{"id":73566,"date":"2018-11-01T13:53:59","date_gmt":"2018-11-01T16:53:59","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=73566"},"modified":"2018-11-01T13:53:59","modified_gmt":"2018-11-01T16:53:59","slug":"bohemian-rhapsody-nao-e-a-homenagem-que-o-queen-merecia-mas-e-a-que-o-publico-pedia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/bohemian-rhapsody-nao-e-a-homenagem-que-o-queen-merecia-mas-e-a-que-o-publico-pedia\/","title":{"rendered":"\u201cBohemian Rhapsody\u201d n\u00e3o \u00e9 a homenagem que o Queen merecia, mas \u00e9 a que o p\u00fablico pedia"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243;]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confus\u00f5es, trocas, pol\u00eamicas e demiss\u00f5es. Por mais que essa seja uma trama muita pr\u00f3xima da carreira de uma das maiores &#8211; sen\u00e3o a maior &#8211; banda de rock da hist\u00f3ria, na verdade, essa foi a jornada da produ\u00e7\u00e3o de <strong>Bohemian Rhapsody.<\/strong> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As diferen\u00e7as criativas entre integrantes da banda e o ator <strong>Sacha Baron Cohen<\/strong> &#8211; at\u00e9 ent\u00e3o cotado para viver Freddie &#8211; e a demiss\u00e3o repentina de <strong>Bryan Singer<\/strong> da dire\u00e7\u00e3o foram fatos fundamentais para o longa sofrer. No entanto, em tela, toda essa confus\u00e3o e conflito \u00e9 evidente parcialmente, sobressaindo o poder e a forma\u00e7\u00e3o da lenda que \u00e9 o <strong>Queen<\/strong>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde sua forma\u00e7\u00e3o, em 1970, a banda formada por <strong>Brian May<\/strong>, <strong>Roger Taylor<\/strong>, <strong>John Deacon<\/strong> e <strong>Freddie Mercury<\/strong> fez hist\u00f3ria na m\u00fasica e at\u00e9 hoje \u00e9 um dos nomes mais importantes do rock mundial. Muito n\u00e3o se deve apenas ao grupo, mas a Mercury. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sua voz, comprovada cientificamente ser algo inigual\u00e1vel, ganhou for\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 na m\u00fasica como tamb\u00e9m um representante LGBT. Portanto, era evidente que o filme respons\u00e1vel por contar sua vida fosse feito por algu\u00e9m que se sentisse representado pelo cantor e <strong>Bryan Singer<\/strong>, respons\u00e1vel pela adapta\u00e7\u00e3o dos <strong>X-Men<\/strong> aos cinemas, foi o escolhido. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de sua demiss\u00e3o no final do ano passado, <strong>Bohemian Rhapsody<\/strong> tem as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias para uma obra do diretor, tanto que o longa manteve a assinatura dele. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Peter Morgan<\/strong> e <strong>Anthony McCarten<\/strong> escolheram dar uma vis\u00e3o mais otimista da vida de Freddie. O roteiro, escrito exclusivamente por McCarten tratou de n\u00e3o pesar na trajet\u00f3ria do cantor e manteve a estrutura b\u00e1sica e comum de uma cinebiografia. N\u00e3o h\u00e1 surpresas quanto a montagem ou o uso excessivo de frases feitas, justamente pelo longa seguir uma linha narrativa padr\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por mais que cinematograficamente seja decepcionante, at\u00e9 porque quem conhece <strong>Freddie Mercury<\/strong>, sabe de todas as pol\u00eamicas envolvendo seu ego. Por\u00e9m, o tratamento escolhido aqui foi o de n\u00e3o denegrir a imagem do m\u00fasico. Por mais que ele seja uma lenda, o peso de seu temperamento ainda sonda sua carreira. No entanto, Singer decidiu dar leveza nisso, at\u00e9 para n\u00e3o estragar o s\u00edmbolo que ele \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 para milhares de pessoas, como para si pr\u00f3prio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A exclus\u00e3o de peso em determinados momentos da carreira de Freddie n\u00e3o diminuem o longa. O texto sim. Seguir a narrativa padr\u00e3o de cinebiografias \u00e9 uma forma de se manter seguro na proposta e funciona, contudo, gera problemas reais nos di\u00e1logos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">McCarten trabalha muito bem a leveza e os momentos de humor, mas seu ac\u00famulo exagerado de frases feitas com mensagens fortes &#8211; por\u00e9m ditas de maneira fraca &#8211; estraga grande parte do filme. Como esperado, o longa tamb\u00e9m trabalha um longo per\u00edodo de tempo, iniciando em 70 e finalizando em 85, com a participa\u00e7\u00e3o do Queen no Live Aid. Trabalhar 15 anos de carreira em duas horas exigiu um corte grande na hist\u00f3ria. