{"id":73973,"date":"2019-04-04T16:57:12","date_gmt":"2019-04-04T19:57:12","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=73973"},"modified":"2019-06-05T11:01:43","modified_gmt":"2019-06-05T14:01:43","slug":"duas-rainhas-prendem-a-atencao-mas-nao-passam-veracidade-dos-fatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/duas-rainhas-prendem-a-atencao-mas-nao-passam-veracidade-dos-fatos\/","title":{"rendered":"&#8220;Duas Rainhas&#8221; prendem a aten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o passam veracidade dos fatos"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>&#8220;Duas Rainhas&#8221; \u00e9 baseado no livro biogr\u00e1fico <em>Queen of Scots: The True Life of Mary Stuart<\/em> de <strong>John Guy<\/strong>. Mary Stuart foi rainha da Esc\u00f3cia entre 1542 at\u00e9 1567, quando foi for\u00e7ada a abdicar o trono a favor de seu filho Jaime, que na \u00e9poca tinha 1 ano de idade, ela era a \u00fanica descente legitima de seu pai o rei Jaime V da Esc\u00f3cia, sendo tamb\u00e9m considerada pela parcela cat\u00f3lica dos ingleses a soberana legitima da Inglaterra, o que resultou em um conflito com sua prima, a rainha Elizabeth I da Inglaterra.<\/p>\n<p>Aos 5 anos ela foi enviada para Fran\u00e7a onde se casaria com Francisco II, herdeiro da coroa francesa, ent\u00e3o aos 16 anos ela ascendeu ao trono franc\u00eas por um breve per\u00edodo at\u00e9 que se tornou vi\u00fava aos 18 anos. Ap\u00f3s a morte de seu marido, Mary, que era cat\u00f3lica, volta para a Esc\u00f3cia para reivindicar seu trono e encontra uma Esc\u00f3cia majoritariamente protestante, governada l\u00e1 d\u00e1 Inglaterra pela rainha protestante Elizabeth I.<\/p>\n<p>O longa come\u00e7a mostrando o fim de Mary (<strong>Saoirse Ronan<\/strong>), que ap\u00f3s passar quase 20 anos sob custodia de Elizabeth (<strong>Margot Robbie<\/strong>) \u00e9 considerada culpada de uma conspira\u00e7\u00e3o para assassina-la.  Para entendermos como elas chegaram at\u00e9 esse momento, a hist\u00f3ria \u00e9 contada a partir da volta de Mary da Fran\u00e7a, e passa por todos os conflitos e conspira\u00e7\u00f5es em torno da sua tentativa de recuperar seu trono e reivindicar o trono ingl\u00eas, mesmo tendo pouco conhecimento da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de sua terra natal, uma vez que desde os 5 anos de idade morava na Fran\u00e7a, o que fez com que muitos n\u00e3o a aceitassem, j\u00e1 era o bastante ter que aceitar uma governante mulher, agora mulher e cat\u00f3lica era demais.<\/p>\n<p>A trama se divide entre as duas cortes, hora mostrando Elizabeth reunida com seu conselho, preocupada com a amea\u00e7a que Mary representa a sua coroa, hora mostrando Mary tentando conquistar seu espa\u00e7o, mas sendo constantemente tra\u00edda e desmoralizada pelos l\u00edderes protestantes, e entre os personagens presentes nas duas cortes nenhum, salvo as duas rainhas, realmente se destaca, alguns s\u00e3o at\u00e9 facilmente esquecidos at\u00e9 o momento no qual aparecem novamente em cena.<\/p>\n<p><strong>Saoirse Ronan<\/strong> interpreta uma Mary vivaz e destemida, tanto em suas atitudes confrontadoras como em seu figurino que trazem cor para o ambiente sombrio e destoa dos muitos homens que a cercam, j\u00e1 a Elizabeth de <strong>Margot Robbie<\/strong>, apesar de seu reino e figurino muito mais luxuoso, \u00e9 mais contida, mas ainda assim implac\u00e1vel. As duas contrastam e se completam com atua\u00e7\u00f5es fortes e impec\u00e1veis.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria que j\u00e1 foi contada nos filmes &#8220;Mary Stuart&#8221;, &#8220;Rainha da Esc\u00f3cia&#8221; de 1936, em outro filme de mesmo nome de 1971, &#8220;Elizabeth: A Era de Ouro&#8221; de 2007 e em &#8220;Mary, Rainha da Esc\u00f3cia&#8221; de 2013, desta vez tem uma diretora estreante nos cinemas, mas experiente no teatro, <strong>Josie Rourke<\/strong>, que no que parece ser uma tentativa de trazer o conto para tempos mais modernos tem um discurso mais feminista e de aceita\u00e7\u00e3o, Mary da declara\u00e7\u00f5es contra intoler\u00e2ncia religiosa, de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual, ela que muitas vezes \u00e9 retratada como vil\u00e3, afinal de conta tramou contra a vida de sua irm\u00e3 monarca, e aqui \u00e9 reescrita como forma de expor a misoginia e fanatismo da \u00e9poca, mas em alguns momentos \u00e9 dif\u00edcil de crer que esses discursos seriam provenientes do s\u00e9culo 16.<\/p>\n<p>As loca\u00e7\u00f5es, figurinos, maquiagem, cenas de plano aberto e atua\u00e7\u00f5es de Saoirse e Margot s\u00e3o deslumbrantes, e os pontos forte do longa, depois delas os outros personagens n\u00e3o s\u00e3o dignos de tanta aten\u00e7\u00e3o e como\u00e7\u00e3o. &#8220;Duas Rainhas&#8221; em alguns momentos, entre uma ilha e outra entra em desalinho e se torna n\u00e3o t\u00e3o cr\u00edvel, apesar de se basear em uma hist\u00f3ria real, por\u00e9m ele ainda se mant\u00e9m interessante e cheio de tens\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] &#8220;Duas Rainhas&#8221; \u00e9 baseado no livro biogr\u00e1fico Queen of Scots: The True Life of Mary Stuart de John Guy. 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