{"id":73280,"date":"2018-09-29T14:30:16","date_gmt":"2018-09-29T17:30:16","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=73280"},"modified":"2018-10-03T17:30:21","modified_gmt":"2018-10-03T20:30:21","slug":"boa-opcao-para-o-final-de-semana-coracao-de-cowboy-entra-em-cartaz-em-180-salas-espalhadas-pelo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/boa-opcao-para-o-final-de-semana-coracao-de-cowboy-entra-em-cartaz-em-180-salas-espalhadas-pelo-brasil\/","title":{"rendered":"Boa op\u00e7\u00e3o para o final de semana, &#8216;Cora\u00e7\u00e3o de Cowboy&#8217; entra em cartaz em 180 salas espalhadas pelo Brasil"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243;]<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (27), estreou nos cinemas o drama sertanejo <strong>\u2018Cora\u00e7\u00e3o de Cowboy\u2019<\/strong>. O filme conta a hist\u00f3ria de Lucca (<strong>Gabriel Sater<\/strong>, filho do cantor Almir Sater), um cantor de sertanejo universit\u00e1rio extremamente popular que se sente obrigado pela empres\u00e1ria a gravar hits cada vez mais pegajosos e com pouca profundidade.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma desaven\u00e7a no est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o, Lucca retorna \u00e0 sua cidade natal no interior de S\u00e3o Paulo em busca de inspira\u00e7\u00e3o para se reconectar com suas ra\u00edzes e com o pai, Joaquim (<strong>Jackson Antunes<\/strong>), confrontando feridas deixadas abertas no passado. L\u00e1 ele tamb\u00e9m reencontra Marcelle (<strong>Tha\u00eds Pacholek<\/strong>), uma antiga companheira de m\u00fasica e conhece e se aproxima de Paula (<strong>Thaila Ayala<\/strong>), uma destemida dona de bar por quem acaba se interessando.<\/p>\n<p>O <strong>Super Cinema Up<\/strong> bateu um papo com o elenco e com o diretor do longa, <strong>Gui Pereira<\/strong>, para saber um pouco mais sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o de \u2018Cora\u00e7\u00e3o de Cowboy\u2019 e o que ele representou nas vidas de cada um deles. Confira a entrevista completa abaixo:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Super Cinema Up:<\/strong> Gui, \u00e9 a sua estreia como diretor de um longa-metragem, de onde veio a inspira\u00e7\u00e3o para fazer o \u2018Cora\u00e7\u00e3o de Cowboy\u2019?<\/p>\n<p><strong>Gui Pereira:<\/strong> Eu sempre me interessei muito pela tem\u00e1tica sertaneja, sempre fui f\u00e3 da m\u00fasica e do pr\u00f3prio universo, bota, chap\u00e9u, cinto, etc. Ent\u00e3o foi uma consequ\u00eancia, eu quis escrever o tipo de filme que eu gostaria de assistir.<\/p>\n<p><strong>Super Cinema Up:<\/strong> E de onde vem a liga\u00e7\u00e3o de voc\u00eas com o universo sertanejo?<\/p>\n<p><strong>Gui Pereira:<\/strong> Eu sou daqui de S\u00e3o Paulo mesmo, sou da Mooca. S\u00f3 que todo final de semana, f\u00e9rias, eu ia muito para Jaguari\u00fana, um tio tinha s\u00edtio l\u00e1. Ent\u00e3o o sertanejo sempre fez parte da minha vida.<\/p>\n<p><strong>Thaila Ayala: <\/strong>Eu sou de Presidente Prudente e desde que eu me conhe\u00e7o por gente, todas as minhas mem\u00f3rias afetivas de inf\u00e2ncia t\u00eam liga\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica sertaneja. Meu pai ouvia Rio Negro e Solim\u00f5es, Milion\u00e1rio e Jos\u00e9 Rico, Chit\u00e3ozinho e Xoror\u00f3, ent\u00e3o, fazer o filme foi realmente uma volta \u00e0s minhas origens.