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Moana

Director

Thomas Kail

Genre

Aventura , Musical

Cast

Catherine Laga'aia, Dwayne Johnson, John Tui

Writer

Jared Bush e Dana Ledoux Miller

Company

Walt Disney

Runtime

115 minutos

Release date

08 de julho de 2026

Moana acompanha Moana Waialiki, uma jovem corajosa que vive em uma ilha e sonha em explorar o oceano além das margens que cercam seu lar. Filha do líder de sua comunidade e descendente de uma longa linhagem de navegadores, tudo corria bem na sua vida até que algo coloca em risco o futuro de seu povo. Ao descobrir que o semideus Maui foi responsável por desencadear o desequilíbrio que afeta a natureza, Moana parte em uma jornada pelo mar para encontrá-lo e restaurar o coração da deusa Te Fiti. Enfrentando criaturas perigosas, desafios marítimos e a superproteção do pai, ela embarca em uma aventura de autodescoberta. Inspirado na animação da Disney lançada em 2016, o live-action celebra a cultura polinésia.

Moana é o mais recente título da Disney a receber um remake live-action, mas certamente não será o último. A única justificativa para esses remakes continuarem existindo é a máquina de dinheiro que eles inevitavelmente são. A Disney encontrou a mina de ouro do jeito mais simples possível: pegar animações já validadas e adoradas pelo público e refazê-las numa versão live-action. Até agora, esses live-actions aproveitavam para trazer uma ou outra novidade em relação à versão original, o final de Stitch é um bom exemplo disso, mas Moana (2026) vai na direção contrária – é o live-action mais fiel até agora. Isso poderia ser algo bom, já que Moana, a animação, é excelente. A jornada de Moana para salvar sua ilha enquanto se aventura e deixa para trás o medo de explorar e se arriscar é embalada por músicas incríveis e um roteiro de muito coração, com um visual à altura; já o live-action, que segue o original praticamente cena por cena, diálogo por diálogo, ainda assim não tem nenhuma dessas coisas. 

Em relação à história, há pouco a dizer. Se você já assistiu à animação, você sabe exatamente tudo que vai acontecer. Moana (Catherine Laga’aia) é a filha do chefe da ilha de Motunui – espera-se que ela mesma se torne chefe no futuro – e leva uma vida em harmonia com a natureza, até que a fauna e a flora do lugar começam a morrer repentinamente e sem explicação, sem cocos e peixes para comer, eles estão numa crise. Moana acredita que a solução seja procurar essas coisas para além dos recifes, explorando o oceano, mas uma das regras da ilha é que eles nunca devem sair de lá: seu pai julga ser perigoso demais por conta de experiências passadas. Paralelamente, mas diretamente conectada a ela, há a história de Te Fiti e Maui. Te Fiti foi a criadora das ilhas, mais de mil anos atrás, mas Maui, na tentativa de se tornar um herói para os humanos, roubou-lhe o coração para dar aos humanos o poder da criação, e acabou ficando sem seu anzol, já Te Fiti, sem seu coração, não é capaz de cuidar de sua criação, criando assim um desequilíbrio. Por conta de sua conexão com o oceano, Moana encontra o coração de Te Fiti e acredita que a solução para tudo é encontrar Maui e fazê-lo devolver o coração. Sem ter outra escolha senão assistir à ruína de sua ilha, o pai de Moana acaba concordando com sua partida. E assim a aventura começa.

“Moana” é uma história de fantasia, um dos motivos para a animação dar tão certo. O oceano tem vida própria, Maui é um semideus que se transforma em animais e cujas tatuagens têm vida, Moana é uma jovem que nunca velejou na vida, mas sai sozinha pelo oceano numa jangada, em determinado momento, os antagonistas são criaturas pequenas e peludas com máscaras de coco viajando em navios gigantes, um outro antagonista é um caranguejo gigante que não só fala, como canta. Nenhuma dessas coisas é possível num live-action sem CGI, o que faz com que, no final das contas, as únicas coisas que realmente são live-action sejam as pessoas: Moana, Maui (que ainda tem CGI para as tatuagens e quando está usando seus poderes de semideus) e os habitantes da ilha. Não que o CGI seja mal-feito, quando trabalhados individualmente, os cenários e personagens funcionam, temos alguns visuais impressionantes do oceano quando visto do horizonte, por exemplo. No entanto, a integração entre live-action e CGI não é tão contínua e muitas vezes a direção de Thomas Kail opta por planos fechados e tradicionais quando humanos estão em cena. A relação dos humanos com a água é outra questão, eles são constantemente molhados, jogados no mar, e aparecem secos segundos depois – algo que não causaria estranheza numa animação, mas chama atenção num live-action.

Não haveria nada de “errado” com “Moana (2026)”, se a versão animada não existisse e estivéssemos conhecendo essa bela história pela primeira vez, mas não há nada nesse novo filme que convença por si só, as músicas são as mesmas (ainda bem), o roteiro também, os personagens, e tudo o mais, mas falta a magia que a animação nunca falha em proporcionar. É difícil acreditar que, havendo a oportunidade de escolha, alguém optasse por assistir ao live-action no lugar da animação, que tem tudo o que o live-action tem, só que melhor.

Por Júlia Rezende

5

Houston, we have a problem

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