{"id":74423,"date":"2019-08-26T16:25:33","date_gmt":"2019-08-26T19:25:33","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=74423"},"modified":"2019-08-26T16:26:56","modified_gmt":"2019-08-26T19:26:56","slug":"entrevista-com-andy-e-barbara-muschietti-diretor-e-produtora-de-it-capitulo-dois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/entrevista-com-andy-e-barbara-muschietti-diretor-e-produtora-de-it-capitulo-dois\/","title":{"rendered":"Entrevista com Andy e Barbara Muschietti, diretor e produtora de &#8220;IT: Cap\u00edtulo Dois&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<br \/>\n\u201cA Coisa\u201d, romance de terror de <strong>Stephen King<\/strong> lan\u00e7ado em 1986 conta a hist\u00f3ria de sete crian\u00e7as, moradoras da fict\u00edcia Derry, que, durante as f\u00e9rias de ver\u00e3o, se deparam com uma criatura milenar que reaparece a cada 27 anos para devorar as crian\u00e7as da cidade. O grupo de crian\u00e7as que se auto intitula \u201cO Clube dos Perdedores\u201d resolve ent\u00e3o enfrentar a criatura que toma a forma de um assustador palha\u00e7o chamado Pennywise. O livro de mais de mil p\u00e1ginas j\u00e1 havia sido adaptado para uma s\u00e9rie de TV chamada \u201cIT \u2013 Uma Obra Prima do Medo\u201d em 1990, que depois foi convertida em um telefilme, onde <strong>Tim Curry<\/strong> interpretava Pennywise.<\/p>\n<p>27 anos depois \u201cIT: A Coisa\u201d, trazia mais uma vez a hist\u00f3ria do terr\u00edvel palha\u00e7o Pennywise, o filme de pouco mais de 2 horas de dura\u00e7\u00e3o, foca nos eventos que ocorrem enquanto os membros do Clube dos Perdedores s\u00e3o crian\u00e7as, e logo ap\u00f3s seu lan\u00e7amento bateu recordes de bilheteria e se tornou o filme de terror mais visto de todos os tempos.<\/p>\n<p>O segundo filme ser\u00e1 lan\u00e7ado em 2019 e para repetir o sucesso traz Pennywise ainda mais assustador e desta vez conta a hist\u00f3ria 27 anos depois. Para honrar o pacto que fizeram de destruir o palha\u00e7o caso ele voltasse, O Clube dos Perdedores se re\u00fane mais uma vez em Derry para enfrent\u00e1-lo ap\u00f3s crian\u00e7as come\u00e7arem a desaparecer novamente na cidade.<\/p>\n<p>\u201cIT: Cap\u00edtulo Dois\u201d chega aos cinemas em setembro e tem novamente <strong>Andy Muschietti<\/strong> na dire\u00e7\u00e3o e sua irm\u00e3 <strong>Barbara Muschietti<\/strong> na produ\u00e7\u00e3o. Eles estiveram em S\u00e3o Paulo para promover o filme e a convite da Warner Bros, o Super Cinema pode participar de uma entrevista onde os irm\u00e3os contaram quais foram os desafios do processo de adapta\u00e7\u00e3o do romance de Stephen King e da mudan\u00e7a do elenco para a fase adulta.<\/p>\n<p>Confira a seguir a entrevista com Andy e Barbara Muschietti, diretor e produtora de IT: Cap\u00edtulo Dois:<\/p>\n<p><strong>Voc\u00eas que est\u00e3o familiarizados com filmes de terror, por que voc\u00eas acham que esse \u00e9 um g\u00eanero de tanto sucesso no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Andy: Sim, n\u00f3s estamos familiarizados com filmes de terror, mas eu n\u00e3o assisto todo filme que \u00e9 lan\u00e7ado, eu s\u00f3 vejo os que parecem bons. \u00c9 um g\u00eanero muito lucrativo, ent\u00e3o h\u00e1 muita explora\u00e7\u00e3o, tem muitos cineastas que fazem filmes de terror s\u00f3 por ser um g\u00eanero lucrativo. Eu gosto de pensar