{"id":74522,"date":"2019-09-25T01:17:10","date_gmt":"2019-09-25T04:17:10","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=74522"},"modified":"2021-02-07T15:05:15","modified_gmt":"2021-02-07T18:05:15","slug":"ad-astra-rumo-as-estrelas-explode-muito-antes-de-decolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/ad-astra-rumo-as-estrelas-explode-muito-antes-de-decolar\/","title":{"rendered":"&#8220;Ad Astra: Rumo \u00e0s Estrelas&#8221; explode muito antes de decolar"},"content":{"rendered":"<p><strong> James Gray <\/strong> \u00e9 um diretor e escritor que recentemente lan\u00e7ou \u201cZ \u2013 A Cidade Perdida\u201d, um filme pouco conhecido pelo p\u00fablico geral, mas que gerou um certo \u201cburburinho\u201d que dividiu os cr\u00edticos na \u00e9poca. O que guia o filme de 2016 \u00e9 um debate sobre os limites humanos da explora\u00e7\u00e3o do desconhecido, tema que <strong>Gray<\/strong> resolve explorar novamente em \u201cAd Astra \u2013 Rumo \u00e0s Estrelas\u201d. Estrelado por <strong>Brad Pitt, Tommy Lee Joes, Donald Sutherland<\/strong> e <strong>Liv Tyler<\/strong>, o longa traz um subt\u00edtulo redundante (\u201cAd Astra\u201d, do latim, significa \u201cPara as estrelas\u201d), uma trama clich\u00ea e duas horas de proje\u00e7\u00e3o que podem ser melhor aproveitadas se o espectador tirar um bom cochilo.<\/p>\n<p>Para os cin\u00e9filos mais antigos, o trailer de \u201cAd Astra\u201d pode ter trazido alguma confus\u00e3o por dar uma leve ideia de continua\u00e7\u00e3o de \u201cCowboys do Espa\u00e7o\u201d (2000), j\u00e1 que ambos os longas trazem <strong>Tommy Lee Jones<\/strong> e <strong>Donald Sutherland<\/strong> como astronautas veteranos envolvidos em uma miss\u00e3o sem retorno a Terra. Trata-se, no entanto, de uma mera coincid\u00eancia, j\u00e1 que em \u201cAd Astra\u201d o motivo da miss\u00e3o \u00e9 a busca de vida inteligente no espa\u00e7o, e n\u00e3o o reparo de um sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria, o personagem de <strong>Brad Pitt<\/strong>, Roy, \u00e9 um astronauta exemplar, filho do veterano que participou de uma miss\u00e3o sem volta a Netuno em busca de vida inteligente fora da Terra h\u00e1 30 anos. Agora, algumas evid\u00eancias indicam que talvez a miss\u00e3o n\u00e3o tenha sido um completo fracasso e o pai de Roy possa estar vivo. Decidem ent\u00e3o envi\u00e1-lo para investigar melhor esses sinais, mas nem tudo \u00e9 t\u00e3o simples quando se trata de uma organiza\u00e7\u00e3o governamental de explora\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Por mais que seja um filme \u201coriginal\u201d, essa trama n\u00e3o parece um pouco familiar? Talvez um pouco batida para os dias de hoje? E de fato ela \u00e9. \u201c2001 \u2013 Uma Odisseia no Espa\u00e7o\u201d (1968), \u201cSolaris\u201d (1972), \u201cAlien \u2013 O Oitavo Passageiro\u201d (1979), \u201cApollo 13\u201d (1995), \u201cGravidade\u201d (2013) e \u201cInterestelar\u201d (2014) s\u00e3o alguns bons exemplos de filmes que tratam muito bem o tema, o que \u201cAd Astra\u201d n\u00e3o consegue chegar nem perto.<\/p>\n<p>Enquanto \u201c2001 \u2013 Uma Odisseia no Espa\u00e7o\u201d estava a frente do seu tempo em 1968 e at\u00e9 hoje pode ser assunto de horas de debate, \u201cAd Astra\u201d est\u00e1 muito \u201catr\u00e1s\u201d de seu tempo e traz um debate bobo e extremamente raso. Al\u00e9m disso, Gray se repete muito na quest\u00e3o da \u201cjornada de um homem\u201d e as semelhan\u00e7as com \u201cZ \u2013 A Cidade Perdida\u201d chegam a ser rid\u00edculas. H\u00e1 uma \u201cpseudo-intelectualidade\u201d que paira na produ\u00e7\u00e3o de \u201cAd Astra\u201d, a qual talvez satisfa\u00e7a a nossa sociedade med\u00edocre, hoje composta inclusive por terraplanistas.<\/p>\n<p>Nem de longe, o filme consegue trazer a reflex\u00e3o que seus antecessores trouxeram e t\u00e3o pouco consegue ser belo. Os primeiros 10 segundos do filme trazem uma composi\u00e7\u00e3o e um \u00e2ngulo de c\u00e2mera que empolgam, causando um \u201cfrio na barriga\u201d mesmo de quem n\u00e3o tem medo de altura, mas possivelmente gastaram todo o brilhantismo que restava apenas para esse take. O espa\u00e7o \u00e9 pouqu\u00edssimo explorado pelos cineastas, o que surpreende quem assiste um filme do g\u00eanero e ajuda a afundar ainda mais as considera\u00e7\u00f5es sobre o longa.<\/p>\n<p>O elenco n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com o longa. Brad Pitt consegue se entregar a proposta do longa, mas o seu potencial \u00e9 muito mal aproveitado pelo diretor, que opta constantemente por enquadramentos colados na face do ator, buscando explorar as emo\u00e7\u00f5es que o filme n\u00e3o traz. Tommy Lee Jones, Donald Sutherland e Liv Tyler fazem meras pontas no longa, com baix\u00edssima relev\u00e2ncia. O elenco de coadjuvantes servem como suporte para a hist\u00f3ria de Pitt, e assim como todo o resto somem na imensid\u00e3o do vazio.<\/p>\n<p>Sem reflex\u00f5es, sem atualidade, sem deslumbre visual, sem trama e sem gosto, \u201cAd Astra\u201d decepciona muito. Certamente n\u00e3o ser\u00e1 um filme memor\u00e1vel como tantos outros, e se por um acaso virar, ser\u00e1 um reflexo da mediocridade do s\u00e9culo XXI.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>James Gray \u00e9 um diretor e escritor que recentemente lan\u00e7ou \u201cZ \u2013 A Cidade Perdida\u201d, um filme pouco conhecido pelo p\u00fablico geral, mas que gerou um certo \u201cburburinho\u201d que dividiu os cr\u00edticos na \u00e9poca. 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