{"id":74268,"date":"2019-07-17T12:28:07","date_gmt":"2019-07-17T15:28:07","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=74268"},"modified":"2021-02-07T15:23:00","modified_gmt":"2021-02-07T18:23:00","slug":"jon-favreau-quase-atinge-a-perfeicao-em-sua-versao-de-o-rei-leao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/jon-favreau-quase-atinge-a-perfeicao-em-sua-versao-de-o-rei-leao\/","title":{"rendered":"Jon Favreau quase atinge a perfei\u00e7\u00e3o em sua vers\u00e3o de \u201cO Rei Le\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1609, o jovem pr\u00edncipe Hamlet perde seu pai &#8211; o rei &#8211; ap\u00f3s uma tr\u00e1gico assassinato cometido pelo invejoso tio. Em 1994, o jovem pr\u00edncipe Simba perde seu pai &#8211; o rei &#8211; ap\u00f3s um tr\u00e1gico assassinato cometido pelo invejoso tio. E em 2019, o ciclo da vida &#8211; ou melhor, o ciclo mercadol\u00f3gico da Disney &#8211; chega ao seu in\u00edcio novamente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 at\u00e9 caiu nas gra\u00e7as do p\u00fablico sobre a coragem dos iniciantes <strong>Roger Allers<\/strong> e <strong>Rob Minkoff<\/strong> adaptarem uma obra de <strong>William Shakespeare<\/strong> em uma narrativa infantil da Disney e caiu ainda mais nas gra\u00e7as do p\u00fablico quando <strong>O Rei Le\u00e3o<\/strong> se tornou uma das maiores anima\u00e7\u00f5es do est\u00fadio e tamb\u00e9m da hist\u00f3ria do cinema. Devido a muitas caracter\u00edsticas, mas principalmente por conseguir trabalhar tem\u00e1ticas densas em uma narrativa leve, divertida e recheada de cantoria, a obra de Allers e Minkoff conquistou o cora\u00e7\u00e3o de muitos espectadores mundo afora, incluindo o que escreve este texto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na onda de dar uma nova roupagem a seus cl\u00e1ssicos, a Disney vem em uma constante sequ\u00eancia de colocar suas obras de volta aos cinemas com novas caracter\u00edsticas e tratamentos. <strong>O Rei Le\u00e3o<\/strong> ganhou sua vez, e agora na m\u00e3o de um cineasta nada iniciante e que j\u00e1 se tornou um queridinho do est\u00fadio. <strong>Jon Favreau<\/strong> n\u00e3o s\u00f3 se tornou o respons\u00e1vel pelo in\u00edcio de uma d\u00e9cada de Marvel, como tamb\u00e9m abrilhantou os olhos daqueles que duvidavam das vers\u00f5es <em>live-actions<\/em> &#8211; ainda mais ap\u00f3s <strong>Mal\u00e9vola<\/strong> (2014) e <strong>Cinderela<\/strong> (2015) &#8211; com sua vers\u00e3o particular de <strong>Mogli: O Menino Lobo<\/strong> (2016). Ali, Favreau declamou sua marca de diretor e deixou claro o tom que adotaria em suas obras, caso fosse chamado novamente. Com o sucesso de cr\u00edtica e tamb\u00e9m com o encantamento causado pelo visual nas pessoas, a Disney sentiu que o americano era a pessoa certa para renovar a joia rara da empresa. E o cineasta se provou a escolha certa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com Mogli, Favreau definiu um tom mais sombrio e denso para sua vers\u00e3o, justamente pelo intuito de explorar a tecnologia e trabalhar personagens altamente realistas. Bagheera e Baloo n\u00e3o eram mais meros personagens animados com t\u00e9cnicas dos anos 60. Os dois se tornaram reais, com tons mudados. A narrativa foi melhorada, a ambienta\u00e7\u00e3o ficou mais realista e os personagens se tornaram menos perform\u00e1ticos, como era costumeiro das anima\u00e7\u00f5es do est\u00fadio. Com <strong>O Rei Le\u00e3o<\/strong> n\u00e3o foi diferente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com uma tecnologia bem mais avan\u00e7ada, ficou claro com os primeiros materiais divulgados a perfei\u00e7\u00e3o que a Pedra do Rei e os personagens j\u00e1 queridos pelo p\u00fablico teriam. Nisso, todo o tom animado, divertido e estonteante da anima\u00e7\u00e3o de 94 foram adaptados ao \u201cmundo real\u201d. Isso porque o tratamento dos personagens passou para um tom mais realista, sem as express\u00f5es