{"id":73039,"date":"2018-08-15T00:15:16","date_gmt":"2018-08-15T03:15:16","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=73039"},"modified":"2018-08-15T18:24:29","modified_gmt":"2018-08-15T21:24:29","slug":"com-muitas-falhas-mente-sombria-e-um-pessimo-resultado-de-uma-adaptacao-adolescente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/com-muitas-falhas-mente-sombria-e-um-pessimo-resultado-de-uma-adaptacao-adolescente\/","title":{"rendered":"Com muitas falhas, \u201cMentes Sombrias\u201d \u00e9 um p\u00e9ssimo resultado de uma adapta\u00e7\u00e3o adolescente"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>Os leitores acreditam que o principal papel do cr\u00edtico \u00e9 falar mal. Obviamente que o termo \u201ccr\u00edtica\u201d corrobora para esse pensamento. Mas, para ser sincero, odiamos falar mal. Afinal, sentimos que nosso tempo foi jogado fora ao gastarmos horas assistindo a um filme ruim. H\u00e1 muitos momentos em que isso n\u00e3o acontece, que sa\u00edmos ou em d\u00favida ou felizes pela obra que assistimos. Agora, com \u201cMentes Sombrias\u201d, a realidade \u00e9 oposta e tem tudo aquilo que o cr\u00edtico mais odeia. Para ser sincero, chega a ser um pouco gratificante falar mal e soltar toda a raiva que sentimos durante as duas horas sentados na poltrona, mas odiamos ter que fazer isso. Neste momento, essa nova adapta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria est\u00e1 me fazendo agir assim. N\u00e3o acredito naquilo que muitos cr\u00edticos defendem de \u201cn\u00e3o veja essa coisa horr\u00edvel\u201d. Acredito que gosto \u00e9 relativo e todos devem assistir tudo, at\u00e9 o pior filme. Mas, apesar de existir uma relatividade no gosto, n\u00e3o existe quando o assunto \u00e9 t\u00e9cnica. E \u201cMentes Sombrias\u201d falha em todos os quesitos. Sem exagero.<\/p>\n<p>&nbsp;Com notas medianas em sites liter\u00e1rios, a obra da americana <strong>Alexandra Bracken<\/strong>&nbsp;traz pequenos momentos de originalidade, tanto que por se basear em milhares de obras iguais, com pontos diferentes, faz sua for\u00e7a ser m\u00ednima. Com o filme, \u00e9 a mesma coisa. As refer\u00eancias de hist\u00f3rias p\u00f3s-apocal\u00edpticas e crian\u00e7as poderosas s\u00e3o n\u00edtidas, indo de \u201cHarry Potter\u201d (2001-2011) a <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/a-5a-onda\/\">\u201cA Quinta Onda\u201d (2016)<\/a>. Mas nada \u00e9 bem aproveitado. O roteiro de <strong>Chad Hodge<\/strong>&nbsp;n\u00e3o tem vergonha em trabalhar com as situa\u00e7\u00f5es e justificativas mais clich\u00eas da hist\u00f3ria do cinema, construindo uma sociedade fraca, com her\u00f3is fracos e vil\u00f5es ainda mais fracos. Tudo se torna previs\u00edvel, chegando a momentos em que o pr\u00f3prio filme se contradiz. Em certas situa\u00e7\u00f5es, o personagem diz algo, mas logo em seguida n\u00e3o ocorre na maneira dita, sem justificativa nenhuma. A sociedade \u00e9 at\u00e9 bem pensada, mas nada t\u00e3o diferente de <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/jogos-vorazes-a-esperanca-o-final\/\">\u201cJogos Vorazes\u201d (2012)<\/a> ou <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/divergente\/\">\u201cDivergente\u201d (2014)<\/a>. Os personagens s\u00e3o tudo aquilo que o cinema j\u00e1 mostrou diversas vezes e est\u00e1 longe de conversar diretamente com o jovem, o principal p\u00fablico alvo. No fim, o filme se demonstrou querer atingir apenas os f\u00e3s dos livros, e olha, n\u00e3o aguardo boas opini\u00f5es dos leitores.<\/p>\n<p>&nbsp;Mas, ainda que o texto fosse ruim, poderia haver alguma salva\u00e7\u00e3o. Mas <strong>Jennifer Yuh Nelson<\/strong>&nbsp;decidiu seguir a risco o roteiro e trazer uma dire\u00e7\u00e3o med\u00edocre. Tudo \u00e9 mal estabelecido. A c\u00e2mera da sul coreana \u00e9 p\u00e9ssima, utilizando recursos padr\u00f5es de fotografia e takes clich\u00eas. Nada \u00e9 diferente e inovador. O que difere de sua filmografia, j\u00e1 quem em \u201cKung Fu Panda 2\u201d (2011) e \u201cKung Fu Panda 3\u201d (2016) ela demonstrou uma criatividade significativa. Tudo bem que a anima\u00e7\u00e3o ajuda a explorar melhor, mas aqui, ela se mant\u00e9m est\u00e1vel, sem renovar absolutamente nada. E sendo esse seu primeiro longa live action, a diretora demonstrou n\u00e3o ter controle sobre seus atores. Todos s\u00e3o mal explorados e mal dirigidos, mas h\u00e1 um consenso. Al\u00e9m da m\u00e3o da diretora n\u00e3o ser boa, ningu\u00e9m do elenco mostra qualquer vontade de querer atuar bem. Nem um nome de peso faria a diferen\u00e7a em todo o estrago. At\u00e9 o trabalho de <strong>Mandy Moore<\/strong>(\u201cThis Is Us\u201d) e <strong>Gwendoline Christie<\/strong>&nbsp;(\u201cGame Of Thrones\u201d) poderiam ter algum destaque, mas as duas trabalham com personagens p\u00e9ssimas, constru\u00eddas de maneira fajuta e entregam uma atua\u00e7\u00e3o p\u00edfia perto da carreira das duas. Mas o problema maior consegue ser com Gwendoline, que conseguiu viver um papel t\u00e3o mal constru\u00eddo quanto a Capit\u00e3 Phasma em \u201cStar Wars\u201d. Tudo \u00e9 muito triste.