{"id":73604,"date":"2018-11-07T18:40:03","date_gmt":"2018-11-07T21:40:03","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=73604"},"modified":"2019-05-15T16:04:17","modified_gmt":"2019-05-15T19:04:17","slug":"millennium-a-garota-na-teia-de-aranha-da-uma-cara-nova-para-personagens-velhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/millennium-a-garota-na-teia-de-aranha-da-uma-cara-nova-para-personagens-velhos\/","title":{"rendered":"&#8220;Millennium: A Garota na Teia de Aranha&#8221; d\u00e1 uma cara nova para personagens velhos"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243;]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o jornalista sueco <strong>Stieg Larsson<\/strong> escreveu a trilogia de livros, lan\u00e7ados entre 2005 e 2007, sobre uma hacker que sofreu abuso sexual e se transformou numa esp\u00e9cie de hero\u00edna contra a agress\u00e3o masculina, ele logo se tornaram best sellers. E n\u00e3o muito tempo depois foram adaptados para o cinema por uma companhia sueca, que lan\u00e7ou em 2009 adapta\u00e7\u00f5es para os tr\u00eas livros. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2011, chegou a vez de Hollywood se interessar pela hist\u00f3ria. Por\u00e9m, com sua pr\u00f3pria adapta\u00e7\u00e3o do primeiro livro intitulado <strong>Os Homens Que N\u00e3o Amavam as Mulheres (2011)<\/strong>, estrelado por <strong>Rooney Mara<\/strong>, interpretando a hacker <strong>Lisbeth<\/strong> e <strong>Daniel Craig<\/strong> como o jornalista <strong>Mikael Blomkvist<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante do sucesso da franquia e a morte de Larsson em 2004, antes mesmo da trilogia sequer ser publicada, a editora convidou o escritor, tamb\u00e9m sueco, <strong>David Lagercrantz<\/strong> para assumir a s\u00e9rie <strong>Millennium<\/strong>. Ent\u00e3o, foram publicados mais dois livros. Em 2015, <strong>A Garota na Teia de Aranha<\/strong> e em 2017, <strong>O Homem que Perseguia sua Sombra<\/strong>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Millennium: A Garota na Teia de Aranha<\/strong> \u00e9 baseado no quarto livro da s\u00e9rie, o primeiro n\u00e3o escrito por Larsson, e serve como uma sequ\u00eancia do longa de 2011, mesmo evitando os dois livros sequenciais da franquia<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; provavelmente para evitar compara\u00e7\u00f5es com as produ\u00e7\u00f5es suecas j\u00e1 lan\u00e7adas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por\u00e9m, mesmo continuando a narrativa do filme de <strong>David Fincher<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o se manteve, incluindo elenco. Dessa vez, <strong>Claire Foy<\/strong> ficou com a responsabilidade de dar vida a <strong>Lisbeth<\/strong>, enquanto\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Sverrir Gudnason<\/strong> viveu Mikael. Apesar de tudo diferente, o roteiro manteve a exist\u00eancia do primeiro filme, j\u00e1 trazendo o relacionamento dos dois constru\u00eddo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aqui, Lisbeth \u00e9 contratada por <strong>Frans Balder (Stephen Merchant)<\/strong> para recuperar um programa chamado <strong>FireFall<\/strong>, que ele mesmo criou para a <strong>NSA<\/strong>. Capaz de controlar os c\u00f3digos de lan\u00e7amentos nucleares de todo o mundo, ele percebe que deixar todo esse poder nas m\u00e3os de uma \u00fanica na\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o ter sido uma boa ideia. Arrependido, pede que <strong>Lisbeth<\/strong> o roube de volta da <strong>NSA<\/strong>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por\u00e9m, quando ela consegue recupera-lo, sofre um ataque abrupto de uma organiza\u00e7\u00e3o que rouba o programa criado por Balder e \u00e9 incriminada por crimes que n\u00e3o cometeu. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Sendo perseguida por uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa desconhecida, <strong>Lisbeth<\/strong> recorre a Mikael para descobrir a identidade dos homens que roubaram o <strong>FireFall<\/strong> e assim tentar recupera-lo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se a trama de espionagem cl\u00e1ssica lembra algum filme do <strong>James Bond<\/strong> n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa. Na verdade, todo o filme parece uma vers\u00e3o de <strong>007<\/strong>, com exce\u00e7\u00e3o dos momentos iniciais, onde <strong>Lisbeth<\/strong> puni um empres\u00e1rio acusado de agredir a esposa e garotas de programa. O resto do filme tem pouco ou quase nada da psicologia formada por traumas e da personalidade particular de <strong>Lisbeth<\/strong> presente nos filmes anteriores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A parceria entre <strong>Lisbeth<\/strong> e Mikael, antes pe\u00e7a central da trama, \u00e9 descartado na sequ\u00eancia.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O jornalista parece ser inclu\u00eddo na hist\u00f3ria apenas por respeito ao original, j\u00e1 que sua participa\u00e7\u00e3o no desenvolvimento da trama \u00e9 desnecess\u00e1ria e o personagem, antes bem escrito, \u00e9 desinteressante e ap\u00e1tico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Camila (Sylvia Hoeks)<\/strong>, chefe da organiza\u00e7\u00e3o criminosa, \u00e9 uma vil\u00e3 gen\u00e9rica com poses de vil\u00e3 enquanto usa uma roupa muito vermelha para contrastar com toda a neve ao seu redor. Somente nos momentos finais sua conex\u00e3o com o passado de <strong>Lisbeth<\/strong> \u00e9 abordada de forma significativa, trazendo de volta um pouco da personagem que conhecemos no primeiro filme. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Contudo, at\u00e9 sua chegada, <strong>Lisbeth<\/strong> \u00e9 retratada como uma anti-hero\u00edna de um filme de a\u00e7\u00e3o qualquer, por\u00e9m pronta para salvar o mundo e dar uma surra nos vil\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta vers\u00e3o, Claire interpreta uma <strong>Lisbeth<\/strong> mais madura do que a de Rooney ou <strong>Noomi Rapace<\/strong>, de forma convincente, recheado de olhares profundos e poucos di\u00e1logos. Entretanto, al\u00e9m dela, pouco pode-se dizer da atua\u00e7\u00e3o do elenco de apoio, principalmente Sverrir e <strong>Lakeith Stanfield<\/strong>, descaradamente\u00a0desperdi\u00e7ados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao todo, o longa \u00e9 um bom suspense com reviravoltas descentes e uma performance consistente de Foy, mas por se afastar tanto da ideia original e apresentar uma hist\u00f3ria t\u00e3o gen\u00e9rica o, em grande parte, desinteressante. Parece que n\u00e3o s\u00f3 o elenco, o diretor e o autor do livro foram substitu\u00eddos, mas a hist\u00f3ria em si tamb\u00e9m.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243;] Quando o jornalista sueco Stieg Larsson escreveu a trilogia de livros, lan\u00e7ados entre 2005 e 2007, sobre uma hacker que sofreu abuso sexual e se transformou numa esp\u00e9cie de hero\u00edna contra a agress\u00e3o masculina, ele logo se tornaram best sellers. 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