{"id":73904,"date":"2019-03-13T08:14:41","date_gmt":"2019-03-13T11:14:41","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=73904"},"modified":"2019-06-05T11:05:35","modified_gmt":"2019-06-05T14:05:35","slug":"roteiro-obsoleto-de-maligno-frustra-quem-espera-um-bom-terror","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/roteiro-obsoleto-de-maligno-frustra-quem-espera-um-bom-terror\/","title":{"rendered":"Roteiro obsoleto de \u201cMaligno\u201d frustra quem espera um bom terror"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243;]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a dif\u00edcil miss\u00e3o de se tornar o primeiro longa de terror a se destacar em 2019 &#8211; ainda mais com a estreia de <strong>N\u00f3s<\/strong> chegando &#8211; <strong>Maligno<\/strong> adotou uma estrat\u00e9gia arriscada. Ao se aproveitar de uma estrutura narrativa padr\u00e3o, com trama descomplicada e reviravoltas simples, o longa poderia ter focado na t\u00e9cnica e explorar uma dire\u00e7\u00e3o mais solta e que se aproveitasse da sua ambienta\u00e7\u00e3o &#8211; como aconteceu com <strong>Invoca\u00e7\u00e3o do Mal<\/strong> (2013), por exemplo &#8211; ou simplesmente desencantar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pelo clima do texto at\u00e9 agora e pelo t\u00edtulo negativo, fica claro que o resultado de <strong>Maligno<\/strong> est\u00e1 bem mais pr\u00f3ximo da segunda realidade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vindo de uma filmografia toda marcada pelo terror, essa \u00e9 a primeira grande produ\u00e7\u00e3o de <strong>Nicholas McCarthy<\/strong>, o que at\u00e9 poderia justificar todo o amadorismo do longa. No entanto, sua dire\u00e7\u00e3o se sustenta e \u00e9 honesta com toda a premissa desenvolvida por <strong>Jeff Buhler<\/strong>. Toda a sua ambienta\u00e7\u00e3o \u00e9 bem explorada, mas sempre mantida em seguran\u00e7a, o que limita os riscos do cineasta. Portanto, o resultado s\u00f3 poderia ser algo simpl\u00f3rio e muito mais pr\u00f3ximo de outras obras do que algo simplesmente original, recheado com sustos gratuitos e um uso exagerado da trilha sonora para construir clima. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de se manter no \u00f3bvio, para n\u00e3o perder o controle da obra, McCarthy mant\u00e9m seu elenco na mesmice. O jovem <strong>Jackson Robert Scott<\/strong> justificou sua escala\u00e7\u00e3o depois da madura &#8211; mas curta &#8211; participa\u00e7\u00e3o em <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/misto-de-stranger-things-com-a-hora-do-pesadelo-it-a-coisa-capta-a-essencia-das-obras-de-stephen-king-como-poucos\/\"><strong>It &#8211; A Coisa<\/strong><\/a> (2017), e aqui, chega a controlar seu personagem de maneira sincera. Suas mudan\u00e7as de tom e humor s\u00e3o bem controladas e conseguem convencer, apesar de ter uma repeti\u00e7\u00e3o visual muito grande. H\u00e1 todo o momento seu personagem age da mesma maneira, mantendo um maneirismo inc\u00f4modo. O mesmo ocorre com <strong>Taylor Schilling<\/strong>. Apesar da americana conseguir se desvencilhar bem da sua personagem c\u00f4mica em <strong>Orange Is The New Black<\/strong> (2013 -), ela \u00e9 obrigada a repetir express\u00f5es constantes, mantendo-se na mesmice de outras interpreta\u00e7\u00f5es de m\u00e3es assustadas e desesperadas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao todo, o principal destaque do longa \u00e9 o texto e a narrativa de Buhler. Tanto no sentido negativo quanto positivo da an\u00e1lise. Como introduzido, a hist\u00f3ria de <strong>Maligno<\/strong> n\u00e3o entrega algo nada original, ainda mais em um cen\u00e1rio cinematogr\u00e1fico do terror muito pautado em dem\u00f4nios e encarna\u00e7\u00f5es, algo bastante presente na narrativa de <strong>Invoca\u00e7\u00e3o do Mal 2<\/strong> (2016), por exemplo. Mesmo com a escolha de Buhler transformar sua hist\u00f3ria em algo mais mundano, sem se aproveitar de uma criatura sobrenatural, n\u00e3o h\u00e1 muita coragem em seu texto. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Toda a constru\u00e7\u00e3o dos personagens, das cenas, das revela\u00e7\u00f5es, do estudo, absolutamente tudo \u00e9 muito parecido com dezenas de outras obras do g\u00eanero, o que desencanta quem espera ver algo diferente, como foi <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/corra-mistura-suspense-humor-negro-e-critica-social-de-maneira-irresistivel\/\"><strong>Corra<\/strong><\/a> (2017) ou <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/de-forma-primorosa-hereditario-entrega-um-dos-melhores-filmes-de-terror-da-decada\/\"><strong>Heredit\u00e1rio<\/strong><\/a> (2018). A ideia de estabelecer o mal mais real de um <em>serial killer<\/em> e que sua maldade \u00e9 transportada sem nunca \u201cmorrer\u201d inicialmente se demonstra corajosa, pela vis\u00e3o mais niilista da humanidade. No entanto, seu texto\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o foge de cl\u00e1ssicas conclus\u00f5es do g\u00eanero.<\/span><\/p>\n<p>O roteiro ainda peca na constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria. Buhler enche o filme com a\u00e7\u00f5es sem justificativas, tornando sua narrativa falha e pregui\u00e7osa, recheada com introdu\u00e7\u00f5es gratuitas e que n\u00e3o criam sentido para o caminhar narrativo. O desencanto com a proposta de Maligno \u00e9 constante, n\u00e3o s\u00f3 pelo o que o filme \u00e9 por si s\u00f3, mas tamb\u00e9m pelo o que poderia ter se tornado. O longa demonstrou uma oportunidade de amadurecimento, com um final mais poderoso e chocante. Todavia, fica claro o quanto a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o procurou riscos e se manteve dentro do esperado.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nisso, a escolha de Buhler trouxe as consequ\u00eancias esperadas para <strong>Maligno<\/strong>. O longa de McCarthy facilmente supera outras obras do g\u00eanero do ano, como <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/terror-alemao-o-manicomio-faz-o-genero-comecar-2019-com-o-pe-esquerdo\/\"><strong>O Manic\u00f4mio<\/strong><\/a> e <strong>A Maldi\u00e7\u00e3o da Freira<\/strong>, mas se manteve distante de ter qualquer destaque at\u00e9 o final do ano, podendo ser facilmente esquecido j\u00e1 na pr\u00f3xima semana. \u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.12.2&#8243;] Com a dif\u00edcil miss\u00e3o de se tornar o primeiro longa de terror a se destacar em 2019 &#8211; ainda mais com a estreia de N\u00f3s chegando &#8211; Maligno adotou uma estrat\u00e9gia arriscada. 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