que eu tenho um bom faro para perceber qual filme ir\u00e1 se mostrar um genu\u00edno filme de terror feito por um cineasta que ama a hist\u00f3ria e os personagens e aqueles filmes que s\u00e3o feitos apenas para ganhar dinheiro<\/p>\n<p>Barbara: Eu acredito que \u00e9 um g\u00eanero de sucesso no Brasil do mesmo jeito que \u00e9 bem-sucedido na Am\u00e9rica Latina. \u00c9 um g\u00eanero de emo\u00e7\u00f5es e n\u00f3s somos pessoas emotivas, ent\u00e3o n\u00f3s somos atra\u00eddos para esse tipo de produ\u00e7\u00e3o. N\u00f3s fazemos os filmes que gostar\u00edamos de assistir, e n\u00f3s somos latinos, ent\u00e3o nesse sentido n\u00f3s somos muito sortudos porque n\u00f3s temos uma grande fam\u00edlia latina indo ver os filmes que nos amamos assistir e fazer.<\/p>\n<p><strong>Qual foi o maior desafio na adapta\u00e7\u00e3o do livro para o segundo filme?<\/strong><\/p>\n<p>Andy: Bem, \u00e9 enorme, tem algumas bem maiores do que no primeiro. Ent\u00e3o foi desafiador, mas n\u00e3o foi muito, muito dif\u00edcil, n\u00f3s apenas tivemos que acompanhar as dire\u00e7\u00f5es mais importante. O ritmo emocional na hist\u00f3ria se condensa em um filme que dura menos de quatro horas. Na verdade, meu primeiro corte foi de quatro horas, ent\u00e3o \u00e9 um roteiro bem longo.<\/p>\n<p>O maior desafio na verdade foi porque, a hist\u00f3ria se passa em mais dias do que no livro. Ent\u00e3o n\u00f3s, a fim de trazer algo a mais tivemos que basicamente entrela\u00e7ar todos os eventos e torn\u00e1-los consequentes, fazer uma cadeia de consequ\u00eancias que levam a outras consequ\u00eancias. \u00c9 desafiador, mas \u00e9 divertido. Quando voc\u00ea v\u00ea o filme, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma gordura sobrando ali, uma coisa leva a outra e outra e a outra, inclusive os flashbacks s\u00e3o grande parte do roteiro porque para que o filme avance eles t\u00eam que relembrar e recuperar aquilo.<\/p>\n<p>Barbara: O corte editorial foi de quatro horas, seu primeiro corte foi de 3 horas e 23 minutos, ainda muito generoso.<\/p>\n<p>Parte do desafio foi que n\u00f3s n\u00e3o tivemos muito tempo, a data de lan\u00e7amento do Cap\u00edtulo Dois n\u00f3s foi dada no dia em que o Cap\u00edtulo Um foi lan\u00e7ado, ent\u00e3o foram apenas dois anos, o que \u00e9 muito pouco para fazer um filme deste, no sentido pr\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea lidou com a hist\u00f3ria que j\u00e1 existia da s\u00e9rie de TV, voc\u00ea a usou como refer\u00eancia em alguma parte ou utilizou somente o livro?<\/strong><\/p>\n<p>Andy: Eu amava a s\u00e9rie, mas n\u00e3o foi uma refer\u00eancia para mim, essa \u00e9 a minha vis\u00e3o emocional do livro que eu li e teve um impacto em mim. Eu li pela primeira vez quando eu tinha 14 anos e ent\u00e3o, reli 30 anos depois com 40 anos de idade. \u00c9 engra\u00e7ado como faz um paralelo entre a minha idade e a idade dos personagens, o intervalo entre eles \u00e9 aproximadamente 30 anos, \u00e9 o mesmo per\u00edodo. A s\u00e9rie eu vi quando era mais velho com 16 ou 17 anos, e na Argentina ela j\u00e1 saiu em VHS. \u00c9 claro que todos foram correndo alugar para assistir, mas n\u00e3o teve tanto impacto em mim quanto nas gera\u00e7\u00f5es mais novas, que se assustaram tanto com filme a ponto de n\u00e3o conseguir v\u00ea-lo inteiro. Este n\u00e3o foi o meu caso, eu tive uma experi\u00eancia muito mais impactante com o livro do que com a s\u00e9rie. E os Cap\u00edtulo 1 e 2 n\u00e3o s\u00e3o refilmagens, s\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es diretas do livro.