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagem&#8221; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/the-darkest-minds-amandla_stenberg_harris_dickinson_credit_d.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;off&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;off&#8221; animation=&#8221;off&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; custom_margin=&#8221;30px||30px|&#8221;]<\/p>\n<p>[\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>Nem a ambienta\u00e7\u00e3o, que poderia ter seu destaque, salva. Jennifer constr\u00f3i o comum em um mundo p\u00f3s-apocal\u00edptico e explora muito do que j\u00e1 havia sido usado no p\u00e9ssimo \u201cA Quinta Onda\u201d, inclusive a constru\u00e7\u00e3o do romance e das viradas, ambos desagrad\u00e1veis. S\u00e3o 01h44min de pura tristeza. Nada se salva por completo. Os efeitos especiais, que poderiam trazer algo v\u00e1lido &#8211; como o que aconteceu em <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/maze-runner-a-cura-mortal-conclui-a-trilogia-de-forma-honesta-mas-nada-inovadora\/\">\u201cMaze Runner\u201d (2014-2018) <\/a>&#8211; \u00e9 ruim &#8211; sendo esse o maior elogio poss\u00edvel ao filme &#8211; e faz todo o ambiente, j\u00e1 insatisfat\u00f3rio, ser pior ainda. E dentro de toda a ambienta\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de realidade, o roteiro volta a se destacar negativamente.<\/p>\n<p>O pior n\u00e3o s\u00e3o os personagens mal estabelecidos ou as contradi\u00e7\u00f5es, mas sim, os di\u00e1logos. Hodge esqueceu que estava trabalhando com crian\u00e7as\/adolescentes e construiu conversas dignas de \u201cMalha\u00e7\u00e3o\u201d, com ensinamentos ditos de forma rob\u00f3tica e pleon\u00e1sticas. Houve um esquecimento sobre o audiovisual, e que, se o filme est\u00e1 mostrando algo, n\u00e3o precisa ser mais dito. Mas Hodge sentiu prazer em ser redundante e repetir v\u00e1rias vezes a mesma coisa ou dizer algo que acabou de ser mostrado. Quanto aos ensinamentos, esqueceu que o que Bracken fez, \u201cX-Men\u201d j\u00e1 havia feito h\u00e1 anos nos quadrinhos e com uma met\u00e1fora muito melhor trabalhada. Ali\u00e1s, os mutantes se demonstraram outra fonte de inspira\u00e7\u00e3o clar\u00edssima, quanto a sociedade, as diferen\u00e7as e os poderes, tudo \u00e9 parecido. Para se obter o n\u00edvel, h\u00e1 muitos pontos iguais a \u201cX-Men: O Confronto Final\u201d (2006). Bem, acho que isso j\u00e1 diz muito.<\/p>\n<p>A inconsist\u00eancia da hist\u00f3ria entregue em \u201cMentes Sombrias\u201d \u00e9 triste. Principalmente pelo simples n\u00e3o ter sido trabalhado. Apesar de tudo, h\u00e1 sim um potencial na hist\u00f3ria, mas que foi destru\u00eddo com uma dire\u00e7\u00e3o fraca, efeitos med\u00edocres e um roteiro desprez\u00edvel. O resto \u00e9 resto. N\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o quanto aos personagens, que s\u00e3o dispens\u00e1veis. N\u00e3o h\u00e1 encanto, e a mensagem que deveriam passar fica em terceiro plano, sem qualquer for\u00e7a. Houve uma tentativa de enfim termos uma protagonista jovem e negra em uma franquia de sucesso, mas foi totalmente frustrada. Fox demonstrou seu medo iminente com a compra da Disney e demonstrou uma clara tentativa de al\u00e7ar seus pr\u00f3prios her\u00f3is, mas o resultado foi decepcionante. Como cr\u00edtico, fico aliviado em soltar essas palavras, mas triste por ver que, em pleno 2018, um est\u00fadio grande, com obras primorosas, consegue fazer um filme t\u00e3o errado quanto \u201cMentes Sombrias\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o pedimos obras primas de todos, mas o b\u00e1sico feito com compet\u00eancia \u00e9 o m\u00ednimo esperado. E n\u00e3o se sinta convidativo por ver que a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma de \u201cStranger Things\u201d (2016-) e <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/a-chegada\/\">\u201cA Chegada\u201d (2016)<\/a>, pois n\u00e3o h\u00e1 nada da aventura adolescente da s\u00e9rie da Netflix e n\u00e3o chegou perto da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de <strong>Denis Villeneuve<\/strong>. Inesperadamente, <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/de-forma-amadora-clint-eastwood-desencanta-com-direcao-de-15h17-trem-para-paris\/\">\u201c15h17 &#8211; Trem Para Paris\u201d (2018)<\/a> ganhou um bom concorrente este ano.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Longa adapta livro de Alexandra Bracken.<\/p>","protected":false},"author":33,"featured_media":73040,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2415,2423],"tags":[13283,13282,14299],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73039"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73039"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73039\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73070,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73039\/revisions\/73070"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}