \u00e9 important\u00edssima para climatizar a atmosfera e o uso das cores \u00e9 formid\u00e1vel &#8211; como o vermelho para real\u00e7ar a situa\u00e7\u00e3o de perigo no subconsciente do espectador.<\/p>\n<p>E o que \u00e9 o mencionado medo tr\u00e1gico? Arist\u00f3teles dizia que aquilo que nos d\u00e1 pena de ver acontecer com os outros provoca em n\u00f3s o medo mais profundo: o medo tr\u00e1gico, ou seja, aquilo que n\u00e3o suportar\u00edamos que acontecesse conosco. Por isso a abordagem de Krasinski em investir mais na fam\u00edlia e menos nos monstros seja t\u00e3o eficiente, afinal. Resumindo, se voc\u00ea \u00e9 um daqueles que gostam de experienciar tens\u00e3o e medo em uma sala de cinema, <strong>\u201cUm Lugar Silencioso\u201d<\/strong> \u00e9 o filme perfeito, no qual voc\u00ea pode vivenciar essa sensa\u00e7\u00e3o com o m\u00e1ximo de intensidade te levando ao limite.<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p>Uma das poucas ressalvas que tenho com o filme \u00e9 que sinto que ele seja \u201cesquec\u00edvel\u201d r\u00e1pido demais. \u00c9 uma experi\u00eancia para o momento, mas que com o tempo ao inv\u00e9s de crescer, n\u00e3o marca tanto. Acredito que seja um filme que n\u00e3o enrique\u00e7a com as revisitas, pois vai contar com o fator da previsibilidade, que deve tirar o peso da sensa\u00e7\u00e3o de o ter visto pela primeira vez. Mas s\u00f3 posso afirmar depois de ter revisto. Sem dar spoilers, algumas escolhas de roteiro tamb\u00e9m s\u00e3o question\u00e1veis e no papel parecem ter funcionado melhor (talvez o excesso de monstro tenha sido uma imposi\u00e7\u00e3o dos produtores, mas acabam tirando um pouco do impacto do medo por aparecerem demais).<\/p>\n<p>Por fim, uma \u00faltima considera\u00e7\u00e3o. Tive oportunidade de ler o roteiro original depois de ter escrito essa an\u00e1lise e fiquei ainda mais impressionado. <strong>\u201cUm Lugar Silencioso\u201d<\/strong> \u00e9 um filme muito pessoal que tocou <strong>Krasinski<\/strong> em um momento peculiar da sua vida: tr\u00eas semanas antes de receber o roteiro para ler, sua esposa (a pr\u00f3pria atriz <strong>Emily Blunt<\/strong>, que contracena com ele) havia acabado de ganhar sua segunda filha. Em entrevista, ele declarou que uma experi\u00eancia afetou a outra. O fez questionar ser um bom pai, manter as tr\u00eas mulheres que vivem com ele seguras, coisas desse tipo. E ap\u00f3s ver o filme e ler o roteiro, consigo perceber como sua influ\u00eancia contribuiu para a hist\u00f3ria. Segundo uma frase do mestre <strong>Alfred Hitchcock: <em>\u201co \u00fanico modo que encontrei para me livrar dos meus medos foi fazer filmes sobre eles\u201d<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n<p>Isso me fez lembrar de uma frase na parede do galp\u00e3o onde Lee se protege com a fam\u00edlia: <em><strong>\u201cShall I compare thee to a summer\u2019s day?\u201d<\/strong><\/em>. Em uma tradu\u00e7\u00e3o livre: <em><strong>\u201cDevo te comparar a um dia de ver\u00e3o\u201d?<\/strong><\/em> A frase pertence ao <strong>Soneto 18<\/strong> de Shakespeare, um dos seus mais famosos. Foi uma homenagem do escritor \u00e0 sua amada, uma explica\u00e7\u00e3o de que o ver\u00e3o passa e leva com ele sua beleza, mas as palavras deste poema imortalizariam a beleza dela para sempre. Assim como o amor de Lee pela sua fam\u00edlia (e possivelmente o de Krasinski por Blunt e suas filhas), algo que nada jamais poderia separar. <strong>&#8220;Um Lugar Silencioso&#8221;<\/strong> \u00e9 um filme assustador, sem d\u00favidas, mas nem por isso deixa de ser tocante e emotivo, mostrando que no final das contas o que importa \u00e9 proteger aqueles que amamos e torcer por um futuro melhor.<\/p>\n<p><strong><em>Como hei de comparar-te a um dia de ver\u00e3o?<br \/>\n\u00c9s muito mais am\u00e1vel e mais amena:<br \/>\nOs ventos sopram os doces bot\u00f5es de maio,<br \/>\nE o ver\u00e3o finda antes que possamos come\u00e7\u00e1-lo:<br \/>\nPor vezes, o sol lan\u00e7a seus c\u00e1lidos raios,<br \/>\nOu esconde o rosto dourado sob a n\u00e9voa;<br \/>\nE tudo que \u00e9 belo um dia acaba,<br \/>\nSeja pelo acaso ou por sua natureza;<br \/>\nMas teu eterno ver\u00e3o jamais se extingue,<br \/>\nNem perde o frescor que s\u00f3 tu possuis;<br \/>\nNem a Morte vir\u00e1 arrastar-te sob a sombra,<br \/>\nQuando os versos te elevarem \u00e0 eternidade:<br \/>\nEnquanto a humanidade puder respirar e ver,<br \/>\nViver\u00e1 meu canto, e ele te far\u00e1 viver.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>E voc\u00ea, j\u00e1 assistiu ou est\u00e1 ansioso para ver? Concorda ou discorda da an\u00e1lise? Deixe seu coment\u00e1rio ou cr\u00edtica (educadamente) e at\u00e9 a pr\u00f3xima! <\/strong><\/p>\n<p><strong>Para mais coment\u00e1rios sobre filmes, sigam-me nas redes sociais:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilo_calazans\/\"><strong>https:\/\/www.instagram.com\/danilo_calazans\/<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/calazansdanilo\"><strong>https:\/\/www.facebook.com\/calazansdanilo<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/danilo2calazans\"><strong>https:\/\/twitter.com\/danilo2calazans<\/strong><\/a><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Danilo Calazans. Candidato a filme mais tenso do ano entra em cartaz essa semana. Descubra o que achamos!<\/p>","protected":false},"author":22,"featured_media":72477,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2415,2423],"tags":[1396,14209,13899,126,12,13897],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72475"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72475"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72475\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72488,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72475\/revisions\/72488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72477"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}