<\/p>\n<p><strong>Tha\u00eds Pacholek:<\/strong> Eu sou curitibana, mas fui criada no interior do Paran\u00e1, numa cidade chamada Jacarezinho. Eu amo m\u00fasica sertaneja, sempre gostei. Conhecer meu marido (o cantor Belutti, da dupla Marcos e Belutti), que trabalha com m\u00fasica sertaneja, foi por acaso. E no dia-a-dia ele curte mais outros g\u00eaneros, mas no meu carro, por exemplo, voc\u00ea vai escutar muita m\u00fasica sertaneja, porque eu gosto de ouvir bem alto, dan\u00e7ar, etc. Eu amo mesmo m\u00fasica sertaneja (risos).<\/p>\n<p><strong>Super Cinema Up:<\/strong> Como voc\u00eas contaram um pouquinho na coletiva, ao contr\u00e1rio do que muitos podem pensar, o filme n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma cr\u00edtica ao mercado atual da m\u00fasica, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p><strong>Gui Pereira:<\/strong> Exatamente, ele \u00e9 mais uma cr\u00edtica ao ser humano, \u00e0 pessoa que se vende e perde sua identidade, suas ra\u00edzes. Acho que esse \u00e9 o ponto principal, voc\u00ea tem que dan\u00e7ar junto conforme a m\u00fasica, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 porque um tipo de sertanejo vende mais que voc\u00ea tem que perder sua identidade e cantar somente m\u00fasicas sobre \u201ccacha\u00e7a no Guaruj\u00e1\u201d (risos). Ent\u00e3o voc\u00ea pode se atualizar, n\u00e3o sou contra a atualiza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, mas sou contra voc\u00ea perder completamente sua origem e o que voc\u00ea representa.<\/p>\n<p><strong>Tha\u00eds Pacholek:<\/strong> Eu tra\u00e7o um paralelo muito moderno, digamos assim, para entender. Eu sou uma atriz que, para mim, n\u00e3o \u00e9 org\u00e2nico por exemplo, pegar o celular e dizer \u201coi gente, estou dando aqui uma entrevista muito legal&#8230;\u201d, ou seja, eu n\u00e3o tenho isso dentro de mim. Mas, como atriz, eu preciso entrar nessa modernidade, encontrar um equil\u00edbrio. E eu acho que o filme trata exatamente isso dentro do universo sertanejo, qual \u00e9 o equil\u00edbrio que o personagem Lucca precisa encontrar para n\u00e3o fugir do que ele acredita? O que a Marcelle pode fazer para continuar compondo suas m\u00fasicas e continuar cantando da forma que ela quer? Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mesmo uma cr\u00edtica, mas encontrar um equil\u00edbrio dentro disso tudo que a gente vive hoje.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/MV5BN2MwZjZhZWMtZTEwMi00Mzg4LTg0OWQtNTc2ODJkOWE1NWRhXkEyXkFqcGdeQXVyMjExMzU3MjM@._V1_.jpg&#8221; \/][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Super Cinema Up:<\/strong> Gui, o filme me fez lembrar de um longa da Sofia Coppola, <strong>\u2018Um Lugar Qualquer\u2019<\/strong> (\u2018Somewhere\u2019, 2010), que tamb\u00e9m conta a hist\u00f3ria de um artista famoso que est\u00e1 sempre em hot\u00e9is chiques e rodeado de mulheres bonitas, mas que em determinado ponto da carreira sente aquele vazio por dentro, a necessidade de estar junto das pessoas que realmente importam para ele.<\/p>\n<p><strong>Gui Pereira:<\/strong> Sim, eu adoro este filme, inclusive. E voc\u00ea tem muita raz\u00e3o nisso.<\/p>\n<p><strong>Super Cinema Up:<\/strong> E isso acaba tornando seu filme mais interessante porque ele passa a ter uma abordagem mais pessoal do que \u2018global\u2019, digamos, do mercado, focando mais na import\u00e2ncia de se reconectar com as ra\u00edzes e com a fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Gui Pereira:<\/strong> \u00c9 isso mesmo, o filme \u00e9 muito humano, \u00e9 sobre rela\u00e7\u00f5es, pessoas, conflitos que qualquer um de n\u00f3s podemos ter, voc\u00ea, eu&#8230; Ent\u00e3o, acho que foi exatamente isso que eu busquei.