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, muito das situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o ganham profundidade alguma, ainda mais aquelas de desconhecimento do p\u00fablico. <\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_image _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243; src=&#8221;http:\/\/supercinemaup.com\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Bohemian-Rhapsody02.jpg&#8221; \/][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243;]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, nesse mesmo segmento, temos, apesar de superficiais, momentos \u00fanicos de origem de algumas m\u00fasicas e reuni\u00f5es que claramente foram introduzidas com a ajuda de Taylor, May e Deacon no roteiro. Essas surpresas e intimidades fazem do filme algo divertido e leve de se ver, trazendo ainda mais carisma para m\u00fasicos que j\u00e1 admiramos. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Essa admira\u00e7\u00e3o, por sua vez, ganha um certo exagero, colocando o <strong>Queen<\/strong> a todo momento no pedestal, sem ao menos trazer uma contextualiza\u00e7\u00e3o, com poucas cita\u00e7\u00f5es a outras bandas e m\u00fasicos t\u00e3o grandes quanto da mesma \u00e9poca.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por mais que seja um ponto negativo no ponto de vista hist\u00f3rico, \u00e9 compreens\u00edvel pela presen\u00e7a de Singer como diretor. Um filme leve, divertido e que emocione os f\u00e3s da banda era o esperado e \u00e9 o que foi entregue. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo com falhas cinematogr\u00e1ficas, a trilha sonora, obviamente composta com grandes sucessos do <strong>Queen<\/strong> faz qualquer texto ruim ser esquecido. O foco \u00e9 o grande p\u00fablico e esse objetivo ele atinge com maestria, construindo uma narrativa flu\u00edda, apesar de acelerada e sem estragar a ess\u00eancia magn\u00edfica de Mercury e outros integrantes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muito dessa gratifica\u00e7\u00e3o ao cantor vem da atua\u00e7\u00e3o de <strong>Rami Malek<\/strong>, que, apesar de n\u00e3o conseguir fazer um bom trabalho facial, entrega uma bel\u00edssima performance corporal, passando a sensa\u00e7\u00e3o de ser o pr\u00f3prio Mercury em tela. Com o elenco secund\u00e1rio, ocorre diferente. Bem parecidos com os integrantes originais &#8211; menos <strong>Ben Hardy<\/strong> como <strong>Brian May<\/strong> &#8211; o elenco de apoio n\u00e3o entrega um trabalho excepcional, mas o necess\u00e1rio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A trajet\u00f3ria de Mercury, Taylor, May e Deacon ent\u00e3o, recebe um tratamento de acordo com a proposta do longa. N\u00e3o h\u00e1 surpresas, mas h\u00e1 divers\u00e3o e uma admira\u00e7\u00e3o pela banda e suas m\u00fasicas. Esse sentimento ganha ainda mais for\u00e7a nos 20 minutos finais, com a recria\u00e7\u00e3o do show inteiro do <strong>Live Aid<\/strong> &#8211; um dos maiores e mais importantes concertos de rock de todos os tempos &#8211; de 1985. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Recria\u00e7\u00e3o essa, perfeita. A partir do in\u00edcio da performance, o espectador embarca entre os 74 mil f\u00e3s presentes naquele ano diante do show que colocou, finalmente, o <strong>Queen<\/strong> na hist\u00f3ria. N\u00e3o s\u00f3 por ter sido o primeiro show de Mercury ap\u00f3s descobrir ser HIV positivo, mas por toda a energia presente no palco. Na performance, o elenco se mostra outro, todos ali demonstram entregar o cora\u00e7\u00e3o em tela e animam a sala de cinema, que, achar\u00e1 imposs\u00edvel se segurar para n\u00e3o cantar um sucesso atr\u00e1s do outro, incluindo <strong>Radio Ga Ga<\/strong>, <strong>We Are The Champions<\/strong> e claro, <strong>Bohemian Rhapsody<\/strong>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todas as falhas do roteiro de McCarten e da dire\u00e7\u00e3o de Singer ali somem, tanto que Singer, durante o show, dirige de maneira grandiosa. A cada nota tocada o espectador sente que seu ingresso vale a pena, principalmente se for em uma sess\u00e3o <strong>IMAX<\/strong>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por sua vez, \u00e9 dif\u00edcil esquecer o tratamento de todo o filme, mas nada que estrague esse momento final ao lado de <strong>Freddie Mercury<\/strong>,<strong> Roger Taylor<\/strong>,<strong> Brian May <\/strong>e<strong> John Deacon<\/strong>. Nessa hora, o longa consegue provar que <strong>Queen<\/strong> \u00e9 sim parte da hist\u00f3ria do rock, da m\u00fasica e da humanidade.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243;] Confus\u00f5es, trocas, pol\u00eamicas e demiss\u00f5es. Por mais que essa seja uma trama muita pr\u00f3xima da carreira de uma das maiores &#8211; sen\u00e3o a maior &#8211; banda de rock da hist\u00f3ria, na verdade, essa foi a jornada da produ\u00e7\u00e3o de Bohemian Rhapsody. 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