{"id":79313,"date":"2021-09-21T22:42:46","date_gmt":"2021-09-22T01:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.supercinemaup.com\/?p=79313"},"modified":"2021-09-21T22:42:57","modified_gmt":"2021-09-22T01:42:57","slug":"star-wars-visions-momentos-incriveis-absurdos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cinemaup.com.br\/en\/star-wars-visions-momentos-incriveis-absurdos\/","title":{"rendered":"&#8220;STAR WARS: VISIONS&#8221; OSCILA ENTRE MOMENTOS INCR\u00cdVEIS, ABSURDOS E TEDIOSOS"},"content":{"rendered":"<p>A franquia \u201cStar Wars\u201d est\u00e1 saturada, isto \u00e9 um fato. Mas isso n\u00e3o significa que boas produ\u00e7\u00f5es n\u00e3o possam serem lan\u00e7adas sob a marca, e \u201cThe Mandalorian\u201d est\u00e1 a\u00ed para provar isso. Todavia, as formas de lidar com esta mec\u00e2nica de neg\u00f3cio no mercado do entretenimento ainda est\u00e3o sendo exploradas, com erros e acertos, afinal se trata de um modelo, ainda, in\u00e9dito. In\u00e9dito porque \u201cfranquias\u201d fazem parte de um momento muito recente da nossa hist\u00f3ria, onde at\u00e9 nem tanto tempo assim n\u00e3o existia cinema e no teatro esta l\u00f3gica de explora\u00e7\u00e3o de um mesmo conte\u00fado nunca fez sentido (e n\u00e3o faz at\u00e9 hoje). Abrindo, ent\u00e3o, o leque de possibilidades, a Disney e a Lucasfilm apresentam uma in\u00e9dita proposta com \u201cStar Wars: Visions\u201d, onde a empresa do camundongo cedeu o plano de fundo de \u201cStar Wars\u201d para que est\u00fadios japoneses criassem novas est\u00f3rias e apresentassem as suas <em>vis\u00f5es<\/em> do universo intergal\u00e1ctico.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que os produtores americanos destacaram em diversas oportunidades que \u201cStar Wars: Visions\u201d n\u00e3o faz parte do \u201cc\u00e2none\u201d de \u201cStar Wars\u201d, que em outras palavras quer dizer que o que foi apresentado ali, quando agradar, pode vir a ser explorado a fundo no futuro, mas caso n\u00e3o seja apreciado, eles podem fingir que nada daquilo existiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Com 9 epis\u00f3dios, com entre 13 e 22 minutos cada, a experi\u00eancia de acompanhar as produ\u00e7\u00f5es japonesas se mostra como uma grande montanha-russa sensorial. N\u00e3o h\u00e1 nenhum padr\u00e3o entre os epis\u00f3dios, n\u00e3o que devesse ter, mas esta caracter\u00edstica acaba tornando uma maratona das produ\u00e7\u00f5es algo bastante exaustivo de se fazer, mesmo com os t\u00e3o poucos minutos por epis\u00f3dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Se h\u00e1 alguma constante entre as produ\u00e7\u00f5es \u00e9 a trilha sonora, que acaba sendo respons\u00e1vel por nos situar no familiar e convidativo universo \u201cStar Wars\u201d. As varia\u00e7\u00f5es nas artes das anima\u00e7\u00f5es s\u00e3o tantas que, por mais que \u201clembre\u201d claramente a franquia, foi um aspecto de grande liberdade por parte dos est\u00fadios japoneses e pode resultar em grande apre\u00e7o pelo p\u00fablico, como tamb\u00e9m avers\u00e3o. Enquanto o primeiro epis\u00f3dio, \u201cO Duelo\u201d se apresenta com um visual inovador para o ocidente, o terceiro, \u201cOs G\u00eameos\u201d j\u00e1 apresenta um estilo quase repugnante aos saudosistas da qualidade art\u00edstica dos tra\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tramas, a inconst\u00e2ncia de qualidade \u00e9 claramente percebida. Enquanto algumas s\u00e3o extremamente simples, mas muito bem dirigidas, outras se aproximam demais das hist\u00f3rias que j\u00e1 conhecemos e ficamos com a sensa\u00e7\u00e3o que estamos assistindo alguma c\u00f3pia barata das produ\u00e7\u00f5es originais. \u201cA Noiva Alde\u00e3\u201d, quarto epis\u00f3dio, se destaca pela originalidade e excelente dire\u00e7\u00e3o, enquanto \u201cAkakiri\u201d, nono epis\u00f3dio, certamente ir\u00e1 te fazer dormir. Aproveito o espa\u00e7o ainda, caro leitor, para dizer que fiquei t\u00e3o atordoado com o segundo epis\u00f3dio que at\u00e9 agora n\u00e3o consigo me expressar adequadamente frente ao absurdo que assisti.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande trunfo das produ\u00e7\u00f5es, por outro lado, vai al\u00e9m do tra\u00e7o e cores utilizadas, e se destaca sobre os curtos plots: os valores nip\u00f4nicos. Honra e distin\u00e7\u00e3o clara entre o bem e o mal \u00e9 algo que o jovem brasileiro hoje n\u00e3o tem capacidade de entender, pelos n\u00edveis absurdos de analfabetismo funcional associados com o mecanismo sist\u00eamico de desvirtuamento de valores promovidos pela m\u00eddia e sustentado pelas redes sociais no ocidente. Ent\u00e3o, caso o seriado venha a despertar essa consci\u00eancia em seus espectadores, certamente ser\u00e1 de grande valia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um formato que promete alimentar a fome de \u201cStar Wars\u201d dos mais fan\u00e1ticos, mas que ao mesmo tempo permite uma divers\u00e3o casual, \u201cStar Wars: Visions\u201d agrada em alguns momentos e vale pela ideia de entregar a marca na m\u00e3o de uma outra cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os epis\u00f3dios chegam amanh\u00e3 ao Disney+.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A franquia \u201cStar Wars\u201d est\u00e1 saturada, isto \u00e9 um fato. Mas isso n\u00e3o significa que boas produ\u00e7\u00f5es n\u00e3o possam serem lan\u00e7adas sob a marca, e \u201cThe Mandalorian\u201d est\u00e1 a\u00ed para provar isso. 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