<\/p>\n<p><strong>Super Cinema Up:<\/strong> Tha\u00eds e Thaila, voc\u00eas j\u00e1 s\u00e3o atrizes h\u00e1 um bom tempo, fizeram v\u00e1rias novelas e filmes, e entrando em um dos temas que o filme toca, o que traz inspira\u00e7\u00e3o para voc\u00eas, o que as atraem ao escolher seus projetos?<\/p>\n<p><strong>Tha\u00eds Pacholek:<\/strong> Na verdade eu sou muito aberta \u00e0s oportunidades, sou muito religiosa e pe\u00e7o muito a Deus que os projetos que cheguem a mim, venham com a minha energia, e foi o que aconteceu com o Cora\u00e7\u00e3o de Cowboy. Eu n\u00e3o preciso trabalhar pelo dinheiro, ent\u00e3o eu trabalho com o que eu gosto de fazer, com o que faz meu cora\u00e7\u00e3o disparar (risos).<\/p>\n<p><strong>Thaila Ayala: <\/strong>Varia muito, acho que cada trabalho te exige lugares diferentes, por exemplo a Hel\u00f4, que estou fazendo para uma s\u00e9rie da Netflix, \u00e9 uma mulher de 1959, uma jornalista que luta pra caramba pelo espa\u00e7o da mulher naquela \u00e9poca, feminista, ent\u00e3o eu fui ler Simone de Beauvoir, entende? Para fazer a Paula, eu procurei estar mais tempo no interior, pedi para chegar antes das minhas datas de filmagens para que eu tivesse mais essa reconex\u00e3o com o sotaque, com a vida no campo, voltar a escutar o sertanejo que eu j\u00e1 ouvia e coisas novas tamb\u00e9m, ent\u00e3o acho que cada trabalho nos traz a lugares diferentes.<\/p>\n<p><strong>Super Cinema Up:<\/strong> Gui, todo o elenco elogiou a forma como voc\u00ea trabalhou com eles, conversando bastante, escutando e eu queria saber o que voc\u00ea achou, como foi dirigir a Thaila, o Gabriel e a Tha\u00eds?<\/p>\n<p><strong>Gui Pereira:<\/strong> Eles t\u00eam o cr\u00e9dito deles, porque todos s\u00e3o artistas que trouxeram perguntas muito relevantes, e que acrescentaram muito ao roteiro. Coisas que eu nem estava pensando para tal cena, a Thaila \u00e0s vezes falava alguma coisa que eu pensava, verdade, d\u00e1 para fazer uma din\u00e2mica diferente aqui, etc. Ent\u00e3o, o fato de eles terem um conhecimento muito grande dos pr\u00f3prios personagens, ajudou essa elabora\u00e7\u00e3o ainda mais legal que a gente teve nos sets de filmagem.<\/p>\n<p><strong>Super Cinema Up:<\/strong> E sobre as participa\u00e7\u00f5es especiais, h\u00e1 v\u00e1rias ao longo do filme, como voc\u00ea fez para convidar tantos artistas a se envolverem no projeto?<\/p>\n<p><strong>Gui Pereira:<\/strong> Eu j\u00e1 conhecia o Chit\u00e3ozinho e o Xoror\u00f3, t\u00ednhamos feito alguns trabalhos juntos e o primeiro convite foi feito a eles, obviamente, porque eu precisava deles para homenage\u00e1-los. E eles j\u00e1 conheciam meu trabalho em alguns curtas, ent\u00e3o confiaram e vestiram a camisa do projeto. E a partir do momento que voc\u00ea tem Chit\u00e3ozinho e Xoror\u00f3 no projeto, \u00e9 muito f\u00e1cil chegar em outros artistas, como Rio Negro e Solim\u00f5es, e explicar essa homenagem. A\u00ed eles toparam na hora (risos).<\/p>\n<p>Lembrando que <strong>&#8216;Cora\u00e7\u00e3o de Cowboy&#8217;<\/strong> j\u00e1 est\u00e1 em cartaz nos cinemas e o elenco conta tamb\u00e9m com Jackson Antunes, Fran\u00e7oise Forton, Guilia Nassa e Guile Branco, e a trilha sonora foi composta por Lucas Lima, integrante da Fam\u00edlia Lima.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Danilo Calazans. 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