exageradas de <strong>Scar<\/strong> e <strong>Simba<\/strong>, por exemplo. As caras e bocas e rea\u00e7\u00f5es n\u00edtidas foram trocadas por express\u00f5es faciais limitadas a dos animais e, com isso, tudo ganhou um tom mais \u201cp\u00e9 no ch\u00e3o\u201d. Pela frase em quest\u00e3o, parece uma mudan\u00e7a ruim, mas est\u00e1 longe disso. A narrativa em si n\u00e3o sofreu dr\u00e1sticas mudan\u00e7as como a adapta\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/supercinemaup.com\/dumbo-versao-de-tim-burton-e-mais-sombria-e-menos-magica\/\"><strong>Dumbo<\/strong><\/a> (2019), por exemplo &#8211; muito pela jornada de <strong>Simba<\/strong> ser perfeitamente bem escrita dentro de sua fic\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trabalho do roteirista <strong>Jeff Nathanson<\/strong>, ent\u00e3o, foi o de conseguir encaixar tudo da maneira que Favreau havia arquitetado, conseguindo acrescentar e mudar um ponto aqui e outro ali. Mudan\u00e7as essas que est\u00e3o em pequenas v\u00edrgulas da anima\u00e7\u00e3o, seja em uma frase ou uma posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, mas nada exuberante que mudasse os rumos da hist\u00f3ria. Por sua vez, o roteirista transforma determinados pontos que se mostraram \u00fateis, o que significa que n\u00e3o \u00e9 um verdadeiro problema na vers\u00e3o original, at\u00e9 a mudan\u00e7a ser feita. Este ponto, especificamente, fica mais claro no n\u00facleo das hienas. Enquanto <strong>Shenzi<\/strong>, <strong>Eddie<\/strong> e <strong>Banzai<\/strong> s\u00e3o unidos, aqui, <strong>Shenzi<\/strong> ganha um protagonismo maior, sendo, ent\u00e3o, a l\u00edder de todas as hienas. Ao observar a vers\u00e3o de 94, n\u00e3o h\u00e1 problema nos tr\u00eas animais serem \u201cum s\u00f3\u201d, por\u00e9m, a escolha de coloc\u00e1-la na lideran\u00e7a, deu um ar de autoridade que combina perfeitamente com a personagem. Essa transforma\u00e7\u00e3o ocorre tamb\u00e9m &#8211; de forma mais leve &#8211; com <strong>Sarabi<\/strong>, <strong>Nala<\/strong> e at\u00e9 o pr\u00f3prio <strong>Zazu<\/strong>, mas nada t\u00e3o distante do material original.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A principal modifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 justamente no tom. Como explicado, a proposta mais realista de Favreau &#8211; trabalhada brilhantemente em Mogli &#8211; substitui as caricatas express\u00f5es dos personagens. Consequentemente, a mudan\u00e7a de tom ocorre tamb\u00e9m na narrativa. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da hist\u00f3ria ser a mesma, o clima \u00e9 diferente. A colora\u00e7\u00e3o quente, com uso constante do vermelho, do amarelo e do verde, \u00e9 trocada por algo mais seco, com os tons mais desgastados, justamente dando o verdadeiro tom de uma savana africana. As m\u00fasicas, apresentadas dentro de clipes extremamente coreografados, coloridos e simb\u00f3licos, s\u00e3o substitu\u00eddos por can\u00e7\u00f5es apresentadas de maneira mais coesa com o universo, sem qualquer sinal carnavalesco e fantasioso que s\u00f3 uma anima\u00e7\u00e3o pode oferecer. E \u00e9 preciso refor\u00e7ar que nada dessas transforma\u00e7\u00f5es s\u00e3o ruins. A \u201cmagia\u201d que tantas outras cr\u00edticas citaram est\u00e1 presente, por\u00e9m de uma forma diferente, como sempre foi a proposta do longa. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 tempos Favreau explica sobre o qu\u00e3o diferente seria sua vis\u00e3o e isso se cumpriu, mas nem por isso diminui a for\u00e7a de sua narrativa e dos personagens. Do mesmo modo que Mogli teve suas altera\u00e7\u00f5es, <strong>O Rei Le\u00e3o<\/strong> tamb\u00e9m teve, e nem por isso o longa de 2016 sofreu as mesmas opini\u00f5es que o filme de <strong>Simba<\/strong> vem sofrendo, o que pode ser analisado como certa hipocrisia da parte de algumas an\u00e1lises pelo fato do carinho pelo menino lobo n\u00e3o ser o mesmo pelo le\u00e3ozinho.