<\/p>\n<p><strong>Qual a maior dificuldade de dirigir um filme com uma ess\u00eancia cl\u00e1ssica de narrativas dos anos 80\/90 e como ele se encaixo no cen\u00e1rio atual, no qual o terror est\u00e1 passando por uma nova fase?<\/strong><\/p>\n<p>Andy: Eu n\u00e3o usei a s\u00e9rie dos anos 90 como refer\u00eancia. Para mim foi uma adapta\u00e7\u00e3o de algo que li quando mais novo e de alguma forma traduzi toda aquela experi\u00eancia emocional em um filme. O desafio foi esse, transferir para a tela algo que eu tinha sentido.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o acho que nosso filme tenha algum la\u00e7o com o cen\u00e1rio atual, ele n\u00e3o se mistura com nenhuma tend\u00eancia dos filmes de terror. Na verdade, ele vai muito mais para a combina\u00e7\u00e3o de humor com horror e drama que se combinam em uma \u00fanica categoria, que \u00e9 algo que eu reconhe\u00e7o mais nos anos 80. Eu cresci nos anos 80 e fui muito impressionado por filmes como \u201cEvil Dead\u201d, \u201cA Hora do Espanto\u201d e \u201cUm Lobisomem Americano em Londres\u201d, que s\u00e3o filmes de terror, mas que tamb\u00e9m tem muito humor, ent\u00e3o para mim esse foi um processo natural.<\/p>\n<p><strong>Comediantes tem na risada um term\u00f4metro para o que est\u00e1 dando certo. No terror como voc\u00ea sente essa mesma energia, como dizer que algo est\u00e1 funcionando com a plateia?<\/strong><\/p>\n<p>Andy: O screening, quando voc\u00ea est\u00e1 vendo o filme pela primeira vez com uma audi\u00eancia \u00e9 o melhor term\u00f4metro. Ali n\u00f3s conseguimos ver se eles est\u00e3o rindo quando tem que rir o que mostra que eles realmente est\u00e3o prestando aten\u00e7\u00e3o e n\u00e3o est\u00e3o entediados. E quando se trata de terror, ao ver a plateia do fundo voc\u00ea percebe as cabe\u00e7as mexendo como quando n\u00f3s tomamos um susto. Quando se faz parte da plateia voc\u00ea nem sempre presta aten\u00e7\u00e3o a isso, porque voc\u00ea est\u00e1 entretido, mas como cineasta que j\u00e1 viu o filme 200 vezes, voc\u00ea n\u00e3o se assusta mais e pode prestar aten\u00e7\u00e3o a todas as cabe\u00e7as chacoalhando.<\/p>\n<p>Barbara: \u00c9 incr\u00edvel quando estamos vendo o filme com uma plateia e de repente eles tem uma rea\u00e7\u00e3o de medo com algo que n\u00e3o planejamos ser assustador. Mas como as pessoas est\u00e3o envolvidas com o filme, com adrenalina em seus corpos, elas se assustam e reagem a coisas como algu\u00e9m movendo uma cadeira.<\/p>\n<p>Andy: No Cap\u00edtulo Um tivemos um desses momentos, quando eles est\u00e3o todos nadando e uma das crian\u00e7as diz \u201cOh, tem algo na \u00e1gua, \u00e9 um tartaruga, \u00e9 uma tartaruga!\u201d e eles v\u00e3o para debaixo d\u2019\u00e1gua e a c\u00e2mera vai para debaixo d\u2019\u00e1gua, as pessoas estavam tensas, e n\u00f3s pod\u00edamos sentir naqueles tr\u00eas segundos em que a c\u00e2mera desce sob a \u00e1gua, e ent\u00e3o corta para a cena em que Beverly est\u00e1 tomando sol. Isso foi completamente n\u00e3o intencional, mas pod\u00edamos ouvir a conversa das pessoas achando que algo iria acontecer.