{"id":75391,"date":"2020-02-13T22:54:33","date_gmt":"2020-02-14T01:54:33","guid":{"rendered":"http:\/\/supercinemaup.com\/?p=75391"},"modified":"2021-02-04T23:23:04","modified_gmt":"2021-02-05T02:23:04","slug":"com-historia-previsivel-remake-de-o-grito-nao-convence-e-oferece-pouco-a-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/com-historia-previsivel-remake-de-o-grito-nao-convence-e-oferece-pouco-a-temer\/","title":{"rendered":"Com hist\u00f3ria previs\u00edvel, reboot de &#8220;O Grito&#8221; n\u00e3o convence e oferece pouco a temer"},"content":{"rendered":"<p>Anos depois da vers\u00e3o japonesa original e da primeira vers\u00e3o americana, o cl\u00e1ssico do terror O Grito ganha mais um remake americano, mas sem trazer nada novo.<\/p>\n<p>Assim como as primeiras vers\u00f5es, o novo O Grito se passa nos anos 2000, come\u00e7ando em 2004 quando uma mulher retorna para sua fam\u00edlia nos Estados Unidos depois de sair de uma casa macabra no Jap\u00e3o, mas fugir do pa\u00eds n\u00e3o foi o suficiente, j\u00e1 que levou com ela, para os Estados Unidos e para sua fam\u00edlia, a maldi\u00e7\u00e3o do grito. Depois disso somos apresentados a hist\u00f3rias paralelas, ambientadas em anos diversos e que, de alguma forma, acabam se entrela\u00e7ando. A narrativa n\u00e3o cronol\u00f3gica \u00e9 a principal caracter\u00edstica do reboot, que apesar de interessante no come\u00e7o, acaba dando uma sensa\u00e7\u00e3o de que nada acontece, de fato, at\u00e9 a parte final do filme.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria principal se desenvolve em volta de Muldoon, uma detetive que acabou de perder seu marido para o c\u00e2ncer e se muda para uma nova cidade com seu \u00fanico filho. Em seu novo emprego come\u00e7a a investigar um caso de assassinato, a partir da\u00ed come\u00e7am os flashbacks que nos levam \u00e0s outras hist\u00f3rias, todas envolvendo assassinatos brutais n\u00e3o solucionados que devem ser desvendados.<\/p>\n<p>As diferentes hist\u00f3rias possibilitam a introdu\u00e7\u00e3o de diversos personagens, revelando um elenco de muita qualidade, mas que teve pouco material para trabalhar. Nenhum personagem foi apresentado de forma mais aprofundada ou que pudesse gerar a empatia do p\u00fablico. Mesmo Muldoon, interpretada por Andrea Riseborough, uma m\u00e3e que perdeu seu marido para uma doen\u00e7a e ainda est\u00e1 se recuperando n\u00e3o consegue despertar fortes sentimentos por conta da narrativa superficial.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade de assustar, \u201cO Grito\u201d tamb\u00e9m deixa a desejar. As tentativas de sustos s\u00e3o abundantes, mas em sua maioria previs\u00edveis e acabam falhando. O clima dado ao filme pelo diretor Nicolas Pesce \u00e9 assustador, quase todo o cen\u00e1rio \u00e9 composto de cores escuras e amarelo e reflete bem toda a trag\u00e9dia e drama vividos pelos personagens, o que \u00e9 um ponto positivo do filme. As cenas gore, principalmente as dos assassinatos, tamb\u00e9m s\u00e3o bem-feitas, mas n\u00e3o compensam a previsibilidade das situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Depois de assistir ao remake, voc\u00ea provavelmente continuar\u00e1 se lembrando da vers\u00e3o americana de 2004, isso porque o longa pouco acrescenta na franquia e se prova desnecess\u00e1rio, sem conseguir se livrar dos clich\u00eas e desperdi\u00e7ando uma premissa que poderia ter trazido novos ares e profundidade \u00e0 hist\u00f3ria.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anos depois da vers\u00e3o japonesa original e da primeira vers\u00e3o americana, o cl\u00e1ssico do terror O Grito ganha mais um remake americano, mas sem trazer nada novo. 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