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0De certa forma, as transforma\u00e7\u00f5es ocorrem para esse novo universo funcionar. O tom mais intenso faz personagens ganharem for\u00e7as n\u00e3o t\u00e3o eminentes na anima\u00e7\u00e3o. <strong>Scar<\/strong> \u00e9 o que mais passa por isso. \u00c9 inevit\u00e1vel que o le\u00e3o vermelho com jubas negras se tornou uma das figuras mal\u00e9ficas mais significativas da hist\u00f3ria do cinema, devido ao seu car\u00e1ter maligno balanceado com seus momentos sarc\u00e1sticos e ir\u00f4nicos, dando ainda mais peso a suas ideologias. Aqui, seus momentos ir\u00f4nicos n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o expl\u00edcitos, estando presente nas entrelinhas de suas falas e estrat\u00e9gias, dando mais espa\u00e7o para o car\u00e1ter maligno. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Trazendo novamente a compara\u00e7\u00e3o, \u00e9 o mesmo o que acontece com <strong>Shere Khan<\/strong>. Esse perfil mais centrado dado a Scar faz dele menos pomposo como \u00e9 em sua vers\u00e3o original, e isso influencia na estrutura de determinados acontecimentos, como a pr\u00f3pria morte de Mufasa (sem toda aquela rea\u00e7\u00e3o de desespero do rei e a mal\u00edcia do irm\u00e3o) e a apresenta\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o <strong>Be Prepared<\/strong>. Inclusive, essa \u00e9 a que passa pela maior transi\u00e7\u00e3o de uma proposta a outra. A can\u00e7\u00e3o n\u00e3o ganha a mesma performance, justamente por serem <strong>Scars<\/strong> diferentes. A anima\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ter uma liberdade t\u00e9cnica muito maior para trabalhar fantasia, tinha a proposta real de construir clipes coloridos e animados a cada m\u00fasica. Aqui, a realidade supera, ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 a presen\u00e7a da fantasia. Com isso, as can\u00e7\u00f5es sofrem adapta\u00e7\u00f5es para se encaixar e <strong>Be Prepared<\/strong> possui um tom bem mais ameno, mas com a mesma tenebrosidade da original. E as duas vers\u00f5es funcionam perfeitamente, cada uma dentro do seu pr\u00f3prio universo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todas as outras can\u00e7\u00f5es passam pela mesma modifica\u00e7\u00e3o. Devido ao tratamento mais pragm\u00e1tico, as m\u00fasicas possuem a mesma estrutura t\u00e9cnica, mas com suas novas vers\u00f5es nos clipes, e a narrativa consegue ser bem constru\u00edda para essas mudan\u00e7as. Tecnicamente n\u00e3o h\u00e1 cr\u00edticas para as can\u00e7\u00f5es, at\u00e9 pela ilustre presen\u00e7a de grandes musicistas na produ\u00e7\u00e3o, que deram o tratamento necess\u00e1rio para tudo funcionar. O ponto mais negativo est\u00e1 na nova can\u00e7\u00e3o <strong>Spirit<\/strong>. Sua fraqueza n\u00e3o est\u00e1 na letra ou na apresenta\u00e7\u00e3o de <strong>Beyonc\u00e9<\/strong>, mas sim no encaixe narrativo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por ser um musical, <strong>O Rei Le\u00e3o<\/strong> conta com as apresenta\u00e7\u00f5es dos personagens &#8211; tirando <strong>The Circle Of Life<\/strong>, justamente por ser a m\u00fasica de abertura &#8211; para cada momento musical. No entanto, <strong>Spirit<\/strong> \u00e9 apresentada como trilha, sem a apresenta\u00e7\u00e3o da <strong>Nala<\/strong>, no caso. A escolha quebra todo o ritmo que o longa vinha tomando com as performances, al\u00e9m de ser inclu\u00edda em um momento n\u00e3o t\u00e3o apropriado, o que tamb\u00e9m gera cerco ru\u00eddo dentro da jornada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da pequena falha na can\u00e7\u00e3o, <strong>O Rei Le\u00e3o<\/strong> \u00e9 abrilhantado por sua dublagem. O poder das vozes escolhidas d\u00e1 for\u00e7a para cada um dos personagens presentes, dando a eles uma vida pr\u00f3pria, mesmo com todos sendo feitos atrav\u00e9s da computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de