<\/p>\n<p><strong>Sobre o elenco, Jessica Chastain sempre foi sua primeira escolha para interpretar a fase adulta de Beverly? E quais outros nomes voc\u00eas j\u00e1 tinham em mente para as vers\u00f5es adultas?<\/strong><\/p>\n<p>Barbara: Nos amamos Jessica desde o filme \u201cMama\u201d. E \u00e9 claro que quando lembramos de \u201cseu cabelo \u00e9 fogo de inverno\u201d o nome dela logo veio \u00e0 mente, e acredito que subconscientemente quando escalamos Sophia Lillis para o primeiro filme j\u00e1 est\u00e1vamos pensando que ela era uma mini Jessica. Ent\u00e3o ela sempre foi Beverly para n\u00f3s, era s\u00f3 uma quest\u00e3o de fazer as agendas funcionarem, porque ela \u00e9 sempre muito ocupada.<\/p>\n<p>Andy: Sim, Jessica foi a primeira a fazer parte do filme. Bill Hader e James Ransone foram outros nomes que eu j\u00e1 tinha em mente. Eu j\u00e1 conhecia James socialmente e percebi que ele tinha algo muito similar com Jack Dylan Grazer, poucas pessoas falam e pensam na velocidade que eles, al\u00e9m disso eles tamb\u00e9m s\u00e3o parecidos fisicamente, ent\u00e3o eu estava curioso para v\u00ea-lo como Eddie. E Hader \u00e9 a escolha obvia para Richie, n\u00e3o existe pessoa mais engra\u00e7ada al\u00e9m disso ele tamb\u00e9m \u00e9 um \u00f3timo ator dram\u00e1tico. McAvoy \u00e9 um dos meus atores favoritos de todos os tempos e ele tamb\u00e9m tem algumas similaridades com Jaeden Martell, que interpreta Bill quando crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Nos tivemos muita sorte, porque quando se est\u00e1 fazendo um filme existem muitas dificuldades, e uma das maiores \u00e9 o elenco. \u00c0s vezes voc\u00ea n\u00e3o consegue escalar os atores que voc\u00ea deseja, porque voc\u00ea quer aquele ator, mas ele n\u00e3o quer seu filme, e um outro ator quer o filme, mas voc\u00ea n\u00e3o quer aquele ator. Existe sempre esse equil\u00edbrio em Los Angeles, esta dan\u00e7a horr\u00edvel, mas n\u00e3o foi esse o caso, todos eles queriam participar do filme por terem gostado tanto do primeiro, e os outros atores foram escolhidos atrav\u00e9s de audi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>O filme tem bastante sequencias voltadas para o terror, mas tamb\u00e9m se aprofunda nas emo\u00e7\u00f5es e jornada dos personagens. Como foi esse processo de trabalhar estes aspectos com os atores?<\/strong><\/p>\n<p>Andy: Para mim os valores emocionais da hist\u00f3ria s\u00e3o muito importantes. Houve muita conversa individual com os atores e depois tamb\u00e9m nos ensaios em grupo, e ent\u00e3o o dia a dia da grava\u00e7\u00e3o. Foi um processo de tr\u00eas passos, e eles todos adicionam uma nova camada a atua\u00e7\u00e3o. \u00c9 essencial que eu fa\u00e7a tudo ao meu alcance para ajud\u00e1-los a chegar l\u00e1, mas no final s\u00e3o eles que constroem seus personagens, que efetivamente atuam.<\/p>\n<p>Barbara: Eles foram todos muito generosos entre si, o que foi muito importante para que eles criassem um la\u00e7o estreito e eles estavam sempre elevando um ao outro.<\/p>\n<p>Andy: O que foi muito diferente quando comparado ao primeiro filme, com as crian\u00e7as. As crian\u00e7as instantaneamente criaram la\u00e7os de maneira muita espont\u00e2nea. E essa \u00e9 uma semelhan\u00e7a com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, dessas crian\u00e7as virando adultos e tudo que se perde nesse processo, a espontaneidade, a habilidade de imaginar coisas e o frescor, todas essas coisas ficam no limbo quando se \u00e9 adulto.