brilhantes participa\u00e7\u00f5es de nomes como <strong>James Earl Jones<\/strong>\u00a0voltando como <strong>Mufasa<\/strong>,\u00a0 <strong>Donald Glover<\/strong> como <strong>Simba<\/strong>, <strong>Beyonc\u00e9<\/strong> como <strong>Nala<\/strong> e <strong>Alfre Woodard<\/strong> como <strong>Sarabi<\/strong>, h\u00e1 um destaque especial para tr\u00eas nomes: <strong>Seth Rogen<\/strong>, <strong>Billy Eichner<\/strong> e <strong>Chiwetel Ejiofor<\/strong>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A dupla de humoristas encanta como <strong>Pumba<\/strong> e <strong>Tim\u00e3o<\/strong>, respectivamente. Os dois entregam uma din\u00e2mica \u00fanica e apresentam o tom c\u00f4mico perfeito aos dois personagens, dando-lhes a import\u00e2ncia necess\u00e1ria para o caminhar da jornada de <strong>Simba<\/strong>, al\u00e9m da encantadora performance de <strong>Hakuna Matata<\/strong>. Ejiofor, por sua vez, teve a fun\u00e7\u00e3o de justamente n\u00e3o trazer o tom c\u00f4mico presente em <strong>Scar<\/strong>. O ator embarca na frieza da voz do vil\u00e3o de maneira rica, transmitindo a for\u00e7a e maldade necess\u00e1ria \u00e0 nova vers\u00e3o. Seu trabalho vocal ganha certa superioridade em compara\u00e7\u00e3o com os outros dubladores e se encaixa perfeitamente na proposta, sendo mais maduro quanto suas atitudes e suas ideologias. A falta de tons mais exagerados, como \u00e9 realizado no original, d\u00e1 uma liberdade maior para Ejiofor dar mais sua cara, da mesma forma que <strong>Jeremy Irons<\/strong> fez em 94. Os dois s\u00e3o os personagens, mas cada um em sua forma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>John Kani<\/strong> tamb\u00e9m n\u00e3o passa despercebido dando voz ao <strong>Rafiki<\/strong>. H\u00e1 uma certa import\u00e2ncia em ter Kani no elenco, justamente por ele ser \u00fanico sul-africano dentre os dubladores. Essa import\u00e2ncia est\u00e1 justamente em sua participa\u00e7\u00e3o como o babu\u00edno, j\u00e1 que o mesmo traz muito da cultura africana em suas apari\u00e7\u00f5es e Nathanson acerta ao construir uma conex\u00e3o do personagem com a natureza, de uma forma muito mais significativa e melhor constru\u00edda que na anima\u00e7\u00e3o. O tom mais realista de Favreau fez com que o animal ganhasse uma aura mais pr\u00f3xima do m\u00edstico que o personagem sempre ofereceu, ainda que, ao comparado com a anima\u00e7\u00e3o, h\u00e1 mudan\u00e7as positivas e negativas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com seu tratamento pr\u00f3prio, <strong>Jon Favreau<\/strong> acertou em pontos, como tamb\u00e9m perdeu um pouco a m\u00e3o em outros. No entanto, teve o m\u00e1ximo respeito pelo material original e conseguiu transmitir isso com uma vis\u00e3o pr\u00f3pria sobre a obra, chegando perto de atingir a perfei\u00e7\u00e3o que a anima\u00e7\u00e3o sempre conteve.\u00a0<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1609, o jovem pr\u00edncipe Hamlet perde seu pai &#8211; o rei &#8211; ap\u00f3s uma tr\u00e1gico assassinato cometido pelo invejoso tio. Em 1994, o jovem pr\u00edncipe Simba perde seu pai &#8211; o rei &#8211; ap\u00f3s um tr\u00e1gico assassinato cometido pelo invejoso tio. E em 2019, o ciclo da vida &#8211; ou melhor, o ciclo mercadol\u00f3gico [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":33,"featured_media":74269,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2415,2423],"tags":[3362,7617,1457,5173,9410,293,69,8339,4970,15047,8341,15046,8376,10491,5580,8340,3710,5880,8722,6315,9409,11129,11114,8342,2384,3712,15045,9408,10492],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74268"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74268"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74268\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76156,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74268\/revisions\/76156"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}