<\/p>\n<p><strong>Como foi convidar Stephen King para participar do filme? Ele fez algum pedido sobre o roteiro ou alguma cena espec\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<p>Andy: Eu realmente queria que ele estivesse pelo menos ciente do que n\u00f3s est\u00e1vamos fazendo mais do que quando fizemos o Cap\u00edtulo Um. No Cap\u00edtulo Um tenho que confessar que estava um pouco nervoso em conhec\u00ea-lo ou at\u00e9 compartilhar as coisas com ele, porque eu estava seguindo meu caminho a partir da minha vis\u00e3o do livro, ent\u00e3o entrar em contato com ele poderia quebrar isso de alguma maneira. Eventualmente ele assistiu ao primeiro filme e gostou muito, e ent\u00e3o n\u00f3s come\u00e7amos a nos falar e temos um \u00f3timo relacionamento at\u00e9 hoje, ent\u00e3o quando come\u00e7amos a trabalhar no Cap\u00edtulo Dois eu realmente queria que ele ficasse sabendo sobre o que est\u00e1vamos fazendo e, claro, ter o feedback dele. Ele \u00e9 um escritor que sabe abra\u00e7ar a ideia da adapta\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00f5es s\u00e3o diferentes, elas n\u00e3o devem nada ao trabalho original, \u00e9 claro que ele gosta quando os filmes s\u00e3o bons e as vezes eles s\u00e3o ruins, mas mesmo assim ele n\u00e3o quer interferir com o que quer que seja que o cineasta esteja fazendo.<\/p>\n<p>Barbara: Ele nos explicou que esta foi uma decis\u00e3o consciente, \u201ceu sou um escritor, o que eu gosto de fazer \u00e9 escrever e se eu ficar checando o que outras pessoas est\u00e3o fazendo isso vai me afastar da escrita. ent\u00e3o eu tive que construir um muro e decidir que eu continuarei escrevendo e as pessoas podem continuar adaptando meu trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Andy: Mas, de qualquer maneira, eu perguntei se ele tinha ideias que gostaria de ver no filme. E ele tinha essa lista fofa de ideias, ele queria que a est\u00e1tua de Paul Bunyan estivesse no filme e uma ou outra cena espec\u00edfica. Algumas delas j\u00e1 estavam no filme, mas quando voc\u00ea est\u00e1 montando uma hist\u00f3ria voc\u00ea tem que decidir quanto dinheiro deseja gastar com cada coisa e o peso dessas cenas no drama e na narrativa. No livro, vemos a destrui\u00e7\u00e3o de Derry, e \u00e9 t\u00e3o espetacular e t\u00e3o grande que precisar\u00edamos gastar metade do or\u00e7amento de efeitos visuais para aquela cena entrar no filme, al\u00e9m de ela n\u00e3o ter tanto impacto no objetivo dos personagens, ent\u00e3o tentamos trazer de uma maneira diferente.<\/p>\n<p>\u201cIT: Cap\u00edtulo Dois\u201d estreia 5 de setembro de 2019 nos cinemas brasileiros e al\u00e9m de Jessica Chastain, Bill Hader e James McAvoy o filme traz novamente Bill Skarsg\u00e5rd como o assustador palha\u00e7o Pennywise.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><br \/>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] \u201cA Coisa\u201d, romance de terror de Stephen King lan\u00e7ado em 1986 conta a hist\u00f3ria de sete crian\u00e7as, moradoras da fict\u00edcia Derry, que, durante as f\u00e9rias de ver\u00e3o, se deparam com uma criatura milenar que reaparece a cada 27 anos para devorar as crian\u